Comissão independente da Premier League concluiu que o clube estava a injetar mais dinheiro do que as receitas que tinha
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Enzo Maresca confiante: «Quando o Manchester City ganhar o recurso, falamos»

Treinador italiano coloca toda a fé na defesa do clube, acusado de violar 114 regras financeiras da Premier League entre 2009 e 2018; designa também missão para o capitão Rúben Dias

Enzo Maresca falou pela primeira vez desde que o Manchester city foi acusado, por uma comissão independente, de inflacionar as suas receitas através de contratos «fictícios» em mais de 830 milhões de libras ao longo de nove anos. O treinador italiano falava com o objetivo de antever o jogo do próximo domingo com o Liverpool, mas nem isso desviou o foco dos jornalistas ingleses.

Maresca depositou toda a confiança no clube. «Vim para cá por confiar nas pessoas. Aliás, não há outro clube do mundo onde queira estar», afirmou. Foi-lhe depois perguntado se os muitos títulos conquistados por Pep Guardiola (nomeadamente seis Premier Leagues e uma Champions League) ficam «manchados» pelas acusações.

«Não estão manchados, de modo algum. Fui adjunto em 2022/23 e conheço o esforço dos jogadores, do clube e do Pep. Por isso, sei exatamente o esforço que o clube dedicou para alcançar esse tipo de objetivo. Não tenho, portanto, qualquer dúvida quanto a isso.»

Ao ser-lhe questionado de novo acerca do tema que abriu uma cratera de críticas e de dúvidas quanto à veracidade da Premier League, Maresca reiterou a sua confiança. «Só quero falar desta situação quando o clube ganhar o recurso. Neste momento, não tenho muitas informações, mas compreendo a razão pela qual a maioria de vocês está aqui, pois a maioria quer ouvir alguma coisa», atirou, aos jornalistas presentes.

Apesar desta posição, Maresca reconhece a importância de lidar com toda a situação dentro do balneário e, por isso, tem uma missão para Rúben Dias e Erling Haaland, respetivamente capitão e sub-capitão da equipa.

«Eles precisam de ajudar os seus colegas de equipa e é isso que estão a fazer. Mas, mais uma vez, compreendo que queiram ouvir palavras diferentes da minha parte, mas a verdade é que, apesar de todo o alarido, os jogadores têm 20, 25 anos, gostam dos treinos, vão para casa felizes, estão no topo da liga e, por isso, estão tranquilos. Estão apenas a pensar em como derrotar o Liverpool e vamos tentar fazê-lo», explicou.

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