Carlos Simões: «Um jogador do Sunderland são dois anos de orçamento do Torreense»
O Torreense continua (e quer continuar) a sonhar. Depois da épica vitória no terreno do Lillestrom, na 1.ª jornada da fase de liga da UEFA Europa League, o emblema do Oeste volta a entrar em campo amanhã (17h45), desta feita na condição de visitado: receção ao Sunderland, numa partida que será disputada no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.
Na antecâmara do embate diante dos ingleses, Carlos Simões, treinador-adjunto da formação azul-grená, assume que a equipa terá mais uma dura batalha pela frente, mas não esconde a ambição em continuar a fazer história. Mesmo que os cifrões possam dizer o contrário...
«Vai ser um jogo muito difícil, contra uma excelente equipa. Não vamos comparar orçamentos, um mês de um jogador do Sunderland são dois anos do orçamento do Torreense. Vai ser um jogo muito difícil, mas estamos alinhados. Contamos muito com os nossos adeptos. O apoio deles é fundamental e espero que estejam em peso. Esperamos um ambiente de Liga Europa. Sabemos que não estamos em casa, mas acreditamos que o estádio vai estar com muita gente a apoiar-nos e é isso que nós também precisamos. Quem gosta de futebol, tem aqui uma excelente oportunidade para estar aqui amanhã. Contamos com muita gente a apoiar-nos e a fazer parte desta história», assumiu, na conferência de Imprensa realizada na tarde desta quarta-feira, precisamente no auditório do Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria.
Olhando ao adversário, Carlos Simões reforça estar à espera de muitas dificuldades... e não só por questões relativas à estatura: «As equipas inglesas são muito fortes fisicamente e o Sunderland tem jogadores com muita qualidade. Iremos manter o nosso modelo de jogo, mas adaptar ao adversário, muita competência individual, com internacionais. Vai ser um jogo muito difícil, muito duro, mas quando começámos nesta competição, dissemos que qualquer ponto que fizéssemos seria uma vitória. Conseguimos uma vitória, a história já foi feita e continuamos com a ilusão de continuar a fazer mais e melhor.»
«Personalidade e trabalho»
Quem também esteve em frente aos jornalistas foi Javi Vazquez. O lateral-esquerdo espanhol alinhou pelo mesmo diapasão da montanha que o Torreense terá para escalar, mas não esconde que no seio do plantel reina o otimismo em continuar a fazer história na segunda prova mais importante de clubes da UEFA.
«Sabemos que vimos de uma derrota dura no campeonato, mas o melhor para isso é ter um jogo o quanto antes e demonstrar em campo que a equipa quer mudar alguma coisa. Temos vindo a fazer partidas com algumas melhorias, mas temos capacidade de melhorar. Queremos demonstrar isso amanhã em campo. Sabemos que vai ser um jogo bastante difícil, mas com personalidade e com trabalho, vamos demonstrar que somos uma boa equipa. Fazer parte desta história que estamos a construir dia a dia. Quando cheguei no primeiro, em Espanha ninguém conhecia o clube e hoje em dia todo o mundo o conhece. É sinal do trabalho que temos feito. Competir nestes jogos contra adversários de exigência muito alta e para nós serve para demonstrar a nossa capacidade e qualidade», admitiu.
Javi Vazquez, um dos capitães do emblema de Torres Vedras, diz que a vitória diante do Lillestrom, na ronda inaugural desta competição, não deixou ninguém em bicos dos pés. A humildade mantém-se bem presente e será a chave para dar continuidade ao sucesso. Sendo que a isso há também a juntar a força que emanará das bancadas, com o camisola 23 a convocar o 12.º jogador: «Seguimos iguais desde o dia . Sabemos a dificuldade da competição, mas preparamo-nos com uma oportunidade de nos demonstrarmos e de fazer ver que Portugal tem grandes equipas na I e na II Liga. Não mudou nada na nossa mentalidade desde a vitória na Noruega. Competimos todas as partidas com a intenção de vencer e amanhã será o mesmo. Sabemos o plano que temos de seguir. Esperamos um ambiente de festa. É uma oportunidade de ver um jogo europeu nesta zona e esperamos que os adeptos nos acompanhem. É uma festa para todo o mundo que queira unir e fazer parte disto, que nos acompanhe. Amanhã, diante das dificuldades, ter gente que nos anime e apoie durante os 90 minutos, creio que vai ser importante.»