Montnor provocou difculdades às águias - Foto: EPA
Montnor provocou difculdades às águias - Foto: EPA

Mago trocou as voltas, mas águia encontrou mapa da vitória (as notas do Omonia)

Queda após o intervalo custou caro a Omonia com duas caras. Confiança na primeira parte contrastou com insegurança na segunda
A figura: Jaden Montnor (6)

Foi bom enquanto durou. Primeira parte de luxo do internacional do Suriname, que complicou a vida a Bah com inúmeras arrancadas e boas decisões. Um dos responsáveis pela reação cipriota, colocou o empate nos pés de Ewandro, que rematou por cima. Aos 42', repetiu a dose, com ainda mais dano: picou a bola sobre Bah e, sem deixar o esférico cair, serviu Kakoullis com um passe sublime. Perdeu gás

Fabiano não teve um reencontro com o Benfica feliz. O antigo guarda-redes de FC Porto e Olhanense foi mais vítima do que culpado nos golos sofridos.

Aos 14', Loic Nego desviou de forma involuntária um remate de Echeverri para a própria baliza. Schejlderup metia respeito, mas o húngaro, entre um ou outro percalço, realizou exibição estável, com mais dificuldades na segunda parte. A defesa cipriota sentiu a subida de nível encarnado na segunda parte, à exceção de Duverne, uma das melhores unidades.

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Balkovec, que já tinha facilitado no primeiro golo, deixou Bah fugir no segundo. Exibição intermitente do lateral esquerdo que, a espaços, foi o terceiro cental.

A queda do nível exibicional do Omonia da primeira para a segunda parte refletiu-se no meio-campo. Andreou puxou os cordelinhos antes do intervalo, mas depois foi engolido. Tanase condicionou a saída de bola encarnada ao lado de Kakoullis, antes de perder fulgor. Maric alternou bons cortes com erros de marcação.

O meio-campo cipriota procurou lançar em inúmeras ocasiões ataques rápidos para aproveitar a verticalidade de Montnor e Ewandro. O extemo brasileiro desperdiçou uma boa ocasão, em zona frontal, para empatar a partida 20'. Compensou com trabalho defensivo.

O extremo trocou por vezes de posição com Kakoullis, ponta de lança com licença para pisar os três corredores. Exibição esforçada foi coroada com golpe de oportunismo aos 42', que empatou a partida, após se ter antecipado a El Karouani.

Do banco saíram a irreverência de Mayambela e o relógio avariado de Brouwers, que assistiu Aursnes para o 3-1.

As notas do Omonia

Fabiano (6); Nego (5), Duverne (6) Satka (5) e Balkovec (4); Maric (5), Tanase (6) e Andreou (5); Ewandro (5), Kakoullis (6) e Montnor (6). Brouwers (4), Mayambela (5), Diony (5), Neofytou (-) e Christou (-).

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