Hugo Oliveira ainda sonhou, mas este PSG só precisa de 20 minutos
Luis Enrique foi buscar os pesos pesados ao banco de suplentes e o PSG só precisou de 20 minutos ao melhor nível para vencer o Estrasburgo por 3-1, na sétima jornada da Ligue 1.
O técnico espanhol apenas manteve três peças em relação ao onze apresentado na vitória na casa do Manchester City, na quarta-feira, de olho na receção ao Barcelona, a contar para a terceira jornada da fase de liga da UEFA Champions League.
Safonov, Zaire-Emery e Akliouche seguiram nas opções iniciais, Vitinha e Nuno Mendes ficaram no banco e João Neves regressou ao onze. Do lado da turma da casa, os lusos Fábio Baldé e Dário Essugo e o antigo avançado do Sporting Conrad Harder assumiram a titularidade, enquanto Diogo Sousa foi suplente não utilizado.
O PSG não sentiu a revolução e desenhou as melhores jogadas dos minutos iniciais. Akliouche falhou de forma incrível, após ter sido isolado com muita classe por Dro Fernández, aos 9', e Ferran Torres seguiu o exemplo, de cabeça, minutos depois.
O Estrasburgo aproveitou a ineficácia para desenhar uma surpresa. Yassine abriu o corredor direito para Gio Reyna, que enganou Safonov e inaugurou o marcador aos 17'. O guardião russo esperava um remate para o ângulo mais distante, tendo sido surpreendido pela mudança de trajetória no esférico.
A inérica do PSG precipitou a vantagem do adversário ao intervalo, que só não aumentou a abrir a segunda parte pois Safonov brilhou a grande altura. O guardião russo venceu dois duelos contra Harder, aos 49' e aos 69'.
A primeira defesa valeu o bilhete: o ex-Sporting desferiu um cabeceamento que combinou potência e colocação, mas o gato russo esticou-se todo e evitou o 0-2. O rumo dos acontecimentos obrigou Luis Enrique a puxar dos galões: Nuno Mendes, Vitinha e Doué, entraram aos 54', dez minutos antes de Hakimi, para o lugar de João Neves, e Dembélé.
O plano inicial para esta partida visava o descanso do Bola de Ouro nesta partida, mas o destino chamou. Dembélé demorou, ainda assim, a aquecer os motores e até desperdiçou uma oportunidade de ouro.
O VAR alertou o árbitro da partida para um toque com a mão de Demba, o PSG beneficiou de um penálti... e Dembélé atirou ao lado (72'). Oportunidade demasiado fácil, terá pensado o extremo gaulês que fez a diferença, pouco tempo depois.
Vitinha, com um passe fenomenal, abriu para Dembélé, que, descaído pela direita, ofereceu o golo do empate a Zabarnyi com um poema em forma de cruzamento. Melhor do que assistir, só mesmo marcar. O internacional gaulês mostrou que, mesmo em velocidade cruzeiro, está um passo à frente.
Um remate colocado bastou para bater Jorgensen e selar a reviravolta aos 85'. A última música do mini-festival dos parisienses foi tocada por Doué que emendou um passe de Ferran Torres para o fundo da baliza do Estraburgo aos 90+3'.
O PSG só precisou de ser a melhor equipa durante 20 minutos para somar a sexta vitória consecutiva. O bicampeão europeu em título saltou para o segundo lugar da prova com os mesmos 14 pontos do Mónaco, que visita o Lorient neste domingo. Já o Estrasburgo averbou a terceira derrota seguida e caiu para o 12.º lugar.