Luís Neto e o primeiro golo no Sporting: «O meu filho até já me dizia...»
Luís Neto abriu o marcador em Alvalade (LUSA)

Luís Neto e o primeiro golo no Sporting: «O meu filho até já me dizia...»

NACIONAL28.12.202322:14

Defesa cumpriu 100 jogos frente ao Tondela

Luís Neto cumpriu 100 jogos pelo Sporting frente ao Tondela e agora deixou uma longa mensagem aos adeptos numa entrevista à Sporting TV.

«Honestamente, tinha pensado que podia ter já ocorrido no ano passado, não fosse a lesão. É uma marca importante para mim, por ter sido no Sporting», atirou, garantindo ter sido a «cereja no topo do bolo».

«Era um sonho meu jogar num grande e ao mais alto nível em Portugal», expressou ainda.

Luís Neto fez uma viagem ao passado nos primeiros passos pelo Sporting: «O primeiro estágio, a primeira vez que entrei aqui, conheci os meus companheiros e tive acesso ao Estádio de Alvalade são coisas que não esqueço e tenho gravadas na memória. O ano em que fomos campeões foi realmente especial. As próprias circustâncias do Covid. O facto de criarmos aqui uma grande família... toda a gente estava incumbida num objetivo comum.»

E prosseguiu: «O jogo que mais me marcou foi o SC Braga fora, porque foi o jogo que todos sentimos em que difícilmente ia fugir o título nacional.»

Pouco depois, o jogo que consagrou o campeonato de 2020/21: «Sentíamos à nossa volta a euforia de, ao fim de 20 anos, o Sporting voltar a ser camperão. No Boavista, a multidão cá fora, o discurso do presidente, do mister, do Coates antes do jogo… O trajeto do autocarro até Alvalade, quase um dejavu da seleção, na final do Euro 2004. Eu tinha o meu filho e a minha filha recém-nascida.»

Neto comentou o primeiro golo marcado pelo Sporting, frente ao Dumiense, para a Taça de Portugal, com uma revelação curiosa sobre o filho: «Foi especial. O meu filho até já me dizia... porque o Coates marcava, o Inácio marcava e eu respondia: filho, o pai é defesa e está bom é para defender e ele dizia-me sempre: O Inácio e o Coates são defesas e marcam.»

O defesa de 35 anos falou ainda do número 13 nas costas: «Era um número azarado na Rússia, aconselharam me a trocar a camisola. No meu primeiro ano não estava livre aqui, o Ristovski ia mudar, mas não mudou. No ano a seguir ficou disponível. É um bocadinho lutar contra a nossa crença instituida do azar»

Sobre Rúben Amorim só há elogios: «Com o mister, acabámos por estar todos no mesmo patamar, com o mesmo objetivo e a querer a mesma coisa.»

Para finalizar, Luís Neto não esqueceu os adeptos: «Aprendi aqui que ganhar é muito importante e também a maneira que se ganha. Qualquer região do país que vamos jogar temos sempre muita gente e acresce responsabilidade para nós. Somos muito mais fortes quando temos este tipo de apoio e espero que continue. Jogo a jogo e tentar entrar no novo ano com uma vitória», assinalou.