Bruno Fernandes esteve perto de marcar por duas ocasiões, mas esteve longe de segurar o jogo - Foto: Angel Perez/IMAGO
Bruno Fernandes esteve perto de marcar por duas ocasiões, mas esteve longe de segurar o jogo - Foto: Angel Perez/IMAGO
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Atlético Madrid expôs (outra vez) as fragilidades do Man. United (crónica)

'Colchoneros' superiores. Bruno Fernandes teve dois golos nos pés. Leny Yoro expulso

O Atlético Madrid venceu, na noite desta terça-feira, o Manchester United, em casa, por 2-0, em jogo da 2.ª jornada da fase de liga da Liga dos Campeões, reforçando uma tendência recente da história: nunca os red devils conseguiram ganhar à formação espanhola, e muito menos conseguiriam-no agora: estão muito longe, em muitos aspetos, da equipa dirigida por Diego Simeone.

Michael Carrick apresentou-se sem ponta de lança na capital espanhola, apostando em Bruno Fernandes mais encostado à direita do ataque e tendo Mbeumo como referência mais ofensiva.

Mas apostados em homenagear o colega e capitão Koke, que saiu do estágio devido à morte da mãe, os homens do Atlético Madrid não podiam começar melhor: no primeiro minuto de jogo, Pablo Barrios (que será o futuro Koke) chegou ao 1-0, na sequência de uma excelente jogada em profundidade aprimorada por Alex Baena e concluída pelo médio, mas que também refletiu as dificuldades dos ingleses em defender.

Num estádio que ainda assobia Julián Álvarez, o desenho das jogadas do Atlético era claro: evidenciava método, ao contrário do Man. United, que foi sempre uma equipa de impulsos e repelões. Mas que mesmo assim esteve perto do empate por duas ocasiões, com o mesmo protagonista: aos 12', Mbeumo atirou ao lado perto de Oblak; aos 24' permitiu a mancha do esloveno.

Com Bruno Fernandes demasiado preso ao corredor, o United passou mais tempo sem bola (42% no total), o que tendo como adversário uma equipa que não é o paradigma da posse, revela alguns problemas estruturais. Os colchoneros chegaram ao intervalo a vencer, mas a margem parecia curta. Porque antes Grimaldo atirara um livre ao poste e, depois, Cardoso viu um golo anulado por mão de Llorente no início da jogada. Mas o processo não enganava sobre quem era superior.

O início da segunda parte não trouxe mudanças: o Atlético a dominar e o United a aparecer a espaços na área adversária. Álvarez rematou ao poste aos 54', mas Bruno Fernandes teve o golo nos pés três minutos depois, falhando o chapéu a Oblak por pouco.

A superioridade não era retratada em números. E novamente em jogada individual, Bruno Fernandes atirou à trave, num cruzamento/remate intencional para enganar Oblak, que ficou estático a ver a bola do português bater no ferro.

Mas as abertas no último terço do Man. United e as dificuldades em defender na profundidade (foram muitas as tentativas dos espanhóis em explorar esta debilidade) voltaram a tramar a equipa de Michael Carrick: lançado na passada, Jonathan David foi agarrado por Leny Yoro e, após indicação do VAR, o central recebeu ordem de expulsão aos 75'.

Foi uma questão de tempo até surgir o segundo: Lookman foi o autor da confirmação, quatro minutos depois, numa recarga a defesa de Lammens (um dos melhores do Man. United).

Matheus Cunha ainda entraria em campo para o lugar de Bruno Fernandes, aos 80', e seria dos seus pés a última oportunidade do jogo, obrigando Oblak a uma ótima defesa com a perna direita. Em oportunidades de golo o jogo até foi equilibrado, mas no intervalo das bolas nas áreas houve uma enorme distância.

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