Banjaqui, lateral-direito do Benfica (foto: SL Benfica)
Banjaqui, lateral-direito do Benfica (foto: SL Benfica)
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A grande conquista de Banjaqui: «Sem o Benfica, ia ser complicado»

Não é apenas nos relvados que o lateral-direito se destaca

Daniel Banjaqui, lateral-direito, foi destaque na gala do Quadro de Honra do adidas Benfica Campus, uma cerimónia que premiou, na temporada 2025/26, o equilíbrio entre o rendimento desportivo, o percurso escolar e a dimensão social dos jovens futebolistas do Benfica. O atual jogador da equipa principal encabeçou a lista de distinguidos e tornou-se o exemplo mais visível de uma formação que ambiciona preparar atletas para o futebol — mas também para a vida.

O médio, que na época em avaliação representava a equipa B, conquistou o primeiro lugar do Quadro de Honra, distinção que reconhece os três jogadores com melhor conjugação entre desempenho escola. Miguel Varanda, dos sub-16, ficou em segundo, enquanto Leonardo Lima, dos sub-15, completou o pódio no terceiro posto.

Para Banjaqui, o prémio traduziu o esforço. «Estou muito contente por esta distinção. Quer dizer que o trabalho foi recompensado, foi reconhecido. Foi complicado conciliar o estudo e o futebol, mas, no fim, esse esforço recompensou. Se não fosse o Benfica, ia ser mais complicado, por causa dos horários, dos transportes. Ajudaram-me bastante nisso e consegui acabar a escola.»

Foto SL Benfica

A história de Banjaqui ganha ainda mais relevância pelo percurso académico. Segundo Hélder Alves, da Direção de Formação Pessoal e Social do Futebol de Formação, o jovem aceitou recuperar o ano letivo que tinha ficado para trás já na fase de transição para a equipa A, concluindo o 12.º ano mesmo sem essa obrigação. «Já não era obrigatório para ele dar esse passo, mas aceitou o desafio e conseguiu. E agora temos um jogador da equipa A com o 12.º ano concluído, que é aquilo que consideramos o mínimo para os nossos jovens seguirem o seu caminho», explicou o responsável.

Agora temos um jogador da equipa A com o 12.º ano concluído, que é aquilo que consideramos o mínimo para os nossos jovens seguirem o seu caminho.

O reconhecimento estendeu-se também às vertentes escolar e social. Gustavo Poças, então nos sub-13, recebeu o Quadro de Mérito Escolar, enquanto Vasco Silva, dos sub-14, foi distinguido com o Quadro de Mérito Social, prémios reservados a atletas residentes no adidas Benfica Campus. «É um orgulho poder ganhar este prémio. É mais uma motivação para mim e para o futuro. O Benfica deu-me muito apoio, ajudou-me muito nas tarefas da escola», afirmou Poças, para quem a distinção representa um estímulo para continuar a evoluir.

O Benfica deu-me muito apoio, ajudou-me muito nas tarefas da escola.

Vasco Silva destacou, por sua vez, o valor do ambiente criado entre os jovens que vivem longe das suas famílias. «É uma felicidade muito grande, muito orgulho. Só demonstra que me dou bem com os meus colegas e tento criar um bom ambiente para que todos se possam sentir muito felizes. Nós tratamo-nos muito bem uns aos outros. Principalmente, estando longe da família, também nos ajudamos muito. É uma segunda família», partilhou o jovem futebolista.

Nós tratamo-nos muito bem uns aos outros.

A cerimónia reuniu os atletas premiados, encarregados de educação, diretores, coordenadores e treinadores do futebol de formação encarnados.

Com cerca de 200 jovens nestas fases do futebol de formação, o Benfica procura adaptar o acompanhamento às necessidades de cada época, combinando o objetivo desportivo com a conclusão do percurso escolar e o desenvolvimento pessoal.

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