Polícia desmantela rede criminosa que assaltava casas de jogadores do Barcelona
Uma denúncia sobre a venda de relógios de luxo no mercado negro levou as autoridades a desmantelar um grupo criminoso especializado em assaltos a habitações de figuras públicas e famílias abastadas em Espanha. Entre os alvos da organização estavam jogadores do Barcelona, como o defesa Pau Cubarsí e o guarda-redes Joan García, cujas residências foram assaltadas entre dezembro e janeiro.
A investigação dos «Mossos d'Esquadra» culminou na detenção de três indivíduos a 1 de outubro, na esquadra de Gavà. A pista decisiva surgiu quando o cabecilha do grupo tentava comercializar as peças subtraídas aos atletas blaugrana, vangloriando-se junto dos potenciais compradores de que os objetos tinham pertencido a futebolistas profissionais para tentar inflacionar o seu valor comercial, apesar de não serem peças de elevado valor.
O líder do grupo foi identificado como Arsim Blaku, um cidadão de nacionalidade albanesa e kosovar de 58 anos com quatro décadas de experiência em assaltos a moradias de luxo. Blaku, que em 2006 esteve envolvido na tentativa de assalto à casa da família Tous — operação que resultou na morte de um dos seus cúmplices pelo genro da família —, regressou a Espanha em novembro de 2025, após três anos de ausência. Instalado num hotel em Castelldefels, o suspeito planeava as operações a partir da piscina do empreendimento hoteleiro.
De acordo com o jornal La Vanguardia, o grupo desenvolveu uma atividade criminosa intensa entre o final de 2025 e meados deste ano, atuando nas zonas de Maresme, Baix Llobregat e Garraf. Para além dos assaltos consumados às habitações de Cubarsí e García, Blaku terá participado num roubo em Castelldefels a 12 de maio, numa tentativa de assalto em Sant Vicenç de Montalt a 30 de maio e foi ainda avistado a rondar a residência de Jules Koundé em junho.
A rede contava com uma estrutura bem definida de funções. Enquanto Blaku assumia a execução material das invasões, Rosa G., uma mulher de 40 anos com 18 antecedentes criminais, tratava da logística e do aluguer de viaturas para tarefas de vigilância. O terceiro elemento era David B.V., conhecido pela alcunha de «Chucho», de 51 anos, anteriormente associado ao roubo de 400 quilos de cocaína no porto de Barcelona em 2005.
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