QUARTA-FEIRA, 27-05-2015, ANO 16, N.º 5597
Final da Taça da Liga apresentada em Coimbra
A final da Taça da Liga, entre Benfica e Marítimo, e que está agendada para as 19.45 horas da próxima sexta-feira, foi apresentada na tarde desta terça-feira, numa conferência de Imprensa que decorreu no Estádio Cidade de Coimbra e que contou com as presenças de Luís Duque (Presidente da Liga), José Eduardo Simões (Presidente da Académica), Luís Cunha Velho (Diretor Geral da TVI) e Carlos Cidade (Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Coimbra).
Taça da Liga
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26-05-2015 - 17:48
Carlos Xistra vai apitar final
Taça da Liga O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol anunciou esta segunda-feira a nomeação de Carlos Xistra para a final da Taça da Liga, encontro marcado para a próxima sexta-feira (19.45 horas) que vai colocar frente a frente Benfica e Marítimo, no Estádio Cidade de Coimbra. Marcelino e Alexandre Freitas serão os assistentes do árbitro de Castelo Branco, enquanto Vasco Santos será o quarto árbitro.
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25-05-2015 - 15:52
Liga disponibiliza 1500 bilhetes para a final
Taça da Liga A Liga vai disponibilizar, a partir desta segunda-feira, um total de 1500 bilhetes para a final da Taça da Liga entre Benfica e Marítimo, agendada para a próxima sexta-feira (19.45 horas), no Estádio Cidade de Coimbra. Os ingressos poderão ser adquiridos a 15, 20 ou 25 euros no palco do jogo (público em geral) e nas bilheteiras oficiais dos clubes finalistas, a partir das 10 horas.
Bilhetes à venda a partir de 15 de maio
Taça da Liga De acordo com um comunicado oficial da Liga, os bilhetes para a final da Taça da Liga estarão à venda a partir do próximo dia 15 de maio. Benfica e Marítimo disputam o troféu, num encontro marcado para dia 29 (sexta-feira), às 19.45 horas, no Estádio Cidade de Coimbra. Preço dos bilhetes: Categoria 1: € 25,00 Categoria 2: € 20,00 Categoria 3: € 15,00 Locais de venda: Bilheteiras oficiais do Benfica (adeptos do Benfica) Bilheteiras oficiais do Marítimo (adeptos do Marítimo) Bilheteira do Estádio Cidade de Coimbra (público em geral) Plataforma V-Tickets (público em geral) Site da Liga Portugal: www.ligaportugal.pt
Final adiada para 29 de maio
Taça da Liga A Federação Portuguesa de Futebol deu luz verde ao pedido transmitido pela Liga de clubes para adiar a final da Taça da Liga. O jogo entre Benfica e Marítimo realizar-se-á, assim, no dia 29 de maio, um dia depois do previsto. Os madeirenses sempre se opuseram à data inicialmente apontada, argumentando que no dia 28 de maio, a uma quinta-feira, muitos adeptos do clube não teriam condições para se deslocar a Coimbra, onde se irá disputar a final da competição. A FPF consultou os dois finalistas da Taça de Portugal, Sporting e SC Braga, antes de tomar qualquer decisão, e fez depois saber que a final da Taça da Liga disputa-se no dia 29 deste mês, apenas dois dias antes da final da Taça de Portugal.
Final mantém-se a 28 de maio
Taça da Liga Embora o presidente do Marítimo, Carlos Pereira, tenha anunciado que havia acordo com o Benfica para que final da Taça da Liga se realizasse a 30 de maio, A BOLA apurou que data do jogo não sofreu alteração, mantendo-se a 28 de maio, a única que, até ao momento, mereceu a concordância do emblema da águia. Por outro lado, seria praticamente inviável que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) aceitasse que as duas finais (Taça da Liga e Taça de Portugal) decorressem no mesmo fim de semana, o que implicaria ainda um acordo mais alargado, envolvendo todas as partes envolvidas nos dois eventos.
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09-04-2015 - 12:25
Benfica e Marítimo querem final ao fim de semana
Taça da Liga A final da Taça da Liga entre Benfica e Marítimo, marcada pela Liga de Clubes para 28 de maio, poderá afinal realizar-se a 30 de maio. Clubes estão de acordo, falta o “sim” da Federação Portuguesa de Futebol. «O Marítimo, o Benfica e a Liga de Clube já estão de acordo em relação a essa data. Falta apenas a concordância da Federação Portuguesa de Futebol», confirmou a A BOLA, o presidente do Marítimo, Carlos Pereira. A final tinha sido anunciada para dia 28, uma quinta-feira, de modo a deixar alguns dias de distância para a final da Taça de Portugal, que está marcada para domingo, dia 31. Carlos Pereira, porém, defendeu desde logo que o jogo com o Benfica devia ter lugar também ao fim de semana, de modo a reunir mais apoio dos adeptos. O jogo deverá realizar-se no Estádio Cidade de Coimbra, às 17 horas.
Marítimo vence FC Porto (2-1) e junta-se ao Benfica na final
Taça da Liga O Marítimo venceu o FC Porto por 2-1 e qualificou-se para a final da Taça da Liga. Os dragões marcaram primeiro, por intermédio de Evandro, mas os insulares deram a volta ainda na primeira parte, com golos de Bruno Gallo (de grande penalidade) e Marega. A equipa madeirense, que pela primeira vez vai disputar a final da Taça da Liga, terá pela frente o Benfica, em partida a realizar em Coimbra, no final do mês.
Presidente do Camacha confirma que Marítimo se opôs a treino do FC Porto
Taça da Liga Celso Almeida e Silva, presidente do Camacha, confirmou a notícia, avançada esta quinta-feira por A BOLA, de que a decisão de cancelar o treino do FC Porto no complexo do clube resultou de uma imposição do Marítimo. «Quando o FC Porto pediu para treinar no complexo da Camacha, vimos isso com alegria e uma forma de o clube projetar o seu nome no contexto nacional. No entanto, esquecemo-nos que temos um protocolo com o Club Sport Marítimo, que tinha treinos agendados nessa hora, e não os avisámos. Em cima do acontecimento, fomos confrontados com essa situação e o Marítimo manifestou o seu desagrado para connosco por termos marcado o treino do FC Porto sem os avisarmos. Eles não prescindiram do treino e nós tivemos de dar o dito por não dito», explicou o dirigente, em declarações à Renascença. «Foi uma retaliação do Marítimo para connosco, nada tem que ver com o FC Porto. Com a ganância de recebermos o treino do FC Porto esquecemo-nos de várias formalidades, tais como avisar o Club Sport Marítimo de que nesse dia não poderia treinar lá», reconheceu Celso Almeida e Silva, desculpando-se publicamente pelo sucedido: «Peço desculpa ao FC Porto, na pessoa do seu presidente e dos seus dirigentes. Não há nenhum mal-estar com o FC Porto».
Carlos Xistra no Marítimo-FC Porto
Taça da Liga Carlos Xistra, da AF Castelo Branco, é o árbitro nomeado pelo Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol para dirigir o jogo entre Marítimo e FC Porto, agendado para quinta-feira (19.45 horas), no Funchal, referente à meia-final da Taça da Liga. O Benfica, recorde-se, tem presença garantida na final da competição, fruto do triunfo frente ao Vitória de Setúbal, por 3-0, no Estádio da Luz.
Rui Costa nomeado para o Benfica-V. Setúbal
Taça da Liga O Conselho de Arbitragem nomeou Rui Costa, da AF Porto, para dirigir o encontro entre Benfica e V. Setúbal, marcado para quarta-feira (19.45 horas), referente às meias-finais da Taça da Liga. Rui Costa esteve esta época em dois jogos dos encarnados, na Taça de Portugal frente ao Covilhã (triunfo 3-2, fora) e na 16.ª jornada do campeonato perante o Vitória de Guimarães (3-0, em casa). Em sentido inverso, o árbitro ainda não marcou presença em qualquer jogo dos sadinos na presente época.
Em casa de câmbios se fez o Benfica campeão (e saiba o que o filho do treinador do primeiro título fez 40 anos depois...)
Do Passado para o Presente Primeiro treinador campeão da liga no SLB? O pai de Vasco Gonçalves que 40 anos depois incendiou o país com o PREC. Primeiro bicampeão da liga no SLB? Um húngaro que chegou a Lisboa a fugir da Guerra Civil de Espanha e que em Madrid ganhara o primeiro título para o Real, mas que fora despedido por o acharem de «pulso fraco», o seu substituto aguentou apenas 54 dias no cargo, chamava-se Santiago Bernabéu. São histórias assim que aqui se contam a pretexto do título 34 do Benfica e do bi de Jorge Jesus... A 28 de maio de 1926, Portugal passou da democracia à ditadura – e o Benfica também entrou em revolução: Bento Mântua vinha de presidente desde julho de 1917, deixou de sê-lo. (Era diretor geral do Ministério das Finanças – e prestigiado escritor dramático. Quando a 5 de Outubro de 1910 a monarquia se desfez a partir da Rotunda, o novo regime garantiu, célere, que jamais se voltaria à «censura humilhante e atrofiadora» que raras vezes permitia ao teatro ser «irreverente e altivo» mas em 1913, depois de Afonso Costa, Bernardino Machado e António José de Almeida terem saltado para a «berlinda da revista», o governo proibiu-lhe Soldado Raso…marche!, sob a alegação de que «insultava o Exército» - e Mântua tornou-se, assim, o primeiro dramaturgo censurado pela República...) Cosme Damião irritou-se e não quis ser presidente... Durante o mandato de Mântua – que só era presidente porque Cosme Damião não o queria ser - o Benfica projetou a construção do Campo das Amoreiras. O terreno custou 450 contos – e a construção ficou por 1500. O que deixou o clube hipotecado à Caixa Geral de Depósitos. Houve quem achasse que fora exagero tanto gastar – e levantou-se em contestação. A oposição tentou pôr Cosme Damião, o vice de Bento Mântua, na presidência, mas ele, caprichoso, por causa do desconchavo ao amigo e das dúvidas levantadas em torno dos dinheiros do estádio, avisou que não aceitaria o cargo, nem que tivesse de pedir demissão de sócio. Para presidente, o cunhado de Ribeiro dos Reis... A solução teve, pois, de ser outra – e em agosto de 1926, Alfredo da Silveira Ávila de Melo, engenheiro naval que fora aluno da Casa Pia e se casara com Ema Ribeiro dos Reis, assumiu a presidência tendo como vice o cunhado António e como secretário Vítor Gonçalves. (Ambos tinham jogado na primeira seleção de futebol contra a Espanha, tal como Cândido de Oliveira – mas quando, em 1919, Cândido deixou o Benfica para fundar o Casa Pia AC, Gonçalves e Ribeiro dos Reis não o quiseram acompanhar, mantivera-se fiéis ao SLB, apesar de casapianos terem sido também...) Vice-secretário era Joaquim Ferreira Bogalho – e tendo a sua direção herdado 900 contos em dívidas, ao fim de quatro reuniões demitiu-se. Descoberto em Setúbal, o treinador que também era massagista... As finanças foram-se compondo, durante três épocas, António Ribeiro dos Reis era além de vice-presidente, o treinador da equipa de futebol – e à entrada para a temporada de 1929/30 decidiu que era hora de outra jogada. Seis anos antes chegara a Setúbal Arthur John. Tinha sangue inglês, mas nascera na Áustria. Foi jogador – e além de jogador... treinador e massagista (era-o de tal forma que criou um ritual que era um espanto: às vezes, se levantava do banco para ir massajar os jogadores que sentia mais precisados disso...) O guarda-redes que ainda não era da PIDE e a confusão que meteu pontapés no árbitro e polícia a tirar jogador do campo John levara o Vitória de Setúbal a campeão de... Lisboa - e mal chegou às Amoreiras fez do Benfica o que o Benfica nunca tinha sido: campeão de Portugal, o título saiu da vitória por 3-1 frente ao Barreirense, a 1 de junho de 1930, no Campo Grande. Porém, antes da festa, houve polémica – e da grossa... A 9 de março de 1930, o Benfica estava empatado 1-1 com o Casa Pia AC no Campo do Restelo – e para ser campeão de Lisboa precisava de ganhar. À beira do fim, Carlos Monteiro, o árbitro de Setúbal, anulou o que seria o segundo golo do Benfica – e agitou-se a escaramuça por se achar que António Roquete, o guarda-redes que, por essa altura, ainda não era o que haveria de ser: agente da PIDE, defendera a bola dentro da baliza. Transformou-se o jogo num paiol a arder – e logo depois ao ver Guedes Gonçalves ceifado por um defesa casapiano, João de Oliveira correu para ele em desforço. Engalfinharam-se um no outro, fora ambos expulsos. Luís Fernandes saiu, João Oliveira não. Perante o amuo, Monteiro pediu à polícia que o tirasse do campo – e antes da guarda o levar empurrou e pontapeou o árbitro... Manifestação de benfiquistas na AFL dispersada à bastonada pela polícia... Tentando evitar na secretaria que o título fosse para o Belenenses, o Benfica apresentou protesto à AFL – por causa do golo que lhe fora anulado e na reunião em que se iria analisar o caso aconteceu o que O Século contou: «Juntou-se uma numerosa multidão nas escadas do prédio onde está instalada a Associação de Futebol de Lisboa e no Largo Trindade Coelho, que lhe fica fronteiro, secundando o protesto que, naquela associação, foi entregue pelo Sport Lisboa e Benfica, contra as decisões do árbitro no desafio com o Casa Pia AC. Junto à entrada da Associação, a Polícia conteve a custo a multidão que, por vezes, fazia ouvir energicamente os seus protestos. Como na rua a aglomeração de povo fosse grande, a ponto de prejudicar o trânsito e a boa ordem, saiu o piquete de serviço do Governo Civil que, a pouco e pouco, conseguiu dispersar a multidão, não permitindo, depois, agrupamentos no citado largo...» (No artigo não se dizia, a Censura já existia e não o deixava, mas soube-se: a manifestação dispersou-se à bastonada - como começava a ser regra...) O Benfica decidiu abandonar todas as provas, cada sócio devia dar 5 escudos pelo menos para evitar prejuízos, não foi preciso... Do que saiu, então, da AFL? O protesto do Benfica indeferido – e João de Oliveira punido com oito meses de suspensão. Não, não foi só: Pedro Silva, Jorge Tavares e Manuel de Oliveira foram castigados por 15 dias e Aníbal José com 20. O Benfica, considerando que: - as culpas do que acontecera no Campo do Restelo se deviam, em primeiro lugar, ao Colégio de Árbitros por ter nomeado um juiz sem categoria nem valor; depois, ao árbitro, por lhe faltar honestidade desportiva, decisão e nele existir somente espírito de vingança... marcou uma Assembleia Geral que decidiu, «com aplausos prolongados e palmas», que a melhor das três hipóteses postas sobre a mesa era: - o abandono imediato de todas as provas oficiais. Ávila e Melo, o presidente, não concordou. Alertou para as «quebras financeiras» que isso causaria, logo alguém propôs que para o compensar todos os sócios pagassem uma quota adicional mínima de 5 escudos – o que voltou a aprovar-se por aclamação... Afinal, os oito meses de suspensão foram nada, o Benfica foi ao mesmo ao Campeonato de Portugal de 1930/31 - e ganhou-o como ganhara o de 1929/30 Antes do arranque do Campeonato de Portugal, a AFL correu a amnistiar João de Oliveira – e por isso o Benfica acabou por não o boicotar. Deixara, porém, de ter presidente: inconformado com a decisão radical para que se tinha avançado, a do boicote, Ávila e Melo já pedira a demissão, manteve-a... ...
Estrela de Diamante Jorge Jesus no Sporting, nem imagina como foi, o que foi. E antes dele, Virgolino, o pai, por pouco não ganhou uma Taça de Portugal. Contra a Académica jogara por Peyroteo ter sofrido uma distensão muscular. Contra o Olhanense poderia ter jogado por Peyroteo por ter dado um soco ao benfinquista que andara anos a fio a provocá-lo, Virgolino só não jogou porque em Coimbra se lesionou gravemente. Era soldador numa fábrica da Amadora, o filho também já lá estava como aprendiz, mas a cara num prato de sopa mudou-lhe o destino... Em novembro de 1943, Fernando Peyroteo enviou à direção do Sporting uma carta queixando-se do «comportamento inaceitável» de Gaspar Pinto, o defesa do Benfica: - ... são constantes provocações que ferem a dignidade de qualquer um. Mas não era só, também era a forma sempre agressiva e rude com que lhe fazia marcação, com mais ou menos complacência dos árbitros. Eram companheiros na seleção, mas já não se falavam – e um ano depois na sua festa de despedida, Valadas conseguiu que Peyroteo e Gaspar Pinto fizessem as pazes. Parecia pois que o fogo se apagara. Mas não... Albano por 20 contos, Virgolino não, esse foi quase de graça... A troco de 20 contos – verba que se considerou exagerada, sobretudo para um clube em dificuldades financeiras, e que levou até a escaramuças entre diretores... – o Sporting fora ao Seixal buscar Albano Pereira, o Albano que acabaria de rasgar a história como um dos seus Cinco Violinos. Outra das contratações de Joseph Szabo foi Virgolino António de Jesus – e pelo Virgolino o Sporting não precisou de abrir os cordões à bolsa, foi quase de graça... Golo ao Atlético, o único golo na primeira equipa do pai de Jorge Jesus... Quer o Albano, quer o Virgolino entraram para a equipa que ganhou o Campeonato de Lisboa. O Virgolino fez oito jogos – e logo na estreia, a 26 de setembro de 1943, contra o Atlético, marcou um golo, um golo especial: faltavam seis minutos para o fim, o Atlético estava a ganhar, ele colocou o placard em 3-3 – e aos 88 Albano fez o 4-3. Para o Campeonato da I Divisão, Szabo manteve Albano na sua linha avançada, tirou o Virgolino – aí, no campeonato, não fez um único jogo... Na época seguinte, na de 1944/45, ia pelo mesmo andar, Peyroteo sofreu uma distensão muscular, entrou de baixa – e para os dois últimos jogos, contra o Estoril e a Académica, Joaquim Ferreira, o substituto de Szabo, apostou nele, no Virgolino... Armando Ferreira fora a Barcelona operar-se a um menisco (era novidade no mundo do futebol...), à chegada foi entrevistado para A Bola por... Fernando Peyroteo. Já recuperado também voltou à equipa principal nos jogos da Taça de Portugal – e quem dela saiu foi o Virgolino. Depois das pazes, o soco de Peyroteo a Gaspar Pinto A Virgolino criara-se-lhe outra sombra: Jesus Correia juntara o hóquei em patins ao futebol, era a nova estrela no Lumiar, outro dos cinco a caminho de marcar a história a toque de Violino. Nas meias-finais, houve Sporting Benfica. Na primeira-mão, o Benfica foi ganhar ao Lumiar por 2-1 e, na segunda-mão, o Sporting foi ganhar ao Campo Grande por 3-2. O segundo golo do Benfica, o que obrigava a terceiro jogo foi marcado por Francisco Ferreira ao minuto 90. Peyroteo que marcara dois golos, o terceiro fora de Jesus Correia – e por essa altura já não estava em campo. Fora expulso – essa foi a sua única expulsão em 12 anos de carreira. Expulso porquê? Por ter dado um soco a Gaspar Pinto – por já não conseguir mais resistir à agressividade no jogo, aos insultos e impropérios que o benfiquista voltara a lançar-lhe. Em torno de si criou-se onda de solidariedade nacional – que se fez, por exemplo, através de 38 telegramas, 153 cartas e 225 cartões postais. Com Peyroteo em A Bola, Virgolino em branco com o fundador de A Bola Em A Bola, Ribeiro dos Reis, que até era benfiquista ilustre admitia que a FPF devesse não castigar Peyroteo, lembrando que, no fundo, sendo lamentável o que fizera, o fizera em «legítima defesa», mas castigou mesmo – e por isso não peyroteou na final da Taça contra o Olhanense. Essa Taça, poderia ter sido a final de Virgolino de Jesus – e só não foi porque a lesão grave no jogo em Coimbra, frente à Académica, o impediu, levando Joaquim Ferreira a juntar Veríssimo, o Veríssimo Alves à sua linha de avançados, a Jesus Correia, Armando Ferreira, Albano e João Cruz. A reportagem nas cabinas que saiu em A Bola teve assinatura ilustre, a assinatura de... Fernando Peyroteo - e logo após a vitória no Jamor, a Taça ganha através de um golo de Jesus Correia, Joaquim Ferreira foi assassinado no Parque Eduardo VII. Para treinador do Sporting António Ribeiro Ferreira contratou Cândido de Oliveira, fundador de A Bola com Rioeiro dos Reis e Vicente de Melo. Com Cândido, Virgolino não fez um único jogo na primeira equipa – e essa época de 1945/46 foi a do seu adeus ao Sporting, como jogador. ...

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