Golo bem anulado? E o penálti? A análise de Pedro Henriques ao 'quentinho' Betis-FC Porto
O Betis venceu (3-2) o FC Porto, numa partida referente à 2.ª jornada da UEFA Champions League e que se realizou na noite desta quarta-feira, no Estádio La Cartuja, em Sevilha, e Pedro Henriques, especialista de A BOLA em arbitragens analisa desta forma a atuação de Clément Turpin, árbitro francês que dirigiu o encontro.
30’: Fora da área. A falta existe, mas o início é fora da área. Kiwior, com o seu braço direito, envolveu o tronco/pescoço de Troy Parrott, mas depois largou e voltou a insistir dentro da área, ainda que de forma mais ténue e inconsequente. Sem penálti porque foi fora da área, mas era seria livre direto.
40’: A forma que Borja Sainz escolhe para fazer a abordagem à bola, armando um pontapé de bicicleta, faz com que coloque a mão direita bem alta e numa posição que o leva a tocar o esférico, o que lhe permitiu, fruto desse gesto técnico por tirar partido dessa abordagem, jogar e controlar a bola, fazendo com que esta ficasse à sua disposição para o remate acrobático. Não se trata de o toque ser ou não deliberado ou acidental, trata-se da escolha que o jogador do FC Porto fez para abordar o lance e o local onde coloca a mão, toque e domínio que lhe permitem, fruto desse contato, fazer o pontapé de bicicleta. Boa decisão final em anular o golo, numa intervenção correta do VAR.
O VAR em dois momentos cruciais: golo anulado por mão de Borja Sainz e penálti claro de Francisco Moura.
40’: Mão. Golo bem anulado aos dragões por mão de Borja Sainz, Quando o extremo espanhol dos dragões se preparava para fazer o pontapé de bicicleta, já no interior da área contrária, acaba por tocar na bola com a sua mão direita. Bem o VAR a intervir e a reverter a decisão.
43’: Farioli advertido. Cartão amarelo mostrado ao banco dos dragões, mais concretamente ao treinador do FC Porto, provavelmente por protestos para com a equipa de arbitragem na sequência do golo anulado aos azuis e branos após intervenção do VAR.
45’: O árbitro deu três minutos de tempo extra na primeira parte, divisão que visou a recuperação de tempo perdido e que se justifica em função da ida ao monitor para as imagens do golo anulado ao FC Porto, situação que foi potenciada pelo VAR, que alertou o juiz para ir visualizar o lance para tomar a melhor decisão.
56’: Antidesportivo. Após o golo do empate dos dragões, e durante a comemoração, houve vários empurrões de ambas as partes e diversos comportamentos antidesportivos. Nesse momento, o árbitro da partida agiu disciplinarmente com três amarelos.
63’: Na boca. Alberto Costa, ao projetar a sua mão direita para trás e acertar em cheio na boca de Fran García (ficou a sangrar), e além do pontapé livre direto por falta atacante que foi assinalada, devia também ter visto cartão amarelo pela negligência e pela atitude e pelo gesto antidesportivo.
73’: Cartão amarelo mostrado a Alan Varela por agarrar de forma evidente o seu adversário, razão pela qual o médio argentino do FC Porto foi bem advertido pelo árbitro.
77’: Cartão amarelo para Dani Ceballos, que após falta assinalada a favor dos dragões pontapeou a bola para fora do local onde o lance estava a ser disputado. Um comportamento antidesportivo e que acabou por redundar na divisão sanção disciplinar.
Comportamento de alguns jogadores do Betis aquando da comemoração do primeiro golo dos azuis e brancos.
84’: Dois momentos de análise no lance em que o VAR chama o árbitro para assinalar penálti contra os dragões. Primeiro, na construção da jogada não há fora de jogo, é Alan Varela que valida a posição, e depois a infração no interior da área. Francisco Moura entra fora de tempo, não toca na bola e, ato contínuo, acaba por pontapear, com o seu pé esquerdo, precisamente o pé esquerdo de Ángel Ortiz.
84’: Penálti. Bem o VAR ao chamar o arbitro ao monitor, pois no interior da área dos dragões Francisco Moura tem uma entrada fora de tempo, não toca na bola e acaba por pontapear e rasteirar o pé de Ortiz. Na construção da jogada não há fora de jogo, Alan Varela coloca em jogo.
86’: Cartão amarelo bem mostrado a Santiago Gimenez, devido a uma entrada negligente do ponta de lança mexicano do FC Porto. Bem o árbitro ao exibir de pronto o cartão amarelo.
90’: O árbitro deu cinco minutos de tempo extra, em função das seguintes incidências do segundo tempo: seis paragens para substituições onde entraram dez jogadores, tal como cinco golos e a amostragem de seis cartões amarelos. Em dois momentos o árbitro ainda foi ao monitor para ver imagens.
90+3': Cartão amarelo bem mostrado a Ángel Ortiz por agarrar de forma evidente e ostensiva o adversário quando este tentava sair em transição rápida para o ataque.