Haaland processa companhia aérea por uso indevido de imagem nas redes sociais
Erling Haaland avançou com um processo judicial contra a companhia aérea Norwegian, contestando a publicação de três conteúdos promocionais divulgados nas redes sociais da empresa durante o verão, no contexto do Mundial 2026, que a defesa do jogador considera explorarem ilegalmente a sua imagem.
Apesar de todas as publicações já terem sido eliminadas das plataformas da companhia, as duas partes deverão encontrar-se em tribunal durante o primeiro semestre de 2027, segundo o jornal norueguês VG. Na base do litígio estão três publicações distintas.
Uma imagem gerada por inteligência artificial onde um avião da Norwegian surge com um penteado em tudo semelhante ao de Haaland, acompanhada pela legenda: «We’ve never looked more Norwegian» (Nunca parecemos tão noruegueses); um pequeno vídeo de um jovem não identificado, sentado de costas para a câmara a fazer o festejo que o avançado registou como marca há três anos; e um vídeo de um piloto a correr pelo corredor de um avião até à pista, imitando o estilo característico do goleador.
O advogado Thomas Hagen, da sociedade Schjodt, que representa o internacional norueguês, confirmou a ação judicial, em declarações reproduzidas pelo VG: «O caso diz respeito à exploração ilegal, por parte da Norwegian, dos elementos característicos de Haaland no seu marketing de bilhetes de avião durante o Campeonato do Mundo.»
Embora a equipa jurídica do futebolista ainda não tenha fixado uma quantia exata na ação judicial, os representantes de Haaland sublinharam que, em circunstâncias normais, um contrato comercial com a estrela teria um custo estimado entre os sete e os dez milhões de coroas norueguesas (entre 656 mil euros e €938 mil).
Por sua vez, a transportadora aérea rejeita que as publicações tenham integrado uma campanha planeada, alegando que as ideias surgiram de forma espontânea com o objetivo de apoiar a seleção nacional, distanciadas por quase três semanas entre o primeiro e o segundo conteúdo. A empresa sustenta ainda que as publicações não geraram aumento na venda de bilhetes nem um crescimento relevante de seguidores nas redes sociais.
«À semelhança de quase toda a Noruega, estivemos a apoiar a seleção nacional no verão através de um reduzido número de publicações espontâneas baseadas em tendências das redes sociais», declarou Eivind Hammer Myhre, porta-voz da Norwegian.