Barcelona-PSG: lembrar a história ou fazer algo inédito na Liga dos Campeões
Mbappé e Koundé disputam a bola no duelo da primeira mão (IMAGO)
Foto: IMAGO

Antevisão Barcelona-PSG: lembrar a história ou fazer algo inédito na Liga dos Campeões

'Blaugrana' começam com vantagem mínima trazida da primeira mão, em Paris

Vantagem Barcelona. É com 3-2 no marcador que os blaugrana entram no Olímpico de Montjuic frente ao Paris Saint-Germain, na segunda mão dos quartos de final da Liga dos Campeões.

O triunfo no Parque dos Príncipes, por 3-2, significou muito mais que o golo de vantagem que daí resultou. Viu-se, na capital francesa, uma equipa organizada defensivamente perante os desequilíbrios das potentes armas parisienses e que soube ocupar as lacunas deixadas pelo adversário que, verdadeiramente, nunca teve o controlo do jogo que se fazia crer.

Raphinha, com dois golos, brilhou na 1.ª mão e será, certamente, uma das grandes armas de uma equipa repousada. Isto porque, dos onze que começaram a primeira mão, apenas Pau Cubarsí, ter Stegen e Sergi Roberto foram titulares frente ao Cádis no fim de semana. Olugar de João Cancelo parece certo, João Félix, que brilhou no campeonato, pode não ter a mesma sorte.

Xavi tem plena ideia daquilo que quer dos seus adeptos: «Montjuic tem de se assemelhar às noites europeias do Camp Nou.» «Não tenho dúvidas de que o PSG nos vai fazer sofrer. Imagino que vão fazer a marcação homem a homem. Temos de mostrar personalidades. É uma das melhores equipas do Mundo, com um dos melhores treinadores. Nunca vi um jogo de Luis Enrique em que ele não tenha jogado ao ataque», disse Xavi, desfazendo-se, assim, em elogios ao seu adversário que, em tempos, já foi seu treinador.

Foi em 2015 que Xavi levantou a ‘orelhuda’ enquanto capitão do Barça. Luis Enrique era o treinador e, agora regressa a casa (ou, pelo menos, à mesma cidade). «É maravilhoso que haja quatro treinadores que estiveram no Barça nos quartos de final [para além destes, também Pep Guardiola e Arteta, este só enquanto jogador, passaram pelo clube]. É bom para o futebol haver tantos golos.» Talvez tenha sido este futebol de ataque que, de certa forma, traiu Luis Enrique. Foi no meio-campo que mais lacunas apareceram, sobretudo, quando sem bola. Os golos de Dembelé - reforço vindo do Barcelona, que não se coibiu de festejar - e de Vitinha foram um balão de oxigénio numa equipa que não contou com a botija de Mbappé, que não conseguiu sequer um remate enquadrado.

Luis Enrique e Xavi Hernández quando o primeiro treinou o segundo no Barcelona (IMAGO)

Tal como o médio português, Nuno Mendes foi dos que mais se destacou pela positiva e deverá ser, tal como o ex-FC Porto e João Cancelo, um dos portugueses a começar a partida. Gonçalo Ramos, Danilo e João Félix são opções para as respetivas equipas durante o encontro, em que o PSG, em desvantagem, deverá assumir a iniciativa atacante. É em Mbappé, apesar da fraca primeira mão, que recaem inegavelmente todas as expectativas, num campo onde, quiçá, passará a jogar mais vezes num futuro próximo.

Nuno Mendes com Jules Koundé no PSG-Barcelona (Imago)

O Barcelona, que leva 13 jogos sem perder, atravessa a sua melhor fase da temporada. Frente a uma equipa contra a qual já mostrou ter argumentos, a resiliência sem bola e eficácia com ela serão, como em todas as eliminatórias do género, a chave para as meias-finais. O miolo do PSGrevelou lacunas que Luis Enrique terá, certamente, identificado e esse fator, aliado à desvantagem, levará a um jogo diferente do primeiro. O ambiente está do lado dos blaugrana, o resultado também. Vamos ver se será suficiente para parar a derradeira tentativa de Mbappé de sair de Paris com a Liga dos Campeões.