Carvalhal e a (longa) pausa para as seleções: «É péssimo para tudo»
É no Minho que vai cair o pano da 8.ª jornada da Liga: esta segunda-feira, a partir das 20h15, o Famalicão recebe o Alverca no fecho da ronda e Carlos Carvalhal mostra-se confiante na conquista dos três pontos.
Na análise aos ribatejanos, que são liderados por Sérgio Ferreira, treinador que Carvalhal conhece bem, uma vez que foi seu adjunto, o líder do balneário dos famalicenses deixou o alerta para a qualidade do adversário, mas deu conta do otimismo com que encara este duelo. E essa confiança, salienta, advém da qualidade do trabalho que os seus jogadores têm vindo a realizar. Ao que se junta, claro, a moral acrescida após a goleada (4-0) no reduto do Nacional, na ronda anterior... há três semanas.
«O Alverca tem a sua identidade, que ataca com três jogadores e defende de forma híbrida, porque defende alto em 4x4x2 e em 5x4x1 quando está mais baixo. É uma equipa aguerrida. Estudámos bem o adversário, treinámos muito bem, e temos a expectativa muito positiva de que vamos dar sequência ao que temos vindo a fazer. O Sérgio [Ferreira] esteve connosco, mas hoje em dia não há segredos no futebol. Conhecemos tudo do Alverca, da mesma forma que o Alverca conhece tudo do Famalicão. É um jovem treinador com muita capacidade, pode fazer uma carreira muito bonito e espero que o faça. Desejo que ganhe muitos jogos, mas que na segunda-feira o jogo seja para nós [risos]», assumiu, na conferência de Imprensa realizada ao início da tarde deste domingo.
Com vários jogadores ao serviço das respetivas seleções, o plantel do Famalicão sofreu, durante este período, algumas baixas, mas Carvalhal assinala a entrega daqueles com quem continuou a trabalhar: ««Há duas partes relativamente a esta paragem. Uma que diz respeito aos jogadores que não foram convocados para as seleções, sendo que a nossa opção foi fazermos jogos particulares para darmos o máximo de competição aos jogadores que aqui estavam, e a outra parte que se deu com uma pausa que fizemos na quarta-feira e começámos no dia seguinte a preparar o jogo com o Alverca, já com os jogadores todos disponíveis. Focalizámos muito rapidamente os atletas, visualizando o adversário, e temos consciência que fizemos tudo para termos os jogadores no máximo rendimento. E os sinais que eles deram foram bastante bons.»
Instado a pronunciar-se sobre o tempo de pausa competitiva, o treinador do Famalicão apresentou uma visão muito clara. E bastante crítica. «O rendimento da nossa equipa tinha vindo a subir, tal como acontecera com o Sporting e, depois, com o Nacional, mas a realidade é esta, já sabemos do calendário. O Alverca é uma boa equipa, mas estamos com confiança e sentimos que com a ajuda dos nossos adeptos podemos chegar à vitória que desejamos. Tanto tempo de pausa competitiva é péssimo para tudo. Para nós, para os adeptos, para os clubes, que não têm receitas… Se a pergunta é se eu concordo com isto, a resposta é que é altamente negativo. Houve um treinador, já não me lembro quem que defendeu, em determinada altura, que os campeonatos deveriam parar um mês, em dezembro, para que as competições de seleções ficassem todas definidas. Poderá fazer sentido…», justificou.
A finalizar, Carlos Carvalhal confirmou a disponibilidade de Tom van de Looi, que está recuperado de lesão, pelo que Roméo Beney é o único indisponível: o jovem extremo suíço vai cumprir o segundo de dois jogos de suspensão em virtude do cartão vermelho com que foi sancionado no encontro frente ao Sporting, da 6.ª ronda do campeonato.