António Salvador, presidente do SC Braga
António Salvador, presidente do SC Braga

SC Braga dispara contra arbitragem e exige intervenção superior: «Desnorte total!»

Em comunicado sem filtros, arsenalistas apontam baterias ao Conselho de Arbitragem, denunciam «erros grosseiros» na derrota com o Gil Vicente e revelam reuniões secretas que geraram «enorme confusão e descrédito» entre os próprios árbitros

Apesar da crise de resultados e troca de Carlos Vicens por Franklim Carvalho, o SC Braga decidiu subir o tom e apontar as baterias de forma impiedosa ao setor da arbitragem.

Num comunicado oficial publicado esta terça-feira sob o título «Desnorte da arbitragem», a estrutura liderada por António Salvador denuncia aquilo que considera ser uma «falência» do Conselho de Arbitragem (CA) e exige uma intervenção de urgência no futebol português.

O clube arsenalista elenca dois momentos do desaire caseiro de segunda-feira perante o Gil Vicente (1-2) para ilustrar o descontentamento: uma falta «claríssima» sobre Pau Víctor no lance que dá o golo do empate aos barcelenses e uma grande penalidade não assinalada sobre o capitão Ricardo Horta, que acabou admoestado com cartão amarelo por alegada simulação.

«São erros grosseiros e com impacto direto no resultado, mas que surgem na sequência de um arranque de campeonato altamente errático que já teve impacto nos jogos contra Moreirense e Sporting. É inexplicável a inação do VAR perante erros claros e óbvios», acusa o emblema minhoto.

Mas o SC Braga não se ficou pelos lances do último jogo e decidiu destapar o véu sobre os bastidores da Cidade do Futebol. O clube revela que, na passada semana, a direção do CA realizou um briefing interno no qual deu indicações aos árbitros de que o lance controverso aos 49 minutos do SC Braga-Sporting não era penálti — uma diretriz que contrariou a análise da maioria dos especialistas e que, segundo os bracarense, gerou «enorme confusão no quadro de árbitros e instalou o descrédito».

«É evidente que o atual Conselho de Arbitragem e a sua liderança constituem um enorme fator de instabilidade, patente na intranquilidade que os árbitros revelam em campo e na falência da rede de segurança do VAR. Impõe-se uma intervenção superior para devolver a confiança necessária e salvaguardar a integridade das competições», remata o clube arsenalista.

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