Apelido de antigo goleador de Vitória e Sporting: é cada Casca(vel) de banana...
Nas épocas 1985/86 e 1986/87 houve um Cascavel a brilhar em Guimarães: Paulinho. Era brasileiro. E ponta de lança. Fez 60 golos em 76 jogos pelos vimaranenses. Já tinha jogado no FC Porto e alinhou, depois, três épocas no Sporting e outra no Gil Vicente.
Agora temos mais um Cascavel no futebol português. Rodrigo. Extremo. Com a curiosidade de ser natural de... Guimarães. E foi ao serviço do Vitória que o avançado português começou a sua formação, processo que concluiu, depois, no Moreirense e no Tondela. No conjunto beirão estreou-se enquanto sénior (2023/24), mas o seu potencial nos grandes palcos saltou para a ribalta na temporada passada, por ocasião do empréstimo à Académica. Nessa caminhada, Rodrigo Cascavel, agora com 21 anos, brilhou com as cores da Briosa: 29 jogos, sete golos e cinco assistências. Registos que ajudaram (e de que maneira!) os estudantes a alcançarem o seu principal objetivo, entenda-se, subir da Liga 3 à Liga 2.
Após o andamento em Coimbra, chegou, pois, a hora do regresso a casa. O Tondela, que também compete no segundo escalão nacional — e tem legitimidade para alargar horizontes e pensar nos lugares cimeiros para poder lutar pela promoção à elite lusa —, não perdeu tempo em reintegrar o extremo e colocá-lo à disposição de Ricardo Costa no plantel para 2026/2027. E em boa altura foi tomada essa decisão, pensarão, por certo, os adeptos dos auriverdes. Rodrigo Cascavel tornou-se um indiscutível na estratégia do técnico e foi titular nos oito jogos (sete para a Liga 2 e um para a Taça de Portugal) já realizados pelos beirões na presente campanha.
Rápido que nem uma flecha, Cascavel tem uma versatilidade que lhe permite jogar em qualquer um dos flancos do ataque (não sendo também de descurar a sua presença em zonas centrais, quer no apoio ao ponta de lança, quer mesmo como referência ofensiva, se disso houver necessidade), mas é, claramente, a partir dos corredores que se sente mais confortável. Porque nesses momentos assume os lances de um contra um, em espaços reduzidos, e, quando inspirado, já parte para os duelos com vantagem. Se o coletivo necessitar de esticar jogo para tentar sair de outra forma para o processo ofensivo, então Cascavel é um dos principais alvos dos companheiros de equipa no ataque à profundidade. Porque anda sempre em excesso de velocidade...
A sagacidade que apresenta junto às laterais é a mesma que transporta para terrenos interiores, já que, sem bola, analisa bem os momentos em que deve fugir às marcações para se acercar das zonas de finalização. Dois golos e uma assistência em cinco jogos significam que com Rodrigo Cascavel ao seu nível o Tondela está sempre mais perto de vencer. E de subir...
Velhos são os trapos
Diz-se no futebol que as carreiras dos guarda-redes podem ser mais prolongadas. Mas não só. Porque há outras posições que também podem ser preenchidas com alta qualidade... independentemente da idade dos jogadores. É o caso de Gonçalo Silva.
O experiente defesa-central, de 35 anos, mantém a mesma regularidade que sempre demonstrou ao longo da carreira e com isso ganha (agora) o Farense. Regressado esta época aos algarvios (que já tinha representado entre 2022 e 2024), o centralão é a voz de comando do setor mais recuado, mas também dita leis no ataque: três golos em sete jogos.
Djassi causa... Dân(i)o
São apenas 20 anos, mas muito futebol nos pés. Danio Djassi é um extremo guineense que cumpre a terceira época no Portimonense e que faz da velocidade e da qualidade técnica os seus pontos fortes.
Titular em seis dos oito jogos que já contabiliza na campanha em curso, Djassi olha para os adversários sempre com o objetivo de tirar um coelho da cartola e levar a melhor nos duelos individuais. Mas também sabe pisar terrenos interiores e visar a baliza (dois golos) ou servir os colegas (duas assistências) quando estes estão em melhor posição. Estamos a falar de um diamante em bruto...
Zohi(sso)? E já é muito...
Depois de uma época bem conseguida ao serviço do Torreense, Kévin Zohi rumou, esta temporada, à Académica, cedido pelo emblema do Oeste, e rapidamente se impôs na equipa de António Barbosa.
O internacional maliano, de 29 anos, é uma seta nos corredores ofensivos (joga preferencialmente pela esquerda), mas, se houver essa necessidade, também pode alinhar como ponta de lança. Já leva dois golos em três jogos — faturara numa dezena de vezes ao serviço dos azuis-grená, na campanha finda — e será peso-pesado para a Briosa nesta edição da Liga 2. Kévin, é Zohi(sso) ou ainda há mais?...