Neerlandeses fizeram uma última sessão no palco do jogo da 3.ª jornada da fase de Liga da Champions

Peter Bosz elogia Farioli e diz que espera «um FC Porto ferido por duas derrotas»

O técnico do PSV desvalorizou os anteriores duelos com Farioli na Liga neerlandesa, garantiu que vai jogar para vencer e elogiou o trabalho do homólogo portista: «Notável, de tirar o chapéu»

O Estádio do Dragão prepara-se para receber um duelo de alta tensão a contar para a 3.ª jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, colocando frente a frente um FC Porto e um PSV necessitados de pontos. Na sala de imprensa, Peter Bosz assumiu a urgência de regressar às vitórias após dois desaires consecutivos da sua equipa, apontando a regularidade exibicional como a chave do sucesso.

«O nosso objetivo é ganhar. Essa é a exigência do PSV: vencer. Não o conseguimos nos últimos jogos e isso não é bom. Para ganhar, temos de ser muito mais consistentes. Se olharmos para o jogo contra o Leipzig, dominámos em grandes períodos e jogámos um bom futebol, mas também tivemos momentos em que a equipa quebrou e ficou sob pressão. Por isso, temos de ser mais regulares. E, claro, terminar o jogo com onze jogadores também ajuda. Há vários aspetos que temos de executar melhor», sintetizou.

Lembro-me bem desse jogo nas Antas, onde fui expulso. Os clubes portugueses têm jogadores de enorme qualidade. Os três grandes — Sporting, Benfica e FC Porto — são clubes de topo à escala europeia

Com os constrangimentos pontuais das duas equipas — o PSV tem apenas um ponto e o FC Porto tem zero —, o alerta é máximo e a exigência desta nova fase de liga transforma o embate numa verdadeira final. «O jogo com o FC Porto não é matematicamente decisivo, mas tem um peso enorme», detalhou Peter Bosz. Sobre a atitude dos anfitriões, o cenário perspetivado é de pressão infernal: «Espero um FC Porto ferido por duas derrotas europeias e com uma determinação enorme de vencer. Vão apresentar-se com uma mentalidade agressiva, atacando e pressionando alto».

O jogo com o FC Porto não é matematicamente decisivo, mas tem um peso enorme

A fórmula de sucesso, na visão de Bosz, reside no controlo territorial e na coragem em assumir a batuta do encontro. «Tem tudo a ver com a iniciativa do jogo. Queremos ser protagonistas e isso passa por ter a bola, pois quem a tem dita o ritmo e obriga o adversário a pensar», refletiu. Sobre a estratégia habitual dos neerlandeses, foi taxativo: «O nosso plano é pressionar o rival no seu meio-campo e atacar. Quando falhamos isso, deixamos de ser dominantes e somos encostados às cordas».

A tarefa, contudo, afigura-se árdua perante o conjunto portista. Analisando o adversário, Bosz multiplicou os elogios a Francesco Farioli e ao modelo tático implementado nos dragões. «Reconheço dinâmicas idênticas às do Ajax, como o facto de baixar um médio para o meio dos defesas quando defendem em bloco mais baixo. Mas acho que hoje pressiona muito mais alto do que fazia no Ajax», avaliou o técnico.

O impacto destas dinâmicas mereceu inclusivamente uma nota de destaque: «Ele adaptou-se muito bem ao contexto do FC Porto, e os resultados estão à vista: foram campeões e venceram todos os jogos do campeonato esta época. É um trabalho notável ao qual temos de tirar o chapéu».

Farioli adaptou-se muito bem ao contexto do FC Porto, e os resultados estão à vista: foram campeões e venceram todos os jogos do campeonato esta época. É um trabalho notável ao qual temos de tirar o chapéu

A fechar a sua extensa intervenção, Bosz evocou a crónica dureza competitiva das formações portuguesas nas provas da UEFA, recordando até uma memória mais amarga da sua carreira de atleta nas Antas. «Lembro-me bem desse jogo nas Antas, onde fui expulso. Os clubes portugueses têm jogadores de enorme qualidade. Os três grandes — Sporting, Benfica e FC Porto — são clubes de topo à escala europeia, muito bem geridos e com massas associativas apaixonadas», recordou.

Kostic: «Jogo duro para as duas equipas»

A conferência de imprensa abriu também espaço a Filip Kostic. O médio sérvio, que deverá ser adaptado a lateral-esquerdo frente ao FC Porto devido à onda de lesões que assola o setor defensivo do PSV, garantiu estar plenamente confortável com a missão. «Não é difícil. Sei exatamente o que tenho de fazer em campo e preparo-me para isso», atirou com naturalidade.

O esquerdino mostrou-se rendido à mentalidade profundamente ofensiva implementada no clube e assegurou que o balneário se mantém blindado e focado na recuperação. «Neste momento, todos somos importantes. Vou tentar dar o meu melhor para ajudar a equipa», referiu, enaltecendo ainda o impacto do experiente Ivan Perisic. A ligação entre ambos, facilitada pela partilha do idioma, tem sido um motor motivacional importante dentro e fora das quatro linhas.

Lançando os dados para a partida desta fase de liga da Champions, Kostic perspetivou uma autêntica batalha física e tática. «Será um jogo duro para ambas as equipas. Esperamos uma partida de intensidade alta e com muitos duelos», analisou. Na ótica do internacional sérvio, superar a formação portuguesa exigirá altos níveis de concentração, bravura e disciplina tática, até porque, rematou, «os pequenos detalhes vão ditar o vencedor».

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