Capitão do Manchester United saiu de campo logo a seguir ao Como fazer o 3-0. Foi substituído por Joshua Zirkzee, que marcou o único golo do United na derrota por 1-4 #DAZNChampions

Bruno Fernandes: «Temos feito aquilo que o treinador nos pede»

Capitão do Manchester United deixa críticas à exibição da própria equipa após derrota por 1-4 com o Como

Bruno Fernandes lamentou à LiveMode TV a exibição rubricada pelo Manchester United frente ao Como, que resultou numa derrota por 1-4 na 3.ª jornada da Champions League e o sétimo encontro consecutivo sem ganhar para todas as competições.

«Os resultados não estão a aparecer, não conseguimos fazer aquilo que trabalhamos e o que esperamos nos jogos. Como jogadores, é o momento de tentar perceber o que podemos fazer melhor em campo», começou por dizer, dirigindo-se também aos adeptos dos red devils: «Sei quanto os adeptos nos apoiam e acredito que este seja um dos momentos mais difíceis do clube.»

O jogador português, que não ficou satisfeito ao ser substituído ao minuto 66 por Joshua Zirkzee, lamentou que o trabalho semanal com Michael Carrick não esteja a ter os resultados esperados. «Em relação ao treinador, temos feito aquilo que ele nos pede. Temos passado a mensagem para dentro do campo do que ele nos exige. Os resultados não estão a aparecer, não temos ganho jogos e isso complica tudo o resto. Nos futebol o que interessa são os resultados, pouco interessam as exibições ou como tu jogas», afirmou.

Falta de pressão individual

Já falando com a TNT Sports, Bruno comentou a decisão do equipa de treinadores de não pressionar individualmente a equipa adversária. «É uma decisão da equipa técnica não pressionar homem a homem e, por vezes, deixar espaço atrás para tentar recuperar a bola e esperar por eles, mas, por vezes, quando se dá espaço a estas equipas, elas ganham confiança», analisou.

Ao ser questionado se Michael Carrick se teria enganado na tática, Bruno esclareceu: «Isso cabe ao treinador e à equipa técnica avaliar, não a mim. Às vezes, é preciso ser mais corajoso sob pressão, arriscar fazer uma pressão alta e deixá-los desconfortáveis. Como viram com o Como, o defesa-central vinha marcar-me no meu próprio meio-campo. Precisamos de fazer isso como equipa, mas não fomos capazes. Uma equipa que joga pelo meio com passes curtos, se lhes dermos demasiado tempo e espaço, podem castigar-nos pelas alas.»

Carrick ameaça juntar-se a lista ilustre de treinadores sem emprego:

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O jogador português revelou também que o primeiro golo do jogo, marcado logo aos dois minutos por Nico Paz, afetou o estado anímico da equipa: «Sofrer um golo logo no início faz-nos entrar no jogo com um estado de espírito de derrota; é difícil sair dessa situação, tentar ser corajosos, ter a posse de bola e fazer com que algo aconteça. Se não formos capazes de fazer isso, vai ser muito difícil sair desta situação.»

Artigo atualizado às 20h22.

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