Lesão grave de Tiago Santos: comissão de arbitragem francesa responde ao Lille
A direção de arbitragem francesa deu parcialmente razão ao Lille na análise aos lances da 6.ª jornada da Ligue 1. Em causa está a grave lesão sofrida por Tiago Santos na receção ao Le Havre (1-0), num encontro em que o clube nortenho ponderou avançar para as instâncias judiciais para «obter reparação dos seus prejuízos».
O lance em questão ocorreu no último sábado, pouco depois do primeiro quarto de hora, quando o lateral português, de 24 anos, foi retirado de maca após uma entrada dura de Amir Richardson. Confirmou-se o pior cenário: Tiago Santos sofreu uma rotura total do ligamento cruzado anterior do joelho direito, lesão idêntica à que tinha sofrido no joelho esquerdo em outubro de 2024.
Na sequência do sucedido, o Lille emitiu um comunicado a criticar duramente a equipa de arbitragem e a confirmar ter recorrido junto da federação e da liga francesa: «Mesmo quando a intervenção do jogador do Le Havre era visível em tempo real, que inúmeras câmaras captaram o lance sob diferentes ângulos, que as repetições foram imediatamente transmitidas e que o VAR pode intervir em caso de erro manifesto ou incidente grave não assinalado relativo nomeadamente a uma possível expulsão direta, nenhuma sanção foi aplicada, nem sequer uma advertência.»
Esta terça-feira, o organismo responsável pela arbitragem veio a público admitir que «uma advertência teria sido justificada» para o infrator, mas sustentou que a gravidade da lesão não dita necessariamente uma expulsão direta.
«Embora lamentável, a lesão resultante do contacto não pode, por si só, ditar a natureza da sanção disciplinar. O árbitro deve nomeadamente avaliar a intensidade da intervenção, a velocidade de execução, a materialidade do contacto e o controlo técnico do jogador. Nesta situação, o jogador do Le Havre intervém sem velocidade excessiva nem brutalidade. Se a sua ação continua a ser faltosa no sentido da Lei 12, não apresenta necessariamente as características de uma falta grosseira», clarificou a estrutura federativa.
No mesmo relatório da jornada, a direção de arbitragem avaliou ainda a anulação de uma segunda grande penalidade a favor do PSG no triunfo sobre o Le Mans (3-1). Depois de Désiré Doué ter permitido a defesa de Nicolas Kocik, o árbitro assinalou novo castigo máximo por falta sobre Vitinha. O lance acabou invalidado pelo videoárbitro devido à posição adiantada do médio internacional português.
«Durante a execução de um penálti, os jogadores devem manter-se fora da área de penálti e atrás do arco da mesma até ao remate. O jogador parisiense n.º 17 invade esta zona, com o pé colocado na linha do arco de penálti. Esta invasão torna-se passível de sanção a partir do momento em que disputa a bola defendida pelo guarda-redes», fundamentou a comissão.
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