Froholdt e Hojlund levam Dinamarca à vitória no País de Gales
Foi a noite perfeita para a Dinamarca, que deu demonstração de força ao ir vencer por 1-0 a Cardiff, beneficiando da vitória de Portugal por 2-1 frente à Noruega para se isolar na segunda posição com três pontos de avanço sobre o vizinho do Norte da Europa e o adversário de ontem.
A vantagem foi mínima, mas a superioridade da Dinamarca foi grande e desde os primeiros minutos. A equipa nórdica assumiu as despesas do jogo e o golo da vitória haveria de nascer de um erro quase grosseiro do guarda-redes Ward, que por essa altura estava a fazer exibição de sonho e já tinha feito duas defesas soberbas. Num segundo passou de herói a vilão e dá duro golpe no sonho galês de se assumir como forte candidato à qualificação para os quartos de final.
FROHOLDT AGRESSIVO... NO ATAQUE
Uma Dinamarca competente, como quase sempre, mas com uma inovação na forma como montou o ataque para vencer em Cardiff. Froholdt, que no FC Porto atua numa posição mais recuada, surgiu na frente da ataque, como preciosa muleta de Hojlund e a verdade é que o entendimento entre os dois foi perfeito.
Teve menos contenção, mas foi precioso na primeira linha de pressão, não deixando o País de Gales sair a jogar. E foi também um poço de energia que mesmo nos momentos mais complicados empurrou a Dinamarca para a frente. E desta ambição nasceu também a vitória.
Mais atrás, no coração do meio-campo, a batuta voltou a pertencer a Morten Hjulmand. O médio que passou pelo Sporting e vai lutando para se afirmar no Atlético Madrid, confirmou o estatuto de autêntico pêndulo da seleção nórdica: imperial rm missão defensiva, foi também irrepreensível na reação à perda da bola e com uma clarividência de passe que ditou o ritmo de jogo de toda a equipa.
Dizer ainda que se a Dinamarca ditou os ritmos da partida, o destino do encontro acabou selado pelas mãos (e pés) do guarda-redes irlandês, Danny Ward, que viveu um autêntico carrossel emocional no espaço de poucos minutos.
Primeiro, vestiu a capa de herói: Ward assinou duas intervenções monumentais, a negar o golo aos nórdicos com reflexos felinos sobre a linha de golo.
Mas o futebol não tem memória e sabe ser cruel. Pouco depois de se erguer como uma muralha intransponível, o guardião cometeu um erro incrível ao derrubar Hojlund dentro da grande área. Chamado a converter o castigo máximo, o próprio Hojlund não perdoou e assinou o único golo da partida. Uma transição brutal de herói a vilão em escassos minutos.
Fica mais perto o apuramento para os quartos de final para a Dinamarca no dia em que Portugal garantiu presença na fase decisiva e pode assim lutar pela revalidação do título na Liga das Nações.