Chuva de golos

O MISTER DE A BOLA Chuva de golos

NACIONAL26.02.202418:36

O Sporting devia ter feito mais e melhor, e nem com Coates no ataque conseguiu vencer

Jogo de pares
Tanto o Rio Ave como o Sporting jogaram no mesmo sistema, 1x3x4x3, o que transformou o jogo numa espécie de jogo de pares, de marcação HxH na hora de defender. Três jogadores na construção vs três avançados a pressionar, dois médios vs dois médios na zona central, três avançados vs três defesas no ataque, e um jogador de cada equipa nas alas. Isto do ponto de vista teórico e em muitos momentos do jogo, claro. Contudo, as equipas apresentaram estratégias diferentes na tentativa de desequilibrar o adversário e de causar dano.

Boa organização

Luis Freire colocou as peças certas nos lugares certos e o seu Rio Ave foi capaz de jogar o jogo pelo jogo. Na construção, o central Pantalon abriu mais o seu posicionamento e, em conjunto com Jonathan, Nóbrega e Vrousai, contituiu uma espécie de linha de 4, perante a pressão dos três avançados leoninos. Por outro lado, Embaló e Aziz fixaram os centrais do Sporting, libertando Fábio Ronaldo, por forma a conseguir vantagem no meio campo, 3x2. O Rio Ave tirou dividendos da sua estratégia rapidamente, com Embaló a marcar um golaço. Mais à frente, os vilacondenses desperdiçaram duas ocasiões soberanas: uma por Embaló e outra por Fábio Ronaldo. Este último viu o seu remate embater no poste, após bela jogada resultante da boa dinâmica ofensiva rio avista. Dois erros individuais leoninos ditaram duas grandes penalidades convertidas por Aziz.

Sporting

Debaixo de imensa chuva e com as dificuldades inerentes a um Rio Ave bem organizado, os pupilos de Ruben Amorim foram à procura da vitória, ao longo de todo o jogo. Os desequilíbrios partiram das incursões ofensivas de Morita que, muitas vezes, saltou uma linha e apareceu em zonas de definição. Por outro lado, o Sporting utilizou o jogo directo para Gyokeres que, devido à sua capacidade física e técnica, apoiado por Pote, Trincão e Morita, foi empurrando a defesa vilacondense para trás. No entanto,  dinâmicas e individualidades foram insuficientes para levar os três pontos. O Sporting devia ter feito mais e melhor, onde nem com o plano B -inclusão de Coates no ataque-conseguiu vencer. Os leões nunca controlaram, verdadeiramente, o jogo. Os golos, fora de portas, de Hujlmand, Gyokeres e Coates, deviam ter sido sinónimo de três pontos. Mérito do Rio Ave e bastante demérito leonino.

Mais valias
Gyokeres marcou mais um golo para a sua conta pessoal e o centésimo da época leonina. Além disso, fez inúmeros movimentos à profundidade colocando em sentido a defesa rio avista. Rematou com perigo em outra ocasião. Foi, e é, uma referência deste Sporting.

Aziz converteu duas grandes penalidades e assistiu Embaló para o que poderia ter sido o segundo golo. O avançado acrescentou velocidade e golo ao ataque vilacondense. Quatro golos em três jogos fazem dele uma mais valia.