Treinador do Benfica não passou ao lado da polémica que assolou a Seleção Nacional, na conferência de imprensa de antevisão ao jogo com o V. Guimarães
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Cristiano Ronaldo, derrota com o FC Porto e ausentes: Marco Silva responde a tudo

Treinador dos encarnados fez a antevisão ao duelo deste domingo, frente ao Vitória - 8.ª jornada do campeonato

— Como é que regressaram os internacionais? Alguma baixa para o jogo deste domingo?
— Sim, teremos... temos algumas baixas. Os jogadores foram chegando, não todos no mesmo dia, a conta-gotas, assim posso dizer. Fomos recebendo, fomos analisando. Houve contacto também da nossa parte quer individualmente com os jogadores, quer com as federações, com as equipas médicas das federações e técnicas. É constante e nós vamos ficando a par de tudo o que possa acontecer na seleção, não só no regresso, mas para ter uma reavaliação da nossa parte. E foram chegando. Uns mais cedo, depois o último a chegar foi o Prestianni. Na hora que chegou, no dia em que chegou. Mas, falando diretamente e falando diretamente dos jogadores que poderão ter algumas condicionantes após os jogos da seleção, há a questão do Banjaqui. Não sendo nada de grave, irá estar de fora do jogo de amanhã. Tem um desconforto a nível muscular. Sentiu no último jogo nos sub-21. Há a questão do Kaminski também. Esses sim são os jogadores... Haveria... Nós já revelámos a questão do Sudakov. A imagem e as queixas no momento era... parecia-nos... levava-nos a uma situação que podia ter um pouco mais de gravidade. Tem vindo a treinar, tem vindo a fazer um esforço muito grande para poder estar disponível. Até hoje e até este momento o que posso dizer é que o Sudakov vai estar entre os convocados para o jogo. E os outros dois jogadores estarão fora. O Lenglet, como vocês já têm conhecimento, cumpre castigo e a questão do Barrenechea, que recupera de operação, também.

— Jhon Durán foi mencionado por Fred, ex-jogador do Fenerbahçe, num podcast. Fred disse que na altura o Jhon Durán dizia que não precisava de correr nos treinos porque já está rico. Gostava de lhe perguntar se de facto foi este Jhon Durán que encontrou no Benfica?
— Conheço bem o Fred [internacional brasileiro] e sei o tipo de jogador... mas nem tanto de jogador, da personalidade que tem. Se vocês olharem bem para para a forma como aquele podcast estava a ser realizado e a amena cavaqueira que estavam a levar, tirar dali um tema, a mim parece-me um bocado exagerado, sinceramente. Isso compete a vocês e fazer ou não disso notícia, mas é... foi a forma como o Fred quis naquele momento... quis naquele naquele momento encarar ou levar a conversa, uma conversa em amena cavaqueira quase, como amigos. Mas se vocês acham que isso é notícia... O Fred também disse que ele jogava... que gostava que ele tivesse no seu melhor, falou do potencial dele, falou de muita coisa e naturalmente retirou-se o mais negativo. Em relação ao Durán, o que eu conheço do Durán enquanto adversário, meu adversário durante alguns meses... Quando esteve no Aston Villa e o impacto que teve, lá e depois naturalmente teve três passagens... duas passagens não muito positivas por dois clubes diferentes. Desde que chegou ao Benfica tem tido o comportamento que tem que ter para para jogar, para estar nesta casa e para jogar connosco.

— Como olha para tudo o que se passou e passa com Cristiano Ronaldo e a Seleção? Prejudica o futebol português e a imagem do futebol português?
— Vou ser muito direto nessa questão. Eu, como treinador do Benfica, não tenho todos os dados. Falou-se muito e foi pela dimensão da nossa seleção, pela dimensão do Cristiano. Tomou proporções em termos de comunicação social enormes em Portugal e fora de Portugal. E naturalmente nós ligamos e seguimos muito mais no nosso país, mas a nível mundial, pela dimensão que o Cristiano tem, atinge patamares elevadíssimos. Já foi falado, e se calhar até demais, mas eu percebo a dimensão do caso. Como treinador do Benfica não tenho os dados todos para estar a fazer comentários. Não gosto muito também quando fazem comentários sobre a nossa casa não tendo todos os dados. Muitas vezes sobre os nossos jogadores, e não têm todos os dados. E eu não tenho os dados. Eu quero é o melhor para a Seleção. Em tudo o que eu puder ajudar… e o suporte da minha parte é total, e quero que esteja tudo bem e que possamos estar cada vez mais fortes para ganhar jogos; e esperar que as coisas se resolvam da melhor forma para o nosso país.

— Habitualmente as equipas com muitos internacionais ressentem-se logo no primeiro jogo dos campeonatos. Teme que tal aconteça amanhã?
—  É uma realidade, é um facto. Nós andamos há muitos anos a este nível e sabemos perfeitamente que os jogos após as competições europeias, ou quando temos durante algum tempo... é a primeira vez que estamos a experimentar uma situação destas, em que em vez de duas semanas apenas à terceira semana voltamos a jogar. Chegámos a ter só seis jogadores para trabalhar da equipa, tirando os jogadores da equipa B. Acabámos por ter 16, 17, 18 dias alguns jogadores fora daquilo que é o contexto Benfica. E naturalmente não é agradável, mas é o que é, é o calendário. Compete-nos a nós trabalhar dentro do tempo que temos, alertar os jogadores para aquilo que é o mais importante neste momento, que é o foco, que é novamente atingir os patamares de exibição e de intensidade que nós queremos no nosso jogo e esse é o nosso trabalho. O nosso trabalho, juntamente com aquilo que é a exigência do clube em que estamos e do profissionalismo que temos que ter. Percebo a questão e possivelmente é um facto. Jogadores que chegam mais tarde, jogadores que têm viagens longas. Acabaram por em 15 dias jogar quatro jogos, o que não é muito também habitual numa paragem de seleção jogarem quatro jogos, alguns dos nossos acabaram por jogar esses quatro jogos, outros nem tanto. Compete-nos, e desde a última quarta-feira, terça, quarta-feira que o estamos a fazer: reagrupar, relembrar alguns daqueles que são os nossos princípios, que independentemente de todos os jogadores saberem, não ter rotinas de trabalho acabam por algumas coisas se dispersar. É voltar a outro contexto. Foi importante para nós estes últimos três dias, praticamente já com o grupo todo, para podermos trabalhar e podermos estar ao nosso melhor nível no jogo de amanhã com o Vitória.

— Em sete jogos o Vitória tem apenas uma vitória. É para si o Vitória mais fraco dos últimos anos? E já agora, o caso de Cristiano Ronaldo prejudica ou não prejudica o futebol nacional lá fora?
— Em relação a essa questão, importa-me mais se nos prejudica aqui dentro. Nós temos que olhar para nós enquanto país que tem grande qualidade a nível de futebol, que tem capacidade para produzir grandes talentos e que tem capacidade de ser competitivo ao mais alto nível. E para nós é muito mais importante protegermo-nos a nós mesmos enquanto país, enquanto um país que tem grande capacidade a nível futebolístico, independentemente de não ter as condições financeiras de outros campeonatos. Isso é o mais importante, e a partir do momento que fazemos isso internamente, externamente será... seremos bem vistos, como já somos e com gente que reconhece a qualidade que temos.O Vitória… É difícil para mim ter essa avaliação e isso seria um erro muito grande. Todos nós sabemos que o Vitória é um clube tem características muito especiais, um clube que pela dimensão da massa adepta, pela exigência que tem… Pelo impacto que tem nos três grandes, o Braga pelo crescimento que tem tido também, mas o Vitória acaba por ter características muito próprias enquanto clube e quem joga naquele clube ou quem trabalha naquele clube sabe perfeitamente aquilo que eu estou a dizer neste momento. E a qualquer momento é um clube que tem capacidade, quer por aquele apoio enorme que tem, pela exigência enorme que tem também pela sua massa adepta. É difícil ainda fazer essa análise [o Vitória mais fraco], nunca a iria fazer. O que é importante é o presente, o que é importante é analisar aquilo que é o Vitória neste momento. É uma equipa que não tem tido bons resultados, mas que tem tido em alguns jogos um caudal ofensivo muito grande. Uma equipa que não tem sido muito eficaz em alguns momentos e que naturalmente quer reagir. E todo o respeito pelo pelo Vitória, aquilo que pode apresentar. Mas olhando para nós, que é aquilo que nos compete, nós também temos que reagir. Não esquecer que nós vimos de um resultado negativo, um resultado que para nós tem peso e isso para mim é que é o importante, com todo o respeito que tenho pelo Vitória. Reagir... Nem tanto em termos de exibicionais, porque o jogo [com o FC Porto] teve características muito específicas, em que acabámos a jogar mais de uma hora com menos um jogador e nós tivemos que reagir. Vimos de um resultado negativo e nesta casa não se pode... Não se pode encarar isso da melhor forma. Temos que encarar com... uma ambição muito grande no jogo seguinte. Tivemos uma paragem longa, que não é o melhor após um resultado negativo. Por isso, voltamos a jogar no Estádio da Luz após... parece que foi há pouco tempo, mas já lá vai praticamente um mês. Voltar a sentir novamente a aquilo que é a envolvência do Estádio da Luz connosco, os adeptos. E nós temos que fazer a nossa parte, que é desde o primeiro minuto demonstrar o que temos vindo a demonstrar em termos exibicionais, em termos de atitude, em termos de exigência para connosco enquanto equipa e naturalmente, com todo o respeito pelo adversário, se o Vitória quer reagir após um um mau começo de temporada, nós temos que reagir obrigatoriamente após um resultado negativo.

— Trubin jogou pela seleção, Samuel Soares não. O tema da titularidade na baliza do Benfica está em aberto para este jogo? E Bah está disponível para jogar?
— Pelo menos até até este momento, o Bah... O Bah tem vindo a treinar com a equipa, fez um esforço tremendo para estarmos juntos de regresso. Há que realçar não só a capacidade de trabalho do Bah, a capacidade do seu profissionalismo na forma como, juntamente como os departamentos do clube, e connosco, conseguimos colocá-lo a um nível... ao seu nível para jogar no Dragão, na forma como jogou. E a forma como ele reagiu, a forma como ele foi capaz de jogar os noventa e picos minutos. Para nós é muito importante e há que realçar isso. Teve um ou outro momento em que sentiu algum desconforto. Voltou da seleção e nós fizemos o trabalho que tínhamos que fazer aqui com ele. Este tempo, por exemplo, para ele foi importante, permitiu que ele recuperasse do tal desconforto que tinha. Fisicamente também foi importante para nós trabalharmos com ele. E isto tudo correu dentro da normalidade, estará disponível para o jogo de amanhã. Em relação à questão que me falou do Trubin ter jogado mais que o Samu... Para já, satisfeito por o Trubin ter jogado, essa é a primeira análise que faço, satisfeitos por ele ter feito duas exibiçõesz. Não jogou os quatro jogos, mas jogou dois jogos e as duas exibições que fez. E o Samu não jogou na seleção. Ia para a seleção portuguesa, por acaso também não é um guarda-redes qualquer o titular, talvez seja um dos melhores guarda-redes do mundo, e é o que é. O Samu está muito satisfeito de ter sido chamado à Seleção. É importante para ele chegar àquele nível. Nós estamos satisfeitos por a qualidade dele ter tido esta... ter sido capaz de ter sido chamado e as pessoas terem confiança nele para ser chamado à Seleção. É uma competição entre entre os três. Não só entre os dois, tenho referido várias vezes aqui a questão do Diogo [Ferreira] também, que também fez um jogo pelos sub-21. Isto é que é importante, temos capacidade para formar jogadores e se podermos ajudar as seleções ainda melhor.

— Trabalhou estas três semanas no Seixal com Jhon Durán, Soffiane El Karouani e Claudio Echeverri. Eles estão mais preparados para dar uma boa resposta?
— O Soffiane e o Claudio precisavam de mais te,po connosco, o Jhon é uma quetsão diferente. Ele precisa de tempo de jogo, tem tido algum, fez alguns jogos como titular do do Benfica, não tem tido a regularidade do Pavlidis. O Pavlidis tem tido um início de época tremendo e não há que esconder. E quando temos um jogador num nível altíssimo em termos de de exibições e de golos, quem está em busca do lugar naturalmente vai ter menos. Mas isso acontece em todas as equipas. Mas o John tem tido mais... Teve mais jogo que os outros dois. Chegou muito mais cedo, fez parte da pré-época connosco também, o que permitiu que ele já tivesse jogos da da Liga Europa nas qualificações que jogámos e muito mais intenso em jogos do campeonato que os outros dois, o que foi importante. Foi importante para eles, por exemplo, o John acabou por não estar no jogo à porta fechada no jogo que fizemos [com o Estoril], por estar com algumas condicionantes. Para os outros dois sim, foi muito importante. Para o Cláudio muito mais, até para perceber aquilo que era a dinâmica que nós queríamos, para dar minutos num jogo, não sendo oficial, num jogo diferente. Acabou por aproveitar muito bem este tempo que esteve connosco e que não foi à seleção para se libertar um pouco mais, para conhecer mais, para ter aquele tempo que é importante estar connosco, independentemente de só termos seis, sete, oito jogadores a trabalhar connosco. E Soffiane acabou por ser igual também. Não foi chamado à seleção e esteve connosco; ambos aproveitaram este momento e posso dizer que neste momento estão mais preparados, independentemente do Soffiane já ter jogado a titular no jogo com o Milan da Liga Europa. Foi importante para eles, também para para o próprio Manu, e outros jogadores que não têm jogado tanto, estarem com com a equipa e terem mais minutos.

— Falta margem para errar na perseguição ao FC Porto?
— Nós temos é que ganhar jogos. Nós tínhamos na última jornada o objetivo claro de subir ao primeiro lugar. Era esse o nosso objetivo, é para isso que nós olhamos. O objetivo claro, como em todos os jogos, era ganhar o último e poder estar numa posição que é para para aquela que nós olhamos na tabela. Neste momento, podendo ser mais ou menos difícil olhar para a tabela, nós não temos outra solução que não seja ganhar jogos. Se estivéssemos numa posição que era agradável olhar para a tabela, a nossa única solução era ganhar também, e a pressão está sempre presente. Quer estejamos a olhar para baixo, quer estejamos a olhar noutra direção. Sou treinador num clube desta dimensão, que joga para disputar todos os jogos para ganhar, e tem que os ganhar para conquistar títulos. Portanto, sendo agradável ou menos agradável, indo em primeiro ou não, é muito mais importante focarmo-nos na solução, que é ganhar os nossos jogos, continuar a ganhar, melhorando enquanto equipa, ter uma identidade clara. E foi isso que nos fez ter um futebol que nos permitiu ser fortes e ser muito competitivos e, mesmo num jogo em que em que não ganhámos e o resultado foi negativo para nós, acho que esteve claramente presente tudo o que é a nossa capacidade, claramente com 11 e depois numa circunstância muito difícil de jogar mais de uma hora com 10 jogadores também. E conseguimos demonstrá-lo. E isso é que é o importante. E depois evitar algumas coisas em alguns momentos. E depois há questões que nós não controlamos, e não quero ir por aí. Mas se nós tivemos algumas culpas dentro do que foi o resultado, há que encará-lo de frente, olhar de frente, e a solução é melhorar, e a solução é ganhar jogos, que é para isso que nós estamos e trabalhamos nesta casa.

— Esta longa pausa também teve aspetos positivos?
— «Sendo honesto na resposta, se pudesse evitá-la tinha evitado. Apesar... apesar de termos tido duas, três semanas sem competição, quando tens um resultado negativo... é pesado. Acaba por encarar-se... queres jogar rapidamente, sentir a adrenalina do que é jogar novamente, ter resultados positivos, se podermos estar com os nossos adeptos ainda melhor, jogar no Estádio da Luz, isso é que era... Se me perguntasse o que era mais indicado para nós, seria isso. Mas o calendário está lá, nós já sabíamos que ia acontecer. Encarámos de uma forma normal. Independentemente de não haver competição, o pensamento está sempre em que podemos melhorar. Foi uma pausa, é acima de tudo para alguns jogadores. Mas estivemos sempre em trabalho, estivemos a preparar aquilo que era o resto dos jogadores, acompanhar também. Não é só deixá-los ir, é acompanhar também tudo o que são as as suas exibições, o que é que estão a fazer a nível internacional. Para nós acalmámos um pouco aquilo que era a dinâmica de jogar de três em três dias, mas é por pouco tempo, que vem novamente uma fase realmente competitiva para nós. Esta pausa foi muito mais importante para aqueles jogadores que falámos há pouco. Alguns jogadores que tinham chegado mais tarde ao nosso clube e para esses sim, foi importante, para se integrarem melhor, e acredito que estão mais bem preparados.

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