Lenda da Polónia critica Bednarek: «Devia emanar confiança...»
A derrota da Polónia na visita à Bósnia e Herzegovina (0-1), em duelo referente à quarta jornada da fase de grupos da Liga das Nações, deixou marcas e motivou duras críticas de Zbigniew Boniek. A antiga glória do futebol polaco, com passagens marcantes por Juventus e Roma, apontou o dedo a Jan Bednarek, considerando o central do FC Porto o principal responsável pelo desaire sofrido no Stadion Bilino Polje.
Em declarações prestadas ao canal Polsat Sport, o antigo avançado não poupou o defesa portista devido à grande penalidade cometida na reta final do encontro, convertida por Ivan Basic aos 84 minutos.
«No final, ganharam graças a um simples erro cometido por Jan Bednarek, que, na era do VAR, quando tudo é cuidadosamente analisado, sabe que os adversários vão protestar, depois de uma falta daquelas, e o árbitro vai ter de consultar as imagens. Ele cometeu um erro. Não era uma movimentação no segundo poste, não era um empurrão. Estavam no meio da ação, junto à baliza», começou por analisar Boniek.
«Um penálti, depois de um agarrão daqueles, era previsível. Este não foi o primeiro erro do Jan. Ele deveria pensar cuidadosamente no que faz, porque levou à derrota», vincou o ex-futebolista.
Confrontado ainda com o rendimento do setor recuado — rotulado pelo selecionador Jan Urban como a «muralha do FC Porto», com Jakub Kiwior também num nível abaixo do esperado —, Boniek lamentou a postura dos atletas perante as avaliações externas.
«Os futebolistas de hoje em dia são incrivelmente sensíveis à crítica, especialmente quando parte de antigos jogadores. Eles esperam constantemente solidariedade profissional, que se varra a verdade para debaixo do tapete e que se digam disparates. É difícil discordar com os pontos levantados por essa questão. Eu tenho uma opinião forte e não tenho receio de expressá-la», sustentou.
Para o antigo internacional, a vasta rodagem do central exigia outro tipo de postura em campo: «Bednarek já realizou muitos jogos pela seleção nacional (...). Está a chegar às 80 internacionalizações, por isso, deveria emanar confiança, experiência, sabedoria, segurança, liderança...»
«Eu não vejo isso, e digo isto com completa sinceridade, quer o Jan goste ou não. Um erro como o que ele cometeu, na grande área, poderia ter sido cometido por um novato, mas não por um defesa tão experiente. A questão é diferente. Será que temos melhores candidatos do que o Jan para aquela posição? Costumamos dizer que, até testarmos alguém, não saberemos», rematou.