Carrick explica Bruno Fernandes no banco diante do Bournemouth

Treinador falou em decisão baseada apenas nas necessidades do jogo

Michael Carrick tomou uma decisão de peso para o embate deste domingo frente ao Bournemouth, ao relegar Bruno Fernandes para o banco de suplentes. A opção surge poucos dias após o capitão do Manchester United ter comentado a estratégia da equipa na sequência do desaire europeu frente ao Como.

Para o treinador, que na véspera não tinha querido dizer se o português ia ter algum castigo, como perder a braçadeira de capitão, falou em motivos táticos. «É apenas futebol. Quando se tem opções, é sempre uma decisão difícil. Temos de tomar a decisão certa para hoje e para a equipa, de modo a conseguirmos o rendimento pretendido», explicou na flash-pré-jogo à Sky Sports.

É a primeira vez que Bruno Fernandes é suplente num encontro da Premier League na presente temporada. De resto, a última vez remontava a 4 de maio de 2025, diante do Brentford, na altura sob o comando de Ruben Amorim.

Já sobre a presença de Lisandro Martinez, que criticou há dias as escolhas de mercado dos dirigentes, também no banco, justificou a gestão física: «Não estava totalmente em condições, estava na dúvida e não valia a pena correr o risco. O Ayden [Heaven] esteve doente no início da semana e jogou bem quando atuou por nós. Estou satisfeito com a equipa e temos opções fortes no banco. Precisamos de uma boa exibição.»

«Em qualquer nível, neste clube ou em qualquer outro lugar, é preciso jogar com toda a resiliência e determinação para alcançar um resultado. O Bournemouth é uma boa equipa e teremos de estar no nosso melhor. Preparámo-nos como para qualquer outro jogo. Queremos inverter o momento que temos vivido e vencer», completou o treinador.

Para esta partida, Carrick escolheu Senne Lammens, Harry Maguire, Leny Yoro, Ayden Heaven, Diogo Dalot, Andrey Santos, Carlos Baleba, Youri Tielemans, Mason Mount, Amad Diallo e Bryan Mbeumo.

O ambiente em Old Trafford aqueceu a meio da semana, após a pesada derrota por 1-4 sofrida diante do Como, a contar para a Liga dos Campeões. Em declarações à TNT Sports, Bruno Fernandes desresponsabilizou-se pela abordagem tática e apontou o dedo à estratégia delineada.

«Cabe ao treinador e à equipa técnica analisar isso, não a mim. Por vezes, temos de ser mais corajosos sob pressão, arriscar mais na pressão alta e tentar criar dificuldades ao adversário. Como viram com o Como, o defesa central deles vinha marcar-me ainda no nosso meio-campo. Temos de fazer isso enquanto equipa, mas não fomos capazes. Uma equipa que joga pelo corredor central, através de combinações curtas, pode causar-nos problemas pelos corredores se lhe dermos demasiado tempo e espaço», apontou o médio luso.

A resposta de Michael Carrick apareceu na conferência de imprensa pós-jogo, sublinhando a falta de atitude coletiva: «Nós fizemos meia pressão homem a homem, na segunda parte, e acabámos por sofrer um golo por isso. Seja qual for a tática que escolhas, se não corres para trás, não vais vencer.»

No conjunto visitante, destaque para a titularidade de duas caras bem conhecidas do futebol português: o defesa-central António Silva, ex-Benfica, e o avançado Evanilson, ex-FC Porto.

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