«Ficámos com um sentimento a saber a pouco», considera Sérgio Vieira
O treinador Sérgio Vieira gesticula no decorrer de um jogo para o Estrela da Amadora pela Liga de futebol. Foto: Atlantico Press/Imago,

«Ficámos com um sentimento a saber a pouco», considera Sérgio Vieira

NACIONAL15.12.202323:33

Treinador do Estrela da Amadora na sala de imprensa do Estádio São Luís, em Faro, após o empate (1-1) com o Farense.

Antes de iniciar a análise ao jogo, Sérgio Vieira dirigiu as primeiras palavras a Elber, o menino que sofre de doença de Gaucher e que foi alvo de um gesto solidário antes do início do encontro. «Em primeiro lugar, mais importante do que a análise desportiva e técnica ao jogo, queria deixar uma palavra ao menino Elber, que está a tentar a viver momentos felizes e a lutar contra a doença que o afeta. E desejar-lhe muito força, a ele e aos seus familiares, assim como todas as pessoas que cuidam dele, enfermeiros e médicos. Isso sim, uma coisa extremamente importante na nossa vida», disse o treinador do Estrela da Amadora.

«Ficámos com um sentimento a saber a pouco. Por todas as circunstâncias que nos dizem respeito a nós. As inúmeras ausências que nós tivemos, a forma como tivemos de preparar o jogo, como entrámos e como tentámos jogar bem na casa do nosso adversário, perante o seu público, na máxima força e tranquilos na tabela. Acho que nós merecíamos realmente levar os três pontos, acima de tudo pelas oportunidades claras que s tivemos, que em determinado momento poderiam mudar o rumo do jogo e realmente confirmar os três pontos para nós. Ficámos com esse sentimento, é algo que senti nos jogadores, em toda a nossa estrutura, mas acima de tudo orgulho da forma como viemos cá defrontar o Farense», disse Sérgio Vieira sobre o jogo. 

O treinador falou ainda sobre o seu regresso a Faro. «Foi aquele sentimento nostálgico, extremamente positivo, com gratidão por tudo o que vivi cá. Com o presidente, todo o staff, com jogadores que acreditámos que podiam ser mais valias para o futuro, como o Ricardo Velho, o Cláudio Falcão, entre outros que acabaram por sair. Assim como todo o tempo que nós disponibilizámos para ajudar a crescer esta instituição – agora é a vez do Estrela e um dia vai ser a vez doutro clube. Mas é com gratidão, com carinho, pelos adeptos, por este ambiente fantástico no São Luís que faz falta ao futebol português – assim como no Estádio José Gomes e em todos estes clubes históricos. O mais importante foi isto, foi um bom espetáculo, com respeito e alguma emoção. Foi pena não ter havido golos de parte a parte, porque dava outra beleza ao espetáculo, mas foi o possível e foi muito positivo», assinalou.

Sobre a pausa de 13 dias que se segue, o treinador considera que será importante para a recuperação de jogadores. «Para nós acaba por ser, porque temos um pouco mais de tempo para ajudar alguns jogadores que estão a recuperar os seus problemas, a ver se temos mais opções para o próximo jogo. Acaba por ser positivo, embora a gente queira competir sempre. Queríamos competir já na terça-feira, na quarta, para a Liga dos Campeões, como acontece nos clubes grandes, mas esta é a etapa do Estrela e temos de ver o lado positivo: recuperar as energias da preparação, do confronto desportivo dentro de campo, e também centrar na recuperação dos nossos jogadores que estão limitados», finalizou.