Académico de Viseu: estes viriatos são difíceis de trair
Muito (e bem) se tem falado dos belíssimos arranques do Santa Clara — quarto classificado com 18 pontos — e do Arouca — quinto com 14 —, mas o Académico de Viseu (igualmente com 14 pontos) talvez esteja a ser a surpresa maior deste início de campeonato.
Regressado à Liga, 37 anos depois e sem muitas mexidas na base do plantel com que na época transata alcançou o segundo lugar da Liga 2, o conjunto das beiras era tido (na teoria) com uma das equipas mais frágeis da competição: precisamente, pela inexperiência nestas andanças e pelo facto de a maioria dos jogadores terem poucas (ou nenhumas) vivências no principal escalão.
Essa tese começou cair por terra logo à primeira jornada, quando os academistas a empataram (2-2) contra o Benfica no Estádio da Luz. Logo se percebeu que a turma orientada por Bruno Pinheiro não tinha regressado aos grandes palcos para ser o saco de pancada.
Está a par de Viriato? O líder militar lusitano do século II a.C. que combateu a ocupação romana, foi assassinado por três amigos próximos (Audax, Ditalco e Minuros) e é reconhecido como a maior figura histórica de Viseu. No entanto e apesar de dar alcunha aos academistas, estes viriatos parecem ser muito difíceis de trair...
Depois de terem invertido a lenda e terem levado a cabo três traições seguidas — Gil Vicente (1-0), Vitória de Guimarães (2-1), Estrela da Amadora (2-0) — os viseenses lograram a quarta diante do Estoril (2-1).
A oportunidade de meter a quinta chegará no dia 25 de outubro (um domingo, às 20h30), quando os beirões se deslocarem a Alvalade para defrontarem o Sporting, o que quer dizer que nessa data ficadão despachados dos três grandes à nona jornada, uma vez que já tinham recebido o FC Porto (0-3) na quarta.
No entanto, antes, há ainda o duelo com o Fátima (domingo, às 15h00) para a Taça de Portugal, igualmente fora, e é nessa partida que as energias estão, para já, canalizadas.