Vitória espetacular do bicampeão europeu em casa dos ingleses #DAZNChampions
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Foi por jogos como este que inventaram a Liga dos Campeões (crónica)

Jogo fantástico. Primeira parte soberba dos bicampeões europeus, reação extraordinária dos ingleses no segundo tempo. Vitinha marcou um dos golos, Nuno Mendes sofreu penálti de Matheus Nunes

O PSG venceu o Manchester City, na ontem desta quarta-feira, no Etihad, por 4-2, em jogo da segunda jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, e voltou a mostrar que é candidato a conquistar a prova pela terceira época consecutiva.

O triunfo foi construído fundamentalmente graças a uma primeira parte de absoluto domínio. A formação dirigida por Enzo Maresca nunca encontrou antídoto para as jogadas envolventes dos bicampeões, que desenharam em Manchester jogadas de compêndio, daquelas que podem e devem ser lecionadas nos cursos de treinador, mas também podiam ser expostas numa galeria de arte.

O primeiro golo foi de extraordinária beleza, começando em tabelas junto à área de Safonov até acabar no remate de Doué que beneficiou da má leitura de Donnarumma, deixando o primeiro poste demasiado aberto.

Foram minutos de terror para o City. Porque não se encontrou com as marcações e os jogadores pareciam perdidos no carrossel de Vitinha, Fabián Ruiz, Akliouche e companhia. Primeiro golo aos 14', segundo aos 15': desta vez Dembelé a responder de cabeça à tabela longa na área com Doué.

Um minuto depois de Hakimi cabecear ao poste, Vitinha concluiu com remate em arco nova iniciativa coletiva que, como tantas outras, começou num roubo de bola em zona alta. Os adeptos franceses gritavam olé nas bancadas e o jogo terminava com um plano inclinado.

Maresca mexe. E bem

Maresca fez três alterações ao intervalo: apostou em Matheus Nunes a lateral-direito, Bouaddi no meio-campo e Ndiaye para o lado esquerdo do ataque. Tudo mudou. O Man. City ganhou intensidade, pressionou alto, teve alma e coração para acreditar numa recuperação histórica. Bolas nos ferros, golo de Haaland (tornou-se o melhor marcador de sempre do clube na Liga dos Campeões, ultrapassando Kun Aguero) e o Etihad fervilhava.

Mas Akliouche e Donnarumma trataram de refrear os ânimos: remate do francês, voo do italiano para defesa... para trás. Mesmo assim, o jogo não perdeu o rumo. O City continuou a somar oportunidades (o jogo terminou com 27-14 em remates para os ingleses), Haaland bisou, Nuno Mendes tirou em cima da linha um golo de Gvardiol e Safonov impediu o hat trick do gigante nórdico.

Ferran Torres anda falhou um penálti por falta de Matheus Nunes sobre Nuno Mendes (que jogada do lateral-esquerdo!), mas a contra-reação do City já não seria possível por falta de energia - e também porque a entrada de João Neves estancou o ímpeto da equipa da casa. É por jogos como este que inventaram a Liga dos Campeões.

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