De cortar à faca: crise instalada no Nápoles com tensão entre Allegri e De Bruyne
A deslocação do Nápoles ao terreno do Vilarreal expôs uma noite de forte crispação entre Massimiliano Allegri e Kevin De Bruyne durante o encontro da Champions. Em pleno relvado, a quebra de comunicação entre a liderança técnica e a principal referência criativa espelhou as dificuldades dos italianos, numa fase particularmente exigente da temporada.
Ao longo da primeira parte, o técnico tentou insistentemente chamar a atenção do internacional belga aos gritos. O objetivo do treinador, reporta a Gazzetta dello Sport, passava por recuar o raio de ação do médio para a zona de construção, procurando novos caminhos ofensivos e libertando McTominay para áreas mais adiantadas.
O ex-Manchester City, contudo, ignorou as instruções, não olhou para o banco e manteve-se adiantado no terreno de jogo entre gestos e protestos com os braços, apontando para a baliza contrária por entender que seria mais influente perto do último terço. A atitude deixou o treinador furioso.
Embora Allegri tenha procurado desvalorizar o episódio no final da partida perante as câmaras de televisão, afirmando apenas «Não nos entendemos», o ambiente nos bastidores é de grande tensão, escreve o mesmo jornal. As críticas do técnico estendem-se também a outros elementos mais experientes do plantel. O apelo à responsabilidade feito após a deslocação a Florença teve efeito apenas no triunfo de sábado frente ao Frosinone, voltando a desvanecer-se em Espanha.
Após o regresso a Itália, a comitiva napolitana seguiu diretamente do aeroporto para o complexo de Castel Volturno para analisar os erros cometidos. Com a equipa pressionada a reagir, as atenções viram-se agora para os compromissos frente ao Veneza e ao Bodo/Glimt, onde apenas o triunfo interessa. Allegri já tinha deixado o aviso bem claro no rescaldo europeu: «Se não mudarmos de atitude, em Veneza saímos com os ossos partidos.»