Trofim Melnichenko soma já 12 presenças na seleção principal da Bielorrússia — Foto: Imago
Trofim Melnichenko soma já 12 presenças na seleção principal da Bielorrússia — Foto: Imago
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Com ajuda de psicólogo, bielorrusso do FC Porto B procura quebrar enguiço

Avançado bielorrusso procura resposta para o bloqueio e continua sem marcar pela equipa B e seleção. Mas não desiste de acabar com o jejum. «Acredito plenamente que vai acabar e sei que mereço»

A paragem para as seleções nem sempre é uma oportunidade para os jogadores se libertarem da pressão competitiva que vivem nos clubes. Frequentemente, essa pressão transita para a seleção que representam. Foi o caso do ponta de lança Trofim Melnichenko. Apesar de jogar na equipa B do FC Porto, soma já 12 presenças na seleção principal da Bielorrússia, com dois golos marcados.

O avançado de 20 anos enfrenta, no entanto, uma espécie de bloqueio. Há algum tempo que não consegue fazer balançar as redes adversárias. Longe de ser um caso isolado entre os goleadores em formação — também afeta os mais experientes —, Melnichenko abordou abertamente a seca de golos que atravessa, tanto na seleção como ao serviço do FC Porto B. Na concentração da seleção bielorrussa, foi utilizado nos três jogos disputados, mas não acertou no alvo. Neste ciclo, teve pela frente um adversário apelativo: São Marino. Mas nada feito. Foi substituído aos 74 minutos, sem quebrar o enguiço.

O registo estende-se também ao clube: esta temporada, o ponta de lança continua em branco pela equipa B do FC Porto, somando seis jogos sem marcar.

Questionado pelo site desportivo Tribuna sobre quando voltará a encontrar o caminho do golo, Melnichenko revelou que está a procurar apoio profissional: «Acho que só Deus sabe quando a bola vai entrar. A preparação e a parte mental parecem estar no ponto. Agora trabalho com um psicólogo em Portugal, porque sinto que algo não está bem. Parece que faço tudo e tudo sai: trabalho, seguro a bola, ganho no um para um, remato à baliza. Sinceramente, ainda nem sei a resposta para isto. Vou marcar no próximo jogo. Comigo funciona assim: o facto de não marcar deixa-me um pouco triste e desapontado, fico a remoer nesses momentos, mas amanhã é um novo dia.»

Acho que só Deus sabe quando a bola vai entrar. A preparação e a parte mental parecem estar no ponto. Agora trabalho com um psicólogo em Portugal, porque sinto que algo não está bem.

Melnichenko tem ainda uma última oportunidade para sair vencedor desta luta interna: na terça-feira, a Bielorrússia recebe a Finlândia, na Liga das Nações.

A raiva comigo próprio é muito forte. O selecionador acalma-me

O avançado admitiu ainda lidar com uma forte exigência pessoal e destacou o papel fundamental do selecionador bielorrusso, Viktor Goncharenko, na gestão dessas emoções: «A raiva para comigo próprio é muito forte. O selecionador acalma-me, diz para ter mais calma nesses momentos. Compreendo isso e tento encarar esses lances com a cabeça fria. Surge o remate e não é simples finalizar com frieza, aproveitar a oportunidade. Tento, mas infelizmente ainda não está a acontecer. Ainda assim, acredito plenamente e sei que mereço. Em determinado momento, não será apenas um golo, as coisas vão simplesmente fluir e vai correr tudo bem.»

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