Fernando Gomes e o caso CR7: «Os portugueses esperam que a situação possa ser resolvida a bem»
Fernando Gomes, antigo presidente da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), expressou o desejo de ver solucionado o diferendo que envolve Cristiano Ronaldo e a seleção nacional. Ainda assim, o dirigente, agora presidentte do Comité Olímpico de Portugal (COP), escusou-se a entrar em detalhes sobre o sucedido, justificando a reserva com o cargo institucional que ocupa atualmente.
«Acho que todos os portugueses têm essa esperança que a situação possa ser resolvida a bem e a contento de todos e fundamentalmente de Portugal», declarou o responsável, à margem de uma cerimónia no Porto.
O antigo presidente da FPF, que assumiu os comandos do COP em março de 2025, fez questão de sublinhar a sua postura de não ingerência nos assuntos federativos: «Não me quero imiscuir, não devo. Não gosto de comentar casos que não conheço, mais a mais nesta circunstância, em que sou presidente do Comité Olímpico de Portugal e não tenho por norma imiscuir-me em assuntos que dizem respeito às próprias federações.»
Fernando Gomes frisou ainda que, sempre que intervém em matérias relacionadas com federações desportivas, atua «fora dos holofotes», em contacto direto com os respetivos líderes, reiterando que, «neste caso concreto, e obviamente por razões que devem compreender, como presidente do Comité Olímpico, não me quero imiscuir».
Na última quarta-feira, Cristiano Ronaldo decidiu abandonar por iniciativa própria os trabalhos da equipa das quinas em Copenhaga, na véspera de a Seleção jogar com a Dinamarca, e poucos minutos depois da conferência de imprensa que o selecionador Jorge Jesus e Rúben Dias haviam referido que estava tudo bem.
A insatisfação do camisola 7 tivera origem no domingo anterior, em Oslo. Frente à Noruega, o capitão não foi utilizado e permaneceu no banco de suplentes, apesar de ter realizado exercícios de aquecimento durante quase todo o segundo tempo. Após o apito final, retirou-se visivelmente desagradado para os balneários e não voltou a integrar os treinos. Depois da conferência mandou chamar o seu avião privado e seguiu para Madrid.