Ulisses, antiga promessa do Fluminense - Foto: DR
Ulisses, antiga promessa do Fluminense - Foto: DR
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«Era mágico»: ofuscou Marcelo, perdeu-se nas drogas e morreu aos 39 anos

Ulisses chegou a eclipsar o futuro internacional brasileiro e lenda do Real Madrid na formação do Fluminense. Faleceu há mais de um ano, vítima de um enfarte, sem que nunca correspondesse às expectativas

Chegou a ofuscar Marcelo na formação do Fluminense, mas perdeu-se nas drogas e morreu aos 39 anos, em junho de 2025. É esta a trágica história de Ulisses Alves da Silveira, antigo lateral formado nas escolas do Fluminense, que perdeu a vida na sequência de um enfarte súbito a poucos metros da sua residência, em São Gonçalo, no estado do Rio de Janeiro. O antigo jogador teve morte imediata, colocando um ponto final trágico numa história de vida marcada por um talento precoce que não resistiu aos problemas extra-campo.

Dois anos mais velho do que Marcelo, Ulisses chegou a eclipsar o futuro internacional brasileiro e lenda do Real Madrid durante a passagem pela academia de Xerém. O potencial do defesa era de tal ordem que um dos seus treinadores na formação tricolor chegou a rotulá-lo como «mágico». Contudo, enquanto Marcelo se afirmava na equipa principal antes de rumar à Europa para construir uma carreira histórica, o percurso de Ulisses conheceu um rumo radicalmente oposto.

A transição para o futebol sénior deu-se em 2006, mas a prometida afirmação nunca se concretizou. O próprio Marcelo reconheceu publicamente a influência desse momento na sua trajetória: «A falta de continuidade do Ulisses foi o que me abriu as portas.»

Sem espaço no Fluminense, Ulisses seguiu por empréstimo para o Juventude e teve uma passagem pela Turquia ao serviço do Kasimpasa. Esteve igualmente muito perto de reforçar o Vasco da Gama, mas o negócio acabou abortado pela estrutura do clube após o jogador não ter comparecido na pré-temporada.

Em declarações recentes à Globo, a mãe do ex-futebolista, Veronica da Silva Alves, abordou a luta do filho contra a dependência das drogas, fator que debilitou severamente a sua condição física. «Saía e não comia. Era complicado. Isso debilitou-o», recordou, admitindo o impacto desse declínio apesar de não haver ligação médica direta entre as substâncias e a paragem cardíaca. «Nem gosto de pronunciar o nome dele. É uma dor eterna», desabafou.

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