Festejos da Coreia do Sul após o apito final
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Após festejos excessivos, Coreia do Sul vai reavaliar isenções do serviço militar

Sob pressão, ministro do Desporto sul-coreano, Hwi-young Choi, assume o compromisso de rever o atual regime de isenções, um sistema em vigor há mais de 50 anos

A conquista da medalha de ouro por parte da seleção de futebol da Coreia do Sul, da qual fazia parte Hyun-ju Lee, jogador do Arouca, nos Jogos Asiáticos, consumada na última sexta-feira, transformou-se no centro de uma forte controvérsia política e governamental no país. O comportamento de alguns jogadores, visados devido a uma celebração considerada excessiva por terem assegurado a dispensa do serviço militar obrigatório, colocou o ministro do Desporto sul-coreano, Hwi-young Choi, sob pressão.

Confrontado com o descontentamento gerado em torno do episódio, o governante assumiu o compromisso de rever o atual regime de isenções, um sistema em vigor há mais de 50 anos. Na Coreia do Sul, a legislação impõe a todos os homens o cumprimento de 18 a 21 meses de serviço militar obrigatório antes de completarem os 28 anos de idade. Não obstante, o Estado contempla exceções destinadas a cidadãos de mérito reconhecido nas áreas da arte e do desporto. No âmbito desportivo, qualquer atleta que suba ao pódio nos Jogos Olímpicos ou alcance o ouro nos Jogos Asiáticos fica livre do dever militar.

Recorde-se que este benefício já tinha contemplado nomes de relevo como Son, ex-avançado do Tottenham e figura incontornável da seleção principal, tendo o mesmo desfecho sido agora alcançado pela seleção de sub-23 com o triunfo na presente edição da prova continental.

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