Gonçalo Ramos tenta fugir ao controlo de um adversário - Foto: IMAGO
Gonçalo Ramos tenta fugir ao controlo de um adversário - Foto: IMAGO
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Curto padrão, curto patrão e Gonçalo Ramos demasiado só (crónica)

Milan volta a desiludir com uma exibição fraca. Modric entrou ao intervalo e percebeu-se logo a evolução. Ponta de lança português fez o possível para se destacar

O Milan empatou, na tarde deste domingo (1-1), em casa do Sassuolo, em jogo a contar para a 6.ª jornada da Serie A. Foi o terceiro empate, ao que se soma a outras tantas vitórias, resultado que impede os rossoneri de se colarem à Roma no pódio após o nulo diante do Como e cujo jogo terminou antes de a formação de Ruben Amorim entrar em campo.

Foi uma partida globalmente fraca de parte a parte, mas com maiores e óbvias responsabilidades para quem tem mais argumentos financeiros e históricos. Apostando em Gonçalo Ramos na frente de ataque, o treinador português dispôs a sua equipa num sistema híbrido que no papel parecia um 4x2x3x1, mas que na prática se assumia um 3x5x2 desdobrável em processo defensivo mas confuso na construção, tendo em conta que Musah se apresentava muitas vezes como central e Pavlovic subia muitas vezes à área contrária.

Fosse pela complexidade tática ou por puro cansaço e falta de rotinas de muitos internacionais por causa das três semanas de ausência devido à pausa FIFA, o Milan esteve longe dos níveis exibicionais da última partida do campeonato frente ao Lecce.

Gonçalo Ramos acabou por ser um dos mais prejudicados: muitas vezes sozinho, sem o apoio necessário de Pulisic (muito apagado, o norte-americano) e numa equipa sem largura. Mesmo assim, foi do português a única boa oportunidade da primeira parte (43'), fracionada em dois: primeiro, num remate de pé esquerdo sem ângulo depois de cortar para dentro na área, descaído para a direita; depois, num cabeceamento ao segundo poste para defesa apertada.

Com a entrada em cena de Modric na segunda parte, os rossoneri melhoraram na circulação e numa das boas jogadas coletivas apareceu o croata a assistir para o belo e potente remate de Rabiot (63') abrir o marcador.

Mas as melhorias ofensivas foram proporcionais às desconcentrações defensivas. Quase do nada apareceu Thorstvedt isolado para permitir uma excelente intervenção e Maignan (65') e três minutos depois surgiu o empate (Odenthal), na sequência de um canto que teve um desvio no primeiro poste e passou, rasteira, por toda a defesa, antes de o central empurrar.

O Milan praticamente ficou sem reagir. Criou apenas uma situação de golo (Chukwueze permitiu a mancha de Muric) e tremeu nos minutos finais.

Faltou, mais uma vez, um padrão de jogo e alguma estabilidade emocional. Ruben Amorim continua com muito trabalho pela frente.

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