«Um ponto acaba por ser um objetivo», reconheceu José Mota
José Mota. Foto: MIGUEL A. LOPES/LUSA

«Um ponto acaba por ser um objetivo», reconheceu José Mota

NACIONAL15.12.202323:59

Treinador do Farense na sala de imprensa do Estádio São Luís, após o empate (1-1) frente ao Estrela da Amadora.

José Mota assume que apesar da sua equipa ter tentado vencer, o empate acaba por ser justo, num jogo equilibrado e em que era fundamental não perder. «Era um jogo que queríamos muito vencer, para dar uma alegria aos nossos adeptos, queríamos dar-lhes essa prenda, sempre desejada nesta altura de festa. E queríamos dar uma alegria ao nosso querido Elber, é fantástico pela coragem e o sentimento com que ele estava por ver os seus ídolos. E por esse sentimento também queríamos dar a prenda dos três pontos ao Elber», começou por dizer o treinador dos algarvios, entrando depois no jogo: «Penso que a equipa trabalhou bastante, muito, para conseguir esses três pontos. Há pormenores que sabemos que são cada vez mais difíceis lutar pelos pontos. Quando se começa a passar o primeiro terço do campeonato, começa-se a fazer pontos de todas as maneiras. Os jogos ainda nem sequer começaram e começamos logo a fazer contas de cabeça. Temos de ser o mais pragmáticos possível e olharmos que um ponto, não sendo o objetivo inicial, acaba por ser um objetivo», disse.

«Começámos o jogo a querer vencer, a tentar vencer, a jogar mais sobre o meio-campo do adversário, com o adversário mais em bloco baixo, a tentar as transições. Agora, também sei o que é o Estrela da Amadora e o que são as equipas do campeonato português, sempre bem organizadas e com um bom posicionamento, tal como nós. Com o desenrolar do jogo percebemos que está difícil, um jogo muito de pares, com pouco espaço, e nós não podemos perder de forma alguma o discernimento, a compostura da equipa. Porque se perdemos isso, podemos perder tudo», acrescentou ainda.

O treinador dos algarvios continuou com a sua análise: «E este foi um jogo assim, de uma equipa que se posicionou bem e que sempre que tinha a bola, tentou sair em transição. Nós, melhores, mas faltou-nos na zona de finalização gente para finalizar. Tivemos algumas situações de cruzamentos que passaram junto à baliza adversária, em que não tivemos gente a finalizar. Nesse momento, se conseguíssemos um golo, o jogo teria sido bem diferente. Na 1.ª parte, nós com sentido mais e o Estrela a querer equilibrar, em posse de bola e saídas para o ataque. Na 2.ª parte começámos com evidente sinal mais, a tentar jogar pelos corredores, obrigámos o adversário a recuar muito para cima da sua área, tivemos uma situação de golo que podíamos ter finalizado – o guarda-redes também está lá para brilhar – e depois também tivemos os nossos momentos em que tivemos de saber sofrer, num livre em que o Velho faz uma excelente defesa e depois um canto, em que há uma bola que vai à barra».

«Foi um jogo equilibrado. Tenho de ser justo, e tenho de dizer que nós, se calhar, tentámos mais vezes chegar perto da baliza. Eu não vou dizer que merecíamos ter ganho o jogo, porque foi um jogo muito equilibrado. Agora que tentámos ganhar o jogo, isso tentámos, mas o adversário esteve sempre organizado, joga num modelo de 3-4-3 em que deixa pouco espaço quando está a defender. Tivemos algumas dificuldades de penetração e, mesmo assim conseguimos algumas oportunidades. Pela nossa parte, queríamos mais, tentámos mais, mas o adversário também tem o mérito de nunca deixar que nós tivéssemos muitas vezes por cima no jogo. É um adversário competente», finalizou o treinador do Farense.