Margarida Balseiro Lopes, Ministra da Cultura, Juventude e Desporto
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Caso Cátia Azevedo: ministra condena discriminação de atletas por maternidade

Margarida Balseiro Lopes confrontada com o tema no parlamento após uma intervenção de Inês Sousa Real, deputada do PAN

A Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, condenou qualquer tipo de penalização ou discriminação dirigida a atletas que tenham sido mães, na sequência do processo que ditou a saída de Cátia Azevedo do Sporting.

A governante foi confrontada com o tema no parlamento, durante um debate dedicado à política setorial, após uma intervenção de Inês Sousa Real, deputada do PAN, que questionou a tutela sobre o afastamento da recordista nacional dos 400 metros poucos meses depois de ter sido mãe.

«Não vou comentar nenhum caso em concreto, cujos detalhes eu não tenho e creio que a senhora deputada não tem. O que é que eu lhe posso dizer? Que condeno qualquer discriminação de uma atleta ou de uma trabalhadora que, em resultado de ter sido mãe, possa por isso ser penalizada», afirmou Margarida Balseiro Lopes.

Após 18 anos a representar os leões, a recordista nacional dos 400 metros assume ter ficado desiludida pela forma como foi tratada pelo diretor técnico do atletismo leonino, que lhe tinha assegurado na última renovação que manteria até 2028 as mesmas condições contratuais, mas que agora falhou a palavra, como confessou em conversa com A BOLA.

«Não estava à espera de viver esta situação. Para começar, é fundamental que as pessoas percebam que eu não ia sair de um clube no qual estou há 18 anos, depois de ter sido mãe só porque sim. Isso não aconteceria se me tivessem dado as mesmas condições que eu tinha. Numa primeira reunião que tive com o Paulo Reis e o Miguel Afonso, vice-presidente do clube, foi-me apresentada uma proposta de um ano com redução do valor, o que eu rejeitei logo», referiu.

A Ministra da Cultura, Juventude e Desporto salientou que está «atualmente, em auscultação pública, legislação estruturante do desporto», defendendo que esta é «uma matéria que poderá, muito provavelmente, merecer contributos». Margarida Balseiro Lopes lembrou que o Comité Olímpico de Portugal direcionou recentemente, no âmbito do contrato-programa de desenvolvimento desportivo, cerca de 2,2 milhões de euros «para financiar a prática desportiva feminina, que poderão também ajudar a suportar projetos precisamente nessa dimensão».

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