Defesa do Betis destaca o poder de fogo do FC Porto
SEVILHA — O respeito pelas rotinas ofensivas do FC Porto dominou a intervenção de Marc Bartra na antevisão ao duelo europeu desta quarta-feira. O experiente defesa-central espanhol dissecou a estrutura dos dragões e colocou o nível de alerta no patamar máximo, avisando que a formação portuguesa não é do tipo que se encolhe em terreno alheio.
«A verdade é que é uma equipa que, com bola, está acostumada a atacar. Não só tem uma boa saída de bola, como também ataca com jogadores de muita qualidade e desequilibradores na frente», sublinhou o defesa, travando de imediato qualquer tentativa de individualizar os perigos da linha avançada portista: «Não quero destacar nenhum jogador porque, no final, há muitas boas individualidades. Vai-nos exigir a nossa melhor versão, tanto sem bola, como com bola, para podermos competir com eles ao máximo e tirar um muito bom resultado. É para isso também que treinamos todos os dias e queremos ir ganhar o jogo.»
Veterano em noites de alta rotação continental, depois de várias campanhas na Liga dos Campeões ao serviço de Barcelona e Borussia Dortmund, Bartra reconheceu que a travessia com as cores béticas ganha uma dimensão afetiva diferente perante um teste deste calibre.
«É um privilégio total jogar a Champions. É verdade que tive a grande sorte de o fazer com o Barça em anos muito bonitos, também no Borussia Dortmund. Mas fazê-lo com o Betis, depois de tantos anos de crescimento, faz com que tenhas esse sentimento de pertença muito bom, que o torne ainda mais especial», assumiu, abraçando o peso do momento: «Encarar esse grau de responsabilidade é um privilégio. Essa responsabilidade encanta-me. Vivi-o desde bastante jovem e vivê-lo agora com essa plenitude é algo muito bonito.»
Num balneário onde vários elementos se estreiam nestas andanças, o central fez questão de afastar a pressão dos ombros dos companheiros com menos rodagem: «O melhor exemplo que podemos dar é fazer o que nos toca fazer em cada momento, nem mais, nem menos. Os que levamos mais tempo, os que estamos mais acostumados a jogar este tipo de jogos, devemos fazer o que nos compete. É o melhor exemplo para que tenham essa tranquilidade e se soltem. No final, são jogadores que mostram muitíssimo nível e devem continuar com essa dinâmica.»
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