«Debate hipócrita e sem sentido»: UEFA reage às críticas a Ceferin
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«Debate hipócrita e sem sentido»: UEFA reage às críticas a Ceferin

INTERNACIONAL13.12.202316:04

Embora de modo informal, a UEFA reagiu às críticas que têm sido lançadas ao presidente Aleksander Ceferin.

Em causa está a aprovação, no próximo congresso, de uma artigo nos estatutos que permitirá que o esloveno fique no cargo até 2031, pelo que o presente mandato, até 2027, não seria o último.

Ceferin assumiu o cargo em setembro de 2016, depois da polémica que levou à saída do francês Michel Platini, e posteriormente também do espanhol Ángel María Villar, envolvidos em suspeitas de corrupção. Uma das promessas eleitorais de Ceferin foi a questão da limitação de mandatos na UEFA, mas o artigo que agora gera tanta polémica refere que a medida só tem efeito a partir de 1 de julho de 2017. Nesse caso, o primeiro mandato de Ceferin, que teve apenas a duração de dois anos e meio, dadas as circunstâncias especiais em que entrou, não entraria nas contas, e o esloveno podia ficar no cargo até 2031 (e não 2027).

David Gill, antigo diretor executivo do Manchester United, e membro do Comité da UEFA, está a liderar uma oposição a essa mudança, que considera antidemocrática. A UEFA já tinha referido que a proposta da comissão jurídica, que requer a aprovação de dois terços dos 55 membros, pretende «clarificar algumas disposições existentes para garantir que nenhuma delas seja aplicável retroativamente, em linha com um princípio jurídico básico».

Mas agora fonte oficial do organismo, citada pela Marca, vai mais longe, e considera que o «debate é hipócrita e sem sentido». «David Gill está no Conselho Executivo há 11 anos e esperou até agora para fazer disto uma questão de princípio, da qual tem beneficiado há anos», acrescenta.