Imprensa espanhola dá conta de incidentes a envolver adeptos do FC Porto - Foto: IMAGO
Imprensa espanhola dá conta de incidentes a envolver adeptos do FC Porto - Foto: IMAGO
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Adeptos do FC Porto terão sido detidos em Sevilha após agredirem segurança

Funcionário de empresa privada partiu o maxilar, segundo o Diario de Sevilla

Dois adeptos do FC Porto terão partido o maxilar a um segurança privado do Estádio de La Cartuja, em Sevilha, na passada quarta-feira. A informação é avançada pelo Diario de Sevilla, que acrescenta que a alegada agressão violenta ocorreu antes do duelo entre o Betis e os dragões, a contar para a Champions League.

Ambos os agressores foram detidos pela polícia espanhola e tinham a apresentação em tribunal prevista para esta sexta-feira.

O incidente, explica a mesma fonte, registou-se na porta 12 do recinto, destinada ao acesso dos adeptos visitantes. Um grupo de apoiantes portistas terá insultado agentes da autoridade e, de modo a refrear os ânimos, enquanto aguardavam a chegada da polícia de intervenção, os seguranças do estádio criaram um perímetro de proteção.

No momento em que um adepto tentou saltar os torniquetes, um dos seguranças encetou perseguição imediata, momento em que foi atingido por um soco desferido por outro adepto. Escreve o Diario de Sevilla que o impacto da agressão provocou mesmo a perda de sentidos da vítima, que fraturou o maxilar na queda.

O episódio motivou uma forte reação da secção sindical do setor de segurança privada, que condenou prontamente a agressão e apontaram falhas na proteção dos operacionais, exigindo «medidas de proteção reais».

A estrutura sindical classificou o sucedido como um «episódio de extrema gravidade que volta a pôr em evidência os riscos que os profissionais da segurança privada enfrentam diariamente no desempenho das suas funções», enviando votos de rápida recuperação ao colaborador agredido e reiterando o repúdio por «qualquer forma de violência contra aqueles que trabalham para garantir a segurança dos demais».

«Nenhum trabalhador deveria sair de casa para cumprir com as suas obrigações profissionais e terminar o turno a ser vítima de uma agressão. A violência contra os vigilantes de segurança não pode normalizar-se, justificar-se nem considerar-se um risco inevitável da profissão. Por detrás de cada farda há uma pessoa, uma família e o direito a trabalhar em condições seguras», frisou o sindicato. Recorde-se que, durante o encontro, houve registo de pelo menos uma carga policial sobre nos adeptos do FC Porto.

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