Luís Pinto avisa que a equipa tem de crescer (Foto IMAGO) - Foto: IMAGO
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Gil Vicente corrige erros na paragem FIFA para travar golos ao cair do pano

Luís Pinto fez a antevisão à partida com o Moreirense

Após a paragem para os compromissos das seleções, o Gil Vicente regressa à competição esta sexta-feira, visitando o terreno do vizinho Moreirense, às 18h45. Este será o ponto de partida de um ciclo denso de quatro jogos em apenas duas semanas, no qual se insere a eliminatória da Taça de Portugal frente ao União de Santarém e os embates da Liga diante do FC Porto e do SC Braga.

A meia maratona não atemoriza o técnico Luís Pinto. «É um ciclo interessante, um mês que nos permite jogar e estamos satisfeitos com isso, com tantos jogos pela frente que nos vão dar oportunidade para abrir algumas portas», começou por referir o treinador, sem receio da exigência: «Vai permitir-nos treinar constantemente para competir, a começar no Moreirense. Vamos a um campo desafiante, defrontar uma equipa bem trabalhada pelo Vasco [Botelho da Costa]. Não começaram da forma que queriam, mas têm agora uma imagem mais vincada das ideias do seu treinador. Vamos focar-nos no essencial, porque é um mês de desafios e estamos entusiasmados» disse em conferência de imprensa.

Um triunfo em Moreira de Cónegos poderá dar balanço aos gilistas na tabela, contudo, Luís Pinto recusa atribuir a este duelo um caráter decisivo. «É importante vencer porque é o próximo jogo. A nossa intenção é competir para ganhar, portanto, sempre que consigamos somar os três pontos, o balanço é positivo», sublinhou, convicto de ter corrigido aspetos fulcrais durante o interregno da competição: «Temos de crescer, porque estamos a fazer coisas boas dentro daquilo que é a nossa intenção e o nosso processo de jogo, mas percebemos a exigência de traduzir isso em resultados. Os pormenores fazem o nosso dia a dia, nesta busca constante pela evolução. Temos de nos tornar mais fortes para termos a capacidade de vencer. A equipa está bem; tivemos oportunidade para trabalhar aspetos que considerávamos prioritários e integrámos muitos jovens da formação — quer dos sub-23, quer dos sub-19. Faz parte da identidade e da visão do Gil enquanto clube, e sentimos uma enorme vontade de voltar à competição», adiantou

Uma das lacunas diagnosticadas no conjunto barcelense reside nos golos sofridos na reta final das partidas, tendo encaixado três tentos nos derradeiros três jogos já após os 85 minutos. «Sabemos que há comportamentos que podemos e devemos corrigir. Isso é factual: sofremos três golos a seguir aos 85'. Mas, tal como quando mantivemos a baliza a zeros, não é algo que peça obsessivamente. Se pedisse, pedia em todos os jogos para não sofrer golos. Temos de perceber os momentos do jogo e crescer, lembrando que temos uma base de titulares que está a jogar pela primeira vez na Liga. Há todo um processo de maturidade que exige tempo para que a equipa fique mais forte, tanto no desempenho como no resultado.»

A acumulação de compromissos imporá uma gestão de esforço, embora o treinador afaste a ideia de poupanças deliberadas. «Olhamos para este ciclo com entusiasmo; este jogo é o prioritário apenas por ser o próximo. Os jogadores, estando aptos, têm de apresentar capacidade para render. Quanto à eficácia ofensiva: posso parecer um disco riscado, mas queremos concretizar mais golos e é positivo termos diferentes abordagens. Se a mente estiver libertada, o jogo flui de outra forma, mas não fazemos disto um drama. Haverá fases em que marcaremos com menos oportunidades; o essencial é focarmo-nos na frequência com que chegamos à área adversária. O resultado acabará por surgir naturalmente», concluiu.

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