Rúben Amorim: «Futuro? Tenho ideia, mas não vou dizer»
Rúben Amorim, (IMAGO/Maciej Rogowski)

Rúben Amorim: «Futuro? Tenho ideia, mas não vou dizer»

NACIONAL02.11.202323:37

Treinador leonino revelou não ter sido contactado pelo Man. United; tem algo em mente para o final da época...

— Foi uma vitória bem conseguida, com vários destaques a nível individual e coletivo. Que comentário faz desta exibição? 
— Tirando os golos que sofremos, foi das melhores exibições que tivemos!Com dinâmica, deixámos muitas vezes homem para trás, fomos muito seguros, criámos oportunidades, não deixámos o Farense chegar à nossa baliza e, no fim, já com alguns jogadores cansados, sofremos dois golos. O Paulinho jogou muito bem, o Trincão também, o Gyokeres fez três golos, Nuno Santos, Bragança, saio daqui satisfeito.

— Foi apontado ao Man. United. Foi contactado? 
— Não sabemos o futuro. Tenho uma ideia para o final da época, mas não vou dizer. Não é para agora, mas já aconteceu na minha carreira os resultados levarem para outras coisas. Não fui contactado pelo Manchester United.

— No ano em que foi campeão falava jogo a jogo, agora em tudo ou nada. Porquê?
— São momentos diferentes. É preciso ler os adeptos e conhecer o futebol português, está a funcionar, sabemos que um desaire e esta conversa vai virar-se contra nós, mas senti que depois daquele ano é importante ter este tipo de discurso para toda a gente, até agora está a funcionar. O contexto é diferente, a época que passou teve muito impacto. 

— Gonçalo Inácio no meio-campo é para manter? 
— Imagino o Inácio ali, daí termos feito esse trabalho na pré- época e nalguns jogos à porta fechada. Tem boas caraterísticas para isso. Quando jogamos com três centrais, acrescentamos mais um homem a meio-campo e a defender, este jogo era perfeito para o Inácio jogar. Vamos perder o Morita em janeiro [CAN] e ele demonstrou que mesmo a jogar entrelinhas teve capacidade com bola de rodar o jogo. É uma opção válida para ali. 

— Dois golos sofridos. Há alguma ansiedade defensiva? 
— No jogo com a Atalanta, eles foram mais fortes, com o Vizela desligámos, hoje podíamos ter evitado. Os adversários não criam tantas ocasiões para sofrermos tantos golos, podemos evitar sendo mais agressivos.