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Uruguai-Espanha: Maxi e ex-Benfica titulares frente a Yamal e companhia
Com um olho no Cabo Verde-Arábia Saudita, está tudo em aberto no Grupo H

Rodrigo Zalazar, ex-SC Braga e já jogador do Sporting, volta a começar a partida no banco e ainda espreita a estreia em Campeonatos do Mundo.

Onze do Uruguai: Fernando Muslera; Guillermo Varela, Sebastián Cáceres, Mathías Olivera e Juan Sanabria; Rodrigo Bentancur e Manuel Ugarte; Agustín Canobbio, Federico Valverde e Maxi Araújo; Darwi Núñez

Suplentes: Santiago Mele, Sergio Rochet, Matías Viña, Santiago Bueno, José María Giménez, Ronald Araújo, Joaquín Piquerez, Nicolás de la Cruz, Brian Rodríguez, Emiliano Martínez, Giorgian de Arrascaeta, Facundo Pellistri, Federico Viñas,Rodrigo Aguirre e Rodrigo Zalazar.

Onze da Espanha: Unai Simón; Marcos Llorente, Pau Cubarsí, Aymeric Laporte e Marc Cucurella; Mikel Merino, Rodri (C) e Pedri; Lamine Yamal, Mikel Oyarzabal e Álex Baena.

Suplentes: Joan García, David Raya, Marc Pubill, Eric García, Pedro Porro, Pablo Gavi, Martín Zubimendi, Nico Williams, Fabián Ruiz, Alejandro Grimaldo, Dani Olmo, Borja Iglesias, Ferran Torres, Yéremy Pino e Víctor Muñoz.

Depois do nulo com Cabo Verde, a Espanha entrou nos eixos com goelada (4-0) frente à Arábia Saudita, com destaque para o bis e assistência de Mikel Oyarzabal.

Do lado uruguaio, Maxi Araújo tem sido, de longe, o melhor jogador e já esteve em todos os golos marcados pela equipa: o ainda jogador do Sporting marcou aos sauditas e aos cabo-verdianos, jogo em que também assistiu Cannobio.

Contas do apuramento

A Espanha só depende de si para terminar no 1.º lugar do Grupo. Se empatar, fica à mercê daquilo que Cabo Verde fizer contra a Arábia Saudita. Se perder, e pelo mesmo motivo, acaba no 3.º lugar do grupo.

O Uruguai está numa posição periclitante. Se empatar, fica com 3 pontos e dependendo do Cabo Verde-Arábia Saudita, fica no 3.º lugar, em risco de não ser um dos melhores terceiros classificados.

Os empates de Uruguai com Arábia Saudita (1-1) e Cabo Verde (2-2) deixe a celeste numa posição perigosa, à qual os próprios jogadores não fogem.

Duelos dos 16 avos de final

O líder do Grupo H carimba o passaporte para jogar a 2 de julho no Estádio de Los Angeles, defrontando o segundo classificado do Grupo J (Argélia ou Áustria).

Quem terminar na segunda posição do Grupo H jogará no dia seguinte, 3 de julho, no Estádio de Miami, contra a Argentina.

O Momento das Equipas

A seleção uruguaia, bicampeã do mundo, apresenta-se sob a liderança estratégica do experiente Marcelo Bielsa, que procura travar o ímpeto ofensivo dos espanhóis. No entanto, a equipa aparenta estar em ebulição, com forte discórdia entre Bielsa e alguns jogadores.

A La Roja, cujo último título mundial remonta à África do Sul em 2010, conta agora com uma nova vaga de talentos — muitos deles já consagrados com títulos europeus de clubes em 2024 — focados em garantir a segunda estrela para o seu país. A equipa soma 32 jogos consecutivos sem perder ao fim dos 90 minutos.

Porque é que Marcelo Bielsa é conhecido como El Loco?

Com 25 anos, foi treinar a equipa da Universidade de Buenos Aires e para a construir, meteu-se num carro para observar três mil jogadores, antes de eleger 20. Isso era só o início. Quando entrou na formação do Newell’s Old Boys, o seu clube (e o de Lionel Messi) na cidade de Rosário, conduziu milhares e milhares de quilómetros (relatos apontam para mais de 7 mil) para observar e testar jogadores do interior na Argentina. Porque é que conduziu? Porque não gostava de andar de avião. El Loco - uma alcunha que pode servir como desculpa condescendente para um visionário, ou um reconhecimento irónico das suas diferenças para os demais. Influenciador de Pochettino, Guardiola e muitos mais, o legado de Bielsa irá sempre além dos títulos que ganhou.

Duelo decisivo: o Estádio de Guadalajara prepara-se para receber um embate eletrizante entre o Uruguai e a Espanha, que dita o encerramento do Grupo H. Um duelo entre campeões mundiais: os sul americanos levantaram o troféu Jules Rimet em 1930 e 1950; a Espanha sagrou-se campeã do mundo à boleia do tiki-taka em 2010.

Antecedentes Históricos: Os dois países registam apenas um confronto direto em fases finais do Campeonato do Mundo. Aconteceu no Brasil, em 1950, na jornada inaugural da fase final, terminando com uma igualdade a duas bolas (2-2) em São Paulo. De resto, o Uruguai nunca venceu Espanha: 5 derrotas e 5 empates em 10 jogos.

Uruguai-Espanha no Mundial de 1950 (IMAGO)

Booooa noite, fãs madrugadores de futebol! A partir das 01h00, Uruguai e Espanha vão a jogo com tudo por decidir - e com implicações diretas para Cabo Verde e Arábia Saudita! Aqui, vamos acompanhar tudo ao minuto!

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