Destaques do Sporting: desconcertante e certinho, assim foi o rei Edwards
Festejos de Gyokeres e Edwards (IMAGO)

Destaques do Sporting: desconcertante e certinho, assim foi o rei Edwards

NACIONAL15.02.202421:33

Certinho nas suas ações, deu água pela barba aos adversários; Gyokeres chegou aos 28 de penálti, esteve na origem do terceiro e fez muito mais; Gonçalo Inácio soube voar sobre os centrais

Melhor em campo: Edwards (8)

O sintético pode não ser o piso mais adequado para dançar, mas o rei Edwards brilhou na pista de Wankdorf. O gingar, a simulação corporal, o serpentear entre os adversários foi bonito de se ver. Foi seu o cruzamento que deu autogolo, após ter recebido a bola de Esgaio; aos 39’, fez mais uma das suas arrancadas, deixou dois para trás, entrou na área e o guarda-redes derrubou-o numa manchar tardia: penálti e golo de Gyokeres. Slalons, ‘cuecas’, nós cegos, valeu tudo e ainda conseguiu dar uma ‘perninha’ na defesa! Aos 67’, mais uns dribles , a trocar as voltas aos seus dois polícias e um remate teleguiado para a baliza, que o guarda-redes conseguiu agarrar.

Adán (7) — Primeira parte mais trabalhosa, em que cedo foi posto à prova. Aos 12’, o espanhol teve a primeira (boa) intervenção, a remate de Lakomy, na zona frontal; quatro minutos depois, na sequência de um canto, batido na esquerda, com Amenda a cabecear e Adán a sacudir com uma palmada. No lance do golo ainda intercetou a bola, no cruzamento, mas a bola sobrou para Ugrinic. Segunda parte foi mais aliviada, mas ainda apanhou um susto (66’) a remate do português Joel Monteiro. 

Eduardo Quaresma (7) — Muito seguro no domínio da bola, mesmo sob pressão; no lance do golo do tentou evitar o remate do Ugrinic, mas ficou estendido no chão. A estreia nas lides europeias foi bem sucedida. 

Gonçalo Inácio (7) — Aos 48’ voou sobre os centrais e, com um cabeceamento cheio de intensão, fechou as contas do jogo. Um autêntico controlador aéreo, sempre de cabeça levantada e em rotação, a ver o que se passa à sua volta.

Matheus Reis (6) — Aos 13’ podia ter feiro melhor num cruzamento,  após ter desequilibrado na esquerda. Mvuka deu-lhe algum trabalho, mas, conseguiu sempre assegurar as rédeas do seu metro quadrado. 

Esgaio (6) — Foi o autor do belo cruzamento que deu origem ao primeiro golo, em que Amenda tentou o corte, mas acaba por introduzir a bola na própria baliza. Umas quantas incurções pela ala, sem resultado prático. Marchou ao toque da banda. 

Hjulmand (6) — Em alguns lances foi notória a inibição em meter o pé, causa pela qual a exibição do dinamarquês não foi de encher o olho. Ainda assim, diga-se, foi o patrão no miolo do terreno, a organizar jogo. Amorim tirou-os aos 61 minutos para clara gestão de esforço do camisola 42. 

Daniel Bragança (6) — Algo permissivo no lance do golo, deixando Ugrinic antecipar-se no coração da área, espaço sagrado da defesa. Sempre muito combativo nunca deu uma bola por perdida. 

Nuno Santos (6) — Bastante mais ativo na segunda parte, destaque-se a ‘cavalgada’ aos 59’, a tabelar com Edwards, ganhando um canto num cruzamento. Fez mais umas quantas descidas pela esquerda, até ser tirado (quase à força) por Amorim, que o sentiu cansado, apesar do ala negar. 

Gyokeres (7) — Logo no arranque numa recuperação de bola, tabelou com Pedro Gonçalves e conseguiu bom remate, que Von Ballmoos defendeu; aos 21’ fez os adeptos gritarem golo, mas a bola foi à malha lateral. Teve enorme frieza na marcação do penálti, em ambiente hóstil criado pelos adeptos amarelos e pretos; sofreu a falta que resultou no terceiro golo, ofereceu um a Pedro Gonçalves, que acertou no poste (55’), foi fustigado com muitas faltas e ficou surpreendido por ser substituído. É o Gyokeres, sabemos que queria continuar a correr... 

Pedro Gonçalves (6) — Fartou-se de cruzar, para Gyokeres um par de vezes, serviu Gonçalo Inácio, com peso, conta e medida no terceiro golo, e, aos 55’, a passe do sueco, recebeu na área, procurou o pé direito, mas acertou com estrondo no poste. 

Morita (5) — Integrou-se bem no jogo, e depressa apanhou o ritmo. Cumpriu a missão no seu raio de ação e, até de cabeça, aliviou a bola na área, dando uma ajuda no setor mais recuado.   

Geny Catamo (5) — Acabou por não ter grande influência no jogo, mas garantiu que nada passava pelo seu crivo. Não sabe jogar mal e nos 15 minutos que esteve em campo fê-lo com brio.   

Trincão (5) —  Entrou a todo o gás, tentando fazer o gosto ao pé, mas não apanhou nenhuma bola ao seu jeito, para aplicar o pontapé canhão. Está  em boa maré. 

Koindredi (-) — O camisola 80 estreou-se de leão ao peito, mas, diga-se, teve poucas oportunidades para tocar na bola.

Rafael Nel (-) — Mais uma estreia positiva, cheio de garra, ainda apareceu na cara do guarda-redes, mas escorregou (falta de hábito a jogar no sintético) antes de conseguir rematar.