Tiago Margarido e José Mourinho cumprimentam-se antes do início do jogo entre Benfica e Nacional, na Luz, que terminou 2-0 a favor das águias — Foto: Miguel Nunes
Tiago Margarido e José Mourinho cumprimentam-se antes do início do jogo entre Benfica e Nacional, na Luz, que terminou 2-0 a favor das águias — Foto: Miguel Nunes
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Depois da poncha, José Mourinho ofereceu «garrafa de vinho bastante cara» a Tiago Margarido

Técnico dos conquistadores usou episódio com o treinador do Real Madrid para explicar que os objetivos são sempre… subjetivos

É um paradoxo: objetivos subjetivos. Mas Tiago Margarido explica porquê: «Nem sempre quem é campeão é, realmente, campeão, porque cada treinador tem as suas metas, seja o título, a Europa ou a manutenção.»

Para comprovar a teoria, em entrevista ao programa Homem do Leme, da Liga TV, o técnico do Vitória de Guimarães recorreu a um episódio que vivenciou na última temporada com o Special One.

«No ano passado, quando fui jogar ao Estádio da Luz, com o Nacional, o José Mourinho teve um ato de grandiosidade. No jogo da Madeira, eu tinha-lhe oferecido uma poncha, para saudar a presença dele. Em Lisboa, ele quis retribuir e ofereceu-me uma garrafa de vinho bastante cara», começou por dizer.

«No final, disse-lhe que só abriria aquela garrafa quando ganhasse um título, mas ele respondeu-me que o meu título naquela época era garantir a manutenção e tinha de abrir, caso conseguisse. Foi uma grande lição», recordou o mister vitoriano, que antes tinha refletido sobre o facto de atualmente vivermos «numa Era onde o resultado é o mais importante, apesar de nem sempre ditar se o trabalho foi bem feito.»

De recordar que os conquistadores estão a ter um início de época difícil — quatro derrotas, dois empates e uma derrota —, mas, tal como já garantiu o presidente Rui Rodrigues, o trabalho do timoneiro não está em causa. Tiago Margarido sabe, ainda assim, que «a vida está dependente de resultados e rendimento e que dormir sobre vitórias é sempre muito mais fácil.»

O jovem treinador (37 anos) detalhou por que motivo, à chegada, se propôs a «reavivar a mística» do clube: «O Vitória tem uma cultura muito própria, que, por vezes, não está exposta nos 90 minutos como os adeptos querem. Uma das minhas preocupações e da nova Direção foi, desde o primeiro dia, reavivar essa mística e que os adeptos olhem para a equipa e sintam que esses valores que estão lá.»

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