Peter Bosz revelou o plano de «uma vitória marcante» e desviou-se do duelo pessoal com Farioli
Peter Bosz, técnico do PSV, fez a análise à vitória por 0-1, diante do FC Porto, a contar para a terceira jornada da fase liga da UEFA Champions League, na sala de imprensa do Estádio do Dragão.
— Como analisa esta vitória?
— Quando só tens um ponto, os pontos são o mais importante. Mas acho que a forma como jogámos torna a vitória ainda mais bonita.
— Qual era o plano?
— Pressionar alto, recuperar a bola rapidamente, ter coragem para jogar e colocar muita gente na área. Mas claro que também fizemos algumas adaptações, o que é lógico, pois sabíamos que eles iriam criar espaços atrás dos três homens da frente e que jogam muito abertos na largura. Com um avançado centro grande e forte, sabíamos que seria o ponto de referência e que teriam jogadores a atacar a profundidade. No início não fechámos bem essas linhas, mas assim que o conseguimos fazer e os obrigámos a construir de outra forma, sentimos que tínhamos o jogo completamente sob controlo. Jogámos um bom futebol, com um bom jogo de posições e critério na posse de bola.
— A construção a partir de trás deixa sempre os adeptos à beira de um ataque de nervos, não é?
— Não deviam ficar, porque essa é a nossa força. O facto de não recorrermos a batidas longas contra o FC Porto e ousarmos sair a jogar... É natural que surja um passe falhado pelo meio, mas é assim que queremos jogar e, na maioria das vezes, resulta bem e acaba por desgastar o adversário.
— Como classifica este triunfo na sua considerável coleção de vitórias na Europa?
— É uma vitória marcante, até porque vínhamos de uma fase com três derrotas em quatro jogos, algo que ainda não tinha vivido no PSV. Sabíamos que seria uma deslocação muito difícil, por isso tanto a exibição como o resultado me deixam extremamente satisfeito.
— Têm agora quatro pontos em três jogos. Estás dentro do plano previsto para alcançar os pontos necessários para ficar nos 24 primeiros?
— Sinceramente, ainda não fiz as contas, mas estes três pontos ajudam-nos bastante. Voltámos a encontrar o caminho.
— No plano pessoal, fala-se muito do duelo tático Farioli vs. Bosz. Sente uma satisfação especial por ter ganho este jogo?
— Se tivéssemos perdido hoje, tenho a certeza de que continuaríamos na luta pela qualificação na Champions League. Não se trata de um jogo isolado, por isso não encaro as coisas dessa forma.
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