Sem culpa dos erros alheios
Marcos Leonardo marcou à ponta de lança. FOTO IMAGO

O MISTER DE A BOLA: Sem culpa dos erros alheios

FUTEBOL15.01.202418:20

João Alves analisa a vitória do Benfica sobre o Rio Ave

Sem chispa

1. O Benfica sem chispa na fase inicial do encontro, pois o jogo da Taça de Portugal frente ao SC Braga a meio da semana sentiu-se, devido ao elevado grau de dificuldade inerente ao mesmo. Perante este cenário, o Rio Ave entrou a pressionar alto, sem deixar o Benfica a jogar desde trás, embora a situação de golo tenha sido dos encarnados, por Rafa. No entanto,  na primeira ocasião, o Rio Ave, através duma grande jogada de Fábio Ronaldo com passe para Guga finalizar, marcou. A partir desse momento, os vila-condenses tomaram conta do jogo, muito por culpa da influência de Guga, que passeou classe pelo estádio dos encarnados e, estranhamente, é em contra-ataque que o Benfica, num lance gizado por Rafa e Di María, contra a corrente do jogo, empatou o jogo. Logo a seguir, João Mário poderia ter colocado o Benfica em vantagem, com grande defesa de Jhonatan a evitar o segundo da equipa comandada por Roger Schmidt. Ainda na primeira parte, Arthur Cabral passou ao lado do jogo porque a bola não chegava à frente. Em suma, grande primeira parte do Rio Ave.

Rio Ave, o melhor

2. No início da segunda parte, o Rio Ave entrou determinado a ganhar o jogo e enviou duas bolas ao poste, com Trubin, também, a revelar-se fundamental com defesas a impedirem a equipa comandada por Luís Freire de chegar ao empate. Fábio Ronaldo, Guga e Boateng fizeram um grande jogo, embora, verdade seja dita, durante esse período todos o elementos do Rio Ave estivessem muito bem. Depois dá-se a situação da expulsão de Aderllan Santos, aos 58 minutos, numa decisão, a meu ver, acertada do árbitro, porque no primeiro cartão amarelo o jogador rioavista apanhou a bola e o jogador, num lance perigoso; no segundo, cortou jogada de perigo, colocando a mão na bola. Esta situação de jogo, aliada às substituições, fez com que o Rio Ave desaparecesse do jogo. No entanto, uma palavra para a equipa de Luís Freire, que, na minha opinião, foi a melhor equipa que vi jogar a nível nacional no Estádio da Luz. Em suma, o Benfica não teve culpa de erros alheios.

Apoteose

3. A partir do golo de António Silva, que fez o 2-1 e consumou a reviravolta do Benfica no marcador, foi a apoteose para os encarnados, que ganharam com toda a justiça porque não têm culpa dos erros alheios. Nota ainda para o último golo do Benfica: Rafa foi fabuloso no lance com João Mário e esteve sempre em plano de destaque, tal como Trubin.

Schmidt arriscou bem

Ainda com o resultado 1-1, Roger Schmidt preparava-se para arriscar muito e colocar de Marcos Leonardo em campo numa altura em que o Benfica estava por baixo do jogo. No entanto, embora ainda com algum risco, tudo correu bem, pois o brasileiro foi chamado já com o Benfica em vantagem. De resto, no que se refere ao brasileiro viu-se que há matéria prima e bem integrado pode ser muito útil ao Benfica porque o golo que marcou é à ponta de lança. pois fez a leitura do lance e é de jogador quando vê o companheiro, Aursnes, a chegar à linha dar dois passos atrás para ganhar espaço e finalizar, de cabeça, como mandam as regras.