Alexandre Santos, treinador do Nacional. -Foto: NACIONAL
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Alexandre Santos: «Queremos pontuar e vamos jogar para ganhar»

Treinador do Nacional aborda ciclo de derrotas, mudança tática e a exigência de ser perfeito em Vila do Conde, frente ao Rio Ave

O Nacional desloca-se a Vila do Conde para defrontar neste domingo o Rio Ave, com o intuito de anular a sequência de cinco derrotas consecutivas. A equipa madeirense aproveitou a paragem para os compromissos das seleções nacionais para reajustar processos e conceitos táticos, com o treinador Alexandre Santos a sublinhar o impacto positivo deste período de trabalho sem competição, devido à pausa para as seleções.

«Sim, sem dúvida, foram três semanas seguidas, onde esta última já foi de preparação estratégica para o jogo. Mas foi, como que diria, uma mini pré-época muito importante para mim e para todos os jogadores e equipa técnica, porque conhecemos melhor neste momento o potencial de cada um, afinámos muitas coisas que já tínhamos e que já vínhamos a trabalhar, mas que foi possível trabalhar com mais consistência, com menos pressão do jogo e das questões estratégicas para o jogo, para solidificarmos mais os nossos princípios, aquilo que queremos ver mais vezes e ser a nossa identidade no jogo. E, principalmente, também retirar e fazer diminuir ao máximo os nossos erros, que por vezes têm acontecido com frequência demasiada e a pagarmos muito caro. Sabemos que neste nível de alto risco, de alta disputa entre duas equipas, sejam elas quais forem, qualquer erro que tenhamos pode-se pagar caro e tem acontecido isso. Nós temos de trabalhar sobre isso para melhorar e os jogadores foram muito recetivos. Estou muito satisfeito com estas semanas de trabalho, agora há que concretizar em jogo», indicou.

Questionado sobre a alteração do sistema tático de três centrais (utilizado pelo anterior treinador, João Gião) para uma linha defensiva de quatro elementos, o técnico explicou os desafios sentidos pela equipa: «Sentimos mais dificuldade nas primeiras duas semanas de trabalho do que se calhar esperava, porque a sedimentação que estava dos três centrais, da lógica dos extremos ou dos alas num sistema de três centrais - porque não é só três centrais que muda, não é? - é a forma como se processa também o jogo de corredores, principalmente, a forma como se pressiona, e essas questões estavam muito bem sedimentadas pela equipa. Muitos jogadores tiveram um processo de readaptação ao sistema de linha de quatro, porque a forma como pressionamos e a forma como também desdobramos a equipa do processo defensivo para o processo ofensivo, muda de forma evidente. E houve jogadores que tiveram mais facilidade, outros menos.»

«Neste momento eu acho que todos eles, e sinto que todos eles, estão muito mais cientes do que queremos e do que precisa, neste momento, a nossa equipa. Independentemente de jogar com dois centrais ou com três, o que é importante é, efetivamente, que a equipa seja um bloco muito compacto e agressivo a defender e que se desdobrem em processos ofensivos com capacidade de explorar os espaços que o adversário dá. E, por isso, as questões dos três centrais, foi importante, é importante, acho que a equipa tem capacidade para fazer essa adaptação rapidamente, e já o fez, e está preparada para jogar, está preparada para ser mais forte», disse ainda.

A recente mudança no comando técnico do Rio Ave, com a entrada de  Vasco Seabra para o lugar de Silaidopoulos, obrigou Alexandre Santos a olhar de forma diferente para o adversário. «Sem dúvida, esse foi o processo que também, de repente, tivemos que mudar um pouco, não a forma de treinar ou a forma de orientar a nossa equipa e fortalecer a nossa equipa, mas sim a forma de, também, os alertar e eles identificarem-se com aquilo que pode acontecer, que vem do Rio Ave e daquilo que a equipa tem vindo a fazer, mas que também, em certas questões, fomos também ter a noção de que o meu colega Vasco Seabra, com os anos e com a experiência que tem e com o sucesso que tem tido na Liga, vai com certeza querer modificar algumas coisas e querer colocar a equipa o mais depressa possível à sua imagem. Preparamo-nos para aquilo que entendemos que era o necessário para que a equipa se sinta mais confortável e esteja preparada para o que aí vem. Sabendo que o Rio Ave também precisa de pontuar, como nós, precisa de mudar o ciclo mais difícil que tem vindo a ter, nós também, vimos cinco derrotas seguidas e isso é sempre um momento difícil. Mas queremos pontuar e vamos jogar para ganhar, mas vamos, efetivamente, e querer muito, pontuar e isso é muito importante para a nossa equipa neste momento», considerou.

Alexandre Santos frisou ainda que o momento atual da equipa exige rigor e foco absoluto para alcançar os pontos em disputa: «É verdadeiramente tolerância zero que se utiliza noutras circunstâncias para uma equipa que tem de ser perfeita. Nós temos de estar a 100%, cada jogador tem de estar a 100% e não dá para estar menos. Principalmente a equipa tem de estar muito focada, muito determinada e diminuir ao máximo os erros que fazem parte do jogo, mas que nós temos de os erradicar para conseguir, efetivamente, ser competitivos e pontuar.»

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