Protesto contra falhas de segurança: «Ciclistas estão a morrer a fazer aquilo de que mais gostam»
Face aos múltiplos casos de acidentes com ciclistas em provas oficiais, como foi a trágica morte do britânico Finlay Tarling na Volta a Portugal, o pelotão atrasou, este sábado, o início da Volta a Lombardia em protesto contra os sucessivos casos em que veículos invadem as corridas.
«Perdemos a vida do irmão de um colega nosso [Tarling], por isso queríamos fazer uma declaração para mostrar a todo o mundo que não podemos continuar a aceitar o facto de que corredores estejam a ficar feridos e estejam literalmente a morrer a fazerem aquilo de que mais gostam. Continuam a acontecer incidentes com veículos durante as corridas», justificou o campeão europeu, Remco Evenepoel, como porta-voz, após o pelotão recusar-se a arrancar quando foi dada a partida simbólica para o último ‘Monumento’ da época.
At the start of Il Lombardia, the riders came together to send an important message, stopping for five minutes to urge all road users to behave responsibly and show mutual respect, both during races and in everyday life. RCS Sport fully supports this appeal, aimed at ensuring everyone's safety. Sulla linea di partenza de Il Lombardia, i corridori hanno voluto lanciare un messaggio, fermandosi per cinque minuti e richiamando tutti gli utenti della strada ad adottare comportamenti responsabili e rispettosi, sia durante le competizioni sia nella quotidianità. RCS Sport appoggia e sostiene questo appello, per tutelare la sicurezza di tutti. #ILombardia presented by @CA_Ita
— Il Lombardia (@Il_Lombardia) October 10, 2026
O duplo campeão olímpico em Paris2024 deixou ainda um apelo aos organizadores de futuras provas: «Por favor, assegurem que possamos correr em segurança e simplesmente possamos fazer o que gostamos sem nos preocuparmos carros, motos a invadir a corrida.»
Cumprido o protesto, os corredores iniciaram a ‘clássica das folhas caídas’, a mais longa entre os cinco ‘Monumentos’ do ciclismo.
Pai comovido
«Estamos tão agradecidos, comovidos e orgulhosos dos colegas ciclistas do Fin pelo protesto de hoje na Volta à Lombardia», escreveu Michael Tarling, pai do falecido ciclista, nas redes sociais.
«É preciso haver mudanças e nenhuma outra família deveria receber a chamada que recebemos em 14 de agosto. Esperamos sinceramente que a União Ciclista Internacional esteja a ouvir e que alterações sejam feitas», concluiu.