Flu e Al Ahly em duelo à espera de City sobre brasas
Marcelo regressou ao Fluminense em 2023 (IMAGO)

Flu e Al Ahly em duelo à espera de City sobre brasas

INTERNACIONAL18.12.202308:14

Campeões sul-americano e africano jogam meia-final do Mundial de Clubes hoje às 18 horas, em Jedá. «Já perdi com eles, são fortes, temos de nos preparar» alerta Felipe Melo. «Queremos fazer história», afirma estrela dos egípcios

O Mundial de Clubes de 2023 entra na fase mais decisiva a partir desta segunda-feira, às 18 horas de Lisboa, quando Fluminense e Al Ahly, respetivamente campeão sul-americano e africano, discutem, em Jedá, na Arábia Saudita, um lugar na final da prova. À espera de um deles, estará ou o campeão asiático Urawa Red Diamonds ou, muito mais provável, o Manchester City, vencedor da Champions League e favorito à conquista final apesar da crise momentânea, que se defrontam amanhã.

«Sabemos que o Manchester City é uma das melhores equipas do mundo, com vários jogadores especiais, um treinador incrível e que há alguns anos estão muito bem na Premier League e na Champions, aliás, a equipa que ganha a Champions sempre será a favorita no Mundial de Clubes», disse o experiente Marcelo, lateral do Flu de 35 anos, já a projetar eventual final com os ingleses.

Mas Felipe Melo, ainda mais experiente – é, aos 40, o jogador de campo mais velho a disputar a competição – alerta para os perigos do Al Ahly, rival nas meias-finais. «Será um jogo muito, muito difícil, quando disputei esta prova pelo Palmeiras, eles venceram-nos, na época, durante a pandemia, descansamos pouco, preparamo-nos mal para a diferença horária, mas eles mostraram ser uma equipa fortíssima e bem organizada, temos de nos preparar bem agora».

Do lado egípcio, o driblador sul-africano Percy Tau está consciente do valor individual de Marcelo, de Melo e também de André, Ganso, Arias, Cano ou John Kennedy, mas quer focar no talento coletivo. «Não podemos focar apenas nos indivíduos e sim na equipa no geral, será difícil mas queremos fazer história», afirmou. Em caso de empate, o jogo terá prolongamento e penáltis. 

Fernando Diniz, treinador do Flu, tem o plantel à disposição e uma dúvida: utilizar, ou não, o recém regressado de lesão Samuel Xavier, titularíssimo ao longo da época, na lateral direita? À partida, o defesa deve atuar numa equipa com Fabio, na baliza, Samuel Xavier, Nino, Felipe Melo e Marcelo, na defesa, André, Martinelli, Jhon Arias, Ganso e Keno, no meio-campo, e Germán Cano, no ataque.

O suíço Marcel Koller não conta com Modeste, expulso na partida anterior com o Al-Ittihad, e tem Ashour, Kahraba e Elshahat em risco de suspensão – este último tornou-se, frente ao campeão saudita, no jogador com mais partidas, 13, no Mundial de Clubes, superando Emiliano Tade, do Auckland City. Eis a equipa provável: Elshenawy; Hany, Abdelmoneim, Ibrahim, Maaloul; Ashour, Attia, Koka; Tau, Kahraba, Elshahat.

O City, entretanto, chegou à Arábia Saudita ontem sob uma rara crise. «As sete horas de viagem seriam melhores com uma vitória, mas é o que é. Estamos para baixo, mas precisamos nos levantar para jogar e competir lá», disse Pep Guardiola, ainda em Inglaterra, depois de empatar com o Crystal Palace, no terceiro jogo em casa sem triunfos, e de ter caído para a quarta posição na tabela.