FC Porto: saiba quem fará de Bednarek em Sevilha
O FC Porto prepara a deslocação ao Estádio De La Cartuja, em Sevilha, para defrontar o Betis, em jogo da Liga dos Campeões. Entre o planeamento tático e a gestão do plantel, a constituição do eixo defensivo apresenta-se como a principal dor de cabeça para a equipa técnica azul e branca, abrindo caminho para a aposta de Pablo Rosario como uma opção de forte probabilidade no onze inicial.
A lacuna na retaguarda portista nasce de um condicionalismo disciplinar herdado da época passada. Bednarek cumpre o segundo e último jogo de suspensão aplicados pela UEFA, consequência direta do cartão vermelho exibido ao central polaco nos minutos iniciais do encontro frente ao Nottingham Forest, referente à segunda mão dos quartos de final da Liga Europa da temporada passada. A ausência forçada do 'general' polaco retira um pilar de experiência e capacidade no jogo aéreo, obrigando a estrutura dragão a reconfigurar o seu setor recuado numa deslocação exigente a Sevilha.
Num cenário normal de gestão de plantel, o substituto natural para assumir a titularidade seria Nehuén Pérez. O internacional argentino deixou excelentes indicações na receção ao Manchester City, partida da ronda inaugural da Liga dos Campeões, na qual se exibiu a bom nível com intervenções decisivas no plano individual e na leitura dos espaços. Contudo, Pérez encontra-se na fase final da recuperação de uma lesão muscular, situação que coloca reservas quanto ao seu ritmo competitivo e aconselha prudência médica, reduzindo a margem para alinhar de início sem riscos de recaída.
As opções para o centro da defesa ficam ainda mais reduzidas devido às restrições de inscrição na UEFA. Tanto o jovem central Prpic como o mais recente reforço, o experiente Chris Smalling, não constam da lista enviada pelo clube para as competições europeias. Impedidos por via regulamentar de dar o seu contributo à equipa na partida a disputar na Andaluzia, deixam o setor recuado sem duas alternativas diretas que poderiam colmatar a vaga de Bednarek.
É precisamente pela capacidade de adaptação que Pablo Rosario ganha um peso substancial nas opções para o eixo central. Habituado a atuar como médio defensivo, o dominicano conta com uma rodagem considerável no miolo, mas ostenta no seu perfil a polivalência necessária para recuar até ao miolo da defesa. A sua capacidade de transporte de bola, o posicionamento rigoroso e a eficácia nos duelos tornam-no na solução mais sólida para conferir estabilidade à linha defensiva portista na deslocação a Espanha.
Com o recuo estratégico de Pablo Rosario para o eixo da defesa, abre-se inevitavelmente uma vaga no miolo da equipa, mais concretamente na posição de trinco. Esta deve ser ocupada por Alan Varela, que assumiu a titularidade na recente partida diante do Marítimo, ainda que com uma exibição que ficou longe de agradar plenamente a Francesco Farioli. O argentino surge como a única solução viável no atual plantel para cumprir as funções de pivot defensivo à frente do quarteto recuado, num embate europeu que se perspetiva de altíssima intensidade e elevada exigência física.
Com a margem de manobra reduzida no setor recuado e as adaptações forçadas na zona de construção, a aposta na dupla formada por Rosario na defesa e Varela no meio-campo surge como um teste de consistência e flexibilidade no palco milionário.
Caso se confirme a titularidade no eixo da defesa ao lado dos restantes elementos do setor, o camisola 13 terá a missão de travar os argumentos ofensivos do Betis e provar a utilidade da sua versatilidade no xadrez tático dos azuis e brancos.