Francesco Farioli, treinador do FC Porto - Foto: FC Porto
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A ameaça do Betis, as opções para o onze e o estado do relvado: tudo o que disse Farioli

Treinador do FC Porto fez a antevisão do jogo frente aos andaluzes

SEVILHA — Francesco Farioli espera um Betis forte no ataque e pede a melhor versão do FC Porto em La Cartuja. O treinador confirmou a disponibilidade de Zaidu, Samu e Nehuén, mostrou preocupação com o relvado e destacou as memórias de Sevilha como inspiração.

— Que Betis espera encontrar em La Cartuja? Zaidu está pronto para jogar e será Samu o avançado escolhido para um jogo tão exigente?

— O treinador adversário é um treinador lendário, com mais de 1200 jogos como profissional. Eles conhecem-se muito bem porque trabalham juntos há muitos anos. Têm muita qualidade nas posições da frente, com individualidades incríveis, sobretudo os extremos, sendo muito assinalável a velocidade e a força que têm no ataque. Vai ser um jogo que exigirá muito da nossa parte, muita atenção e, definitivamente, a nossa melhor versão. Sobre o Zaidu e o Samu, ambos viajaram connosco não apenas para fazer companhia, mas para poderem jogar, se e quando for preciso.

— O último jogo do FC Porto exigiu muito da equipa até perto do apito final. Que jogadores acusaram mais o cansaço e poderão precisar de descansar neste encontro?

— Como sabem, as competições e os jogos que disputamos, tanto no campeonato como na Liga dos Campeões, são sempre muito exigentes. Devido ao nível dos adversários, quando se joga fora é necessário gerir a viagem e as condições do relvado. Infelizmente, amanhã o campo não estará no melhor estado, à semelhança do que aconteceu contra o Marítimo. Todas estas condicionantes geram um esforço extra, físico e mental. Essa é a razão pela qual trabalhámos tão arduamente na pré-época e continuamos a trabalhar para recuperar os jogadores, exigindo o máximo deles para os colocar nas melhores condições possíveis e competir neste ciclo tão curto entre jogos. Ainda há avaliações a fazer em relação à condição física. Amanhã de manhã definiremos o onze inicial e quem entrará no decorrer da partida, para juntos tentarmos trazer para casa uma memória especial, num estádio que significa muito para o FC Porto.

— Nehuén Pérez sofreu uma lesão de gravidade assinalável, mas já treinou. Como está e poderá jogar amanhã?

— A ausência do Jan [Bednarek] é importante pelo seu impacto, presença e liderança. Mas recuperámos o Nehuén após uma paragem de quatro a cinco semanas; já completou uma semana inteira connosco e está totalmente apto e disponível para jogar. Temos outras opções para explorar, mas acima de tudo tenho total confiança neste grupo. Independentemente de quem jogue ou das ausências, a equipa tem sabido sempre encontrar soluções. Acredito que todos darão o seu melhor para ter um bom desempenho e fazer felizes os 3.500 adeptos que estarão no estádio e os que nos apoiam em casa, reavivando as boas recordações que este estádio trouxe ao clube.

— Privilegia um jogo impositivo, mas nem sempre assente numa elevada posse de bola, podendo dar espaço ao adversário e explorar as transições quando está em vantagem. Essa capacidade pode ser especialmente útil nos jogos fora de casa na Liga dos Campeões?

— É uma análise que aceito. Há sempre da nossa parte uma intenção clara. O que me deixa muito orgulhoso é que esta equipa tem no seu ADN a capacidade de ser camaleónica, adaptando-se ao que a partida exige. O jogo contra o Marítimo foi disso exemplo: passámos quase 90 minutos a atacar no meio-campo adversário, mas nos últimos minutos foi necessário defender com a faca nos dentes, e fizemo-lo muito bem. No futebol temos de saber reagir ao adversário. Amanhã defrontamos uma equipa muito forte com bola e letal nas transições, além de muito perigosa nas bolas paradas ofensivas. Isso vai exigir grande foco, especialmente na forma como reagimos à perda de bola, exigindo a nossa melhor versão.

— Nas conversas com o presidente André Villas-Boas, já falaram da magia daquele final de tarde em Sevilha? Essas memórias podem servir de inspiração para amanhã?

— Falámos sobre essas memórias, embora não recentemente. Mas teremos o jantar de hoje, o pequeno-almoço e o almoço de amanhã para recordar esses momentos e acender a faísca. Ainda que isso não seja estritamente necessário, porque o ambiente no estádio e o apoio dos nossos adeptos colocarão toda a gente no nível certo, é sempre positivo ligar as memórias do passado ao presente.

— Oskar Pietuszeski reúne condições para ser titular e jogar os minutos necessários? De que forma o estado do relvado poderá condicionar o jogo do FC Porto?

— Começando pelo relvado, fiquei um pouco surpreendido, pois num jogo de Liga dos Campeões espera-se outra qualidade. No entanto, pelos jogos que analisámos do Betis, eles conseguem jogar um futebol muito bom neste campo, por isso teremos de nos adaptar rapidamente no aquecimento e ser inteligentes. Quanto ao Oskar, foi ótimo tê-lo de volta alguns minutos contra o Marítimo, onde teve um papel decisivo com o golo e várias ações determinantes. Mas o mérito é sempre coletivo. Estamos felizes pelo regresso de atletas após paragens prolongadas; o Oskar é um caso, e o jogador aqui ao meu lado é outro exemplo de quem trabalhou no duro durante o verão para recuperar o seu nível e estar pronto para se estrear amanhã na Liga dos Campeões.

— Tal como o Betis estará atento a Gabri e Froholdt, o FC Porto deverá ter especial atenção a Isco?

— Falou de um jogador, mas não olhamos só para o Isco. Claro que é um jogador capaz de trazer criatividade ao jogo, uma contribuição muito forte com bola em vários momentos e uma enorme capacidade para gerar vantagens [numéricas]. Mas o Betis tem três ou quatro extremos de elite, muito fortes no um para um e com grande capacidade de finalização. Dois avançados com muita mobilidade e capacidade de ligação. É uma equipa. Não podem ser um dos melhores ataques da La Liga se não tiverem qualidade. É uma mistura entre qualidade individual e um coletivo muito forte. E graças ao mister Pellegrini, que trouxe novamente o clube à Liga dos Campeões.

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