Académico de Viseu continua em grande e somou, diante do Estoril, a quarta vitória seguida na Liga — Foto: Paulo Novais/LUSA
Académico de Viseu continua em grande e somou, diante do Estoril, a quarta vitória seguida na Liga — Foto: Paulo Novais/LUSA
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Indo eu, indo eu, a caminho da comemoração do Jubileu (crónica)

Académico de Viseu já tinha feito história com as três vitórias consecutivas na Liga, mas celebrações continuam: meteram a quarta. Jejum canarinho aumenta

Com uma fé inabalável numa época de nível superlativo. Assim parece estar o Académico de Viseu, que continua em grande destaque na caminhada de regresso aos principais palcos do futebol português, 37 anos depois da última aparição.

E se a série recente de três vitórias consecutivas — Estrela da Amadora (2-0), Vitória de Guimarães (2-1) e Gil Vicente (1-0) — já tinha entrado para a galeria de honra do emblema da cidade de Viriato, que nunca antes tinha conseguido tanto sucesso consecutivo na elite nacional, eis que melhor do que três... só quatro: 2-1 ao Estoril, triunfo que permite aos academistas dormirem (pelo menos uma noite...) no 5.º lugar da tabela classificativa. Que belas núpcias...

Os instantes iniciais do desafio não foram propriamente interessantes e o primeiro remate enquadrado surgiu apenas aos 20 minutos, quando Jordan Holsgrove testou a atenção de Ewerton. Os canarinhos continuaram por cima, mas André Lacximicant não aproveitou para surfar a onda (24' e 27').

E quando uns não querem... estão outros desertos: em cima da meia hora, Kahraman tentou a sua sorte de meia distância e contou com a gentileza de Joel Robles, cuja experiência não se compadece com tão má abordagem ao lance. Estava inaugurado o marcador. Como se diz obrigado em turco?...

As oportunidades foram-se sucedendo até ao intervalo, mas André Lacximicant (30') e Milan Robin (43') não foram felizes, cenário idêntico ao vivido por Gohi, aos 35 — corte milagroso de Antef Tsoungui, em cima da linha de baliza! — e 43 minutos, assim como por André Clóvis, em cima do descanso.

A etapa complementar ofereceu um Estoril ainda mais ousado. Vasco Matos lançou Nail Omerovic para o lugar de Milan Robin e a equipa acionou a tração à frente. João Carvalho (47') e Ricard Sánchez (54') deram o mote, Rafik Guitane pintou o sorriso a amarelo: remate forte do internacional argelino e tudo (justamente) empatado no Fontelo.

O quadro podia ter ficado ainda mais vistoso aos olhos dos adeptos estorilistas, mas Ewerton (também com a ajuda do poste) impediu, por duas vezes, a cambalhota dos forasteiros, exercício de ginástica que foi esboçado por João Carvalho, Ricard Sánchez e Nail Omerovic.

Do outro lado, o goleador André Clóvis não se cansou de tentar molhar a sopa, mas quem tinha a varinha mágica era Messeguem: tiro fortíssimo do médio alemão, do meio da rua, e golaço para selar (mais) três pontos para os beirões.

O Estoril prolonga o jejum na Liga (única equipa sem vitórias), o Académico continua a comemorar o Jubileu. Terá extensão... europeia?

O melhor em campo: Messeguem (Académico de Viseu)

Quem marca um golo — perdão, caro leitor, um golaço! — como o médio alemão marcou... só pode ser o destaque da partida. O tiro fulminante disparado pelo camisola 14, já perto do fim, valeu (mais) três preciosos pontos aos academistas, mas o jogador formado no Wolfsburgo já tinha estado em bom nível na maior parte das ações que desenvolveu na intermediária. «Danke», dirão os adeptos beirões.

A figura: João Carvalho (Estoril)

Geralmente, a qualidade individual dos jogadores tende a vir ao de cima quando as equipas estão num bom momento. Não é, de todo, o caso do Estoril, mas continua a ser o caso de João Carvalho. O criativo nunca se esconde e assume sempre as rédeas da criação, descobrindo linhas e espaços que não estão ao alcance de qualquer um. O capitão nunca se vergou e merecia (bem) mais...

As notas dos jogadores do Académico de Viseu:

As notas dos jogadores do Estoril:

Bruno Pinheiro (treinador do Académico de Viseu):

Fizemos primeira parte muito interessante, criámos várias oportunidades. Na segunda parte fui algo lento a fazer substituições e sofremos um golo. Mas voltámos a assumir o controlo e acho que acaba por ser uma vitória merecida.

Vasco Matos (treinador do Estoril):

A equipa fez um jogo competente. A forma como sofremos o golo abalou-nos um pouco. Chegámos ao empate e tivemos outras situações, mas acabámos por voltar a sofrer. É um momento difícil, mas a equipa e o clube têm de dar a volta.

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