QUARTA-FEIRA, 29-07-2015, ANO 16, N.º 5660
Alterações à primeira jornada da primeira fase
A Liga de Clubes anunciou, esta segunda-feira, o calendário da primeira jornada da primeira fase da Taça da Liga, a realizar no fim de semana de 1 e 2 de agosto.
Taça da Liga
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21-07-2015 - 20:24
Chaves-Varzim na primeira ronda
Taça da Liga O Chaves irá receber o Varzim, em Trás-os-Montes, em jogo da primeira fase da Taça da Liga 2015/16, cujo sorteio foi efetuado na tarde deste sábado, no Cine-Teatro Municipal de Loulé. A primeira fase da competição, com 18 clubes, todos da 2.ª Liga, envolverá a eliminação direta, num só jogo, com os encontros a disputarem-se no próximo dia 2 de agosto. O sorteio ditou o reencontro de transmontanos e poveiros, outrora um clássico do principal escalão do futebol português, esta época com os emblemas na 2.ª Liga. O Famalicão ficou isento no sorteio, realizado no Algarve, com João Pinto, ex-jogador e capitão de equipa do FC Porto, a tirar as bolas dos potes que ditaram o acasalamento dos clubes na prova. Os oito jogos da 1.ª fase da Taça da Liga 2015/16, a disputarem-se a 2 de agosto, são os seguintes: Santa Clara-Atlético Penafiel-Olhanense Portimonense-Aves Oliveirense-Farense Mafra-Leixões Chaves-Varzim Gil Vicente-Académico Oriental-Freamunde Feirense-Covilhã Realizou-se ainda o sorteio da 2.ª fase da Taça da Liga, que determinou os seguintes jogos: Moreirense–V. Setúbal Oriental/Freamunde–Estoril Mafra/Leixões–Gil Vicente/Académico Feirense/Covilhã–Boavista Chaves/Varzim–Arouca União–Paços de Ferreira Tondela–Nacional Santa Clara/Atlético–Belenenses Marítimo–Académica Oliveirense/Farense–Famalicão Rio Ave–V. Guimarães Penafiel/Olhanense–Portimonense/Aves
18 clubes começam a disputa do troféu, a 2 de agosto próximo
04-07-2015 - 19:22
Benfica vence Marítimo (2-1)
Taça da Liga O Benfica derrotou o Marítimo, por 2-1, no Estádio Cidade Coimbra, tendo assim conquistado a Taça da Liga
Coimbra pintada de vermelho
Taça da Liga Já são muitos os adeptos do Benfica nas imediações do Estádio Cidade de Coimbra onde, a partir das 19.45 horas, os encarnados vão medir forças com o Marítimo na final da Taça da Liga. Refira-se também que há alguns aficionados do conjunto insular em redor do recinto conimbricense, sendo que alguns deles chegaram ontem e pernoitaram em Coimbra. Em relação aos bilhetes para a partida que decidirá o vencedor da 8.ª edição da Taça da Liga, já são muito poucos os que estão disponíveis, sendo que o Benfica terá, com toda a certeza, uma grande falange de apoio no Estádio Cidade de Coimbra. A cidade do conhecimento já está, de resto, pintada de vermelho quando ainda faltam cerca de sete horas para o início do jogo.
Carlos Xistra quer ter influência positiva na final
Taça da Liga Carlos Xistra, árbitro de Castelo Branco, foi o primeiro a surgir na sala de Imprensa para antever a final da Taça da Liga. As equipas são-lhe bem conhecidas, pelo que o trabalho de casa foi fácil de fazer. «Esta época apitei o Marítimo quatro vezes, o Benfica duas, e já estive num jogo entre as duas formações. Quero contribuir positivamente para esta final, quero ter influência positiva, o que se consegue com boa prestação», avançou o juiz, ladeado de duas jovens promessas da arbitragem nacional, ambos de 16 anos, Ana Luísa Baptista e Ivo Ramos, sublinhando, ainda, apitar a final com dois árbitros assistentes que hoje se despedem da arbitragem: Luís Marcelino e Alexandre Freitas. Com o troféu na Sala de Imprensa do Estádio Cidade de Coimbra, Carlos Xistra manifestou vontade de que tudo corra pelo melhor, satisfeito também com o auxílio da tecnologia linha de golo. «Tudo o que for para ajudar à verdade desportiva é benéfico. Agora, se me perguntam o que prefiro, prefiro a introdução dos árbitros de baliza», avançou o árbitro de 41 anos.
PSP e Liga garantem segurança para a final
Taça da Liga No seguimento das iniciativas levadas a cabo pela Liga tendo em vista a final da Taça da Liga, que se disputa esta sexta-feira (19.45 horas), entre Benfica e Marítimo, no Estádio Cidade de Coimbra, esta quarta-feira foi destinada à conferência de Imprensa de segurança. Na ocasião, Margarida Oliveira, Comissária da Polícia de Segurança Pública, referiu que tudo está a ser preparado ao pormenor para que o jogo seja uma verdadeira festa de família: - Estamos a falar de uma final, claro que é um jogo de risco e, como tal, o contingente policial será o suficiente para garantir toda a segurança necessária. Incidentes em Guimarães? Não posso garantir que não se repitam quaisquer tipo de incidentes mas o que se passou não me compete a mim comentar. O que posso dizer é que tudo estamos a fazer para garantir total segurança a todos os intervenientes no espetáculo. Solicitamos a todos os adeptos que cheguem atempadamente às imediações do Estádio Cidade de Coimbra e que não tragam objetos que não possam entrar no recinto, casos de armas, engenhos pirotécnicos ou qualquer outros que possam ser arremessados. Tentaremos ser o mais minuciosos possível na revista de segurança. Em relação à circulação rodoviária, a partir das 17 horas a mesma não vai ser possível em redor do Estádio, com exceção dos autocarros que transportem adeptos de ambas as equipas que viajem de forma organizada. Para esses, haverá parques de estacionamento devidamente sinalizados. Na conferência marcou também presença Helena Pires, Diretora de Competições da Liga, que também deixou vários apelos aos adeptos que vão assistir ao vivo ao encontro entre o Benfica e o Marítimo. «É um jogo de nível 1 e há uma grande coordenação das forças de segurança. Queremos que seja uma grande festa, uma festa de muitas famílias. Os adeptos do Benfica entrarão pela porta 5 A e ocuparão o topo sul e uma parte da bancada central. Já em relação aos adeptos do Marítimo, deverão entrar pela Porta 8 A, ocupando o topo norte e outra parte da bancada central. Claro que a massa associativa do Marítimo é menor do que a do Benfica e, como tal, se tivesse que entrar no campo estatístico diria que talvez tenhamos 25 a 30 por cento de aficionados do Marítimo e 70 a 75 por cento de adeptos do Benfica. A abertura das portas do Estádio será às 17.45 horas, duas horas antes do início do jogo, e apelamos a todos que venham com tempo para o Estádio e entrem atempadamente no recinto. Vamos também garantir que todos os postos de primeiros socorros existentes no Estádio estejam abertos para situações de necessidade que possam ocorrer», concluiu.
Taça da Liga
27-05-2015 - 17:55
Bilhetes para a Taça da Liga esgotados
Benfica O Benfica informou esta quarta-feira que todos os bilhetes atribuídos ao clube para a final da Taça da Liga foram vendidos. Existem ainda ingressos à venda nas bilheteiras do Estádio Cidade de Coimbra. A final da Taça da Liga entre Benfica e Marítimo esta marcada para a próxima sexta-feira, dia 29 de maio, às 19.45 horas.
Final da Taça da Liga apresentada em Coimbra
Taça da Liga A final da Taça da Liga, entre Benfica e Marítimo, e que está agendada para as 19.45 horas da próxima sexta-feira, foi apresentada na tarde desta terça-feira, numa conferência de Imprensa que decorreu no Estádio Cidade de Coimbra e que contou com as presenças de Luís Duque (Presidente da Liga), José Eduardo Simões (Presidente da Académica), Luís Cunha Velho (Diretor Geral da TVI) e Carlos Cidade (Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Coimbra). Luís Duque destacou a importância que a mais jovem competição do calendário nacional tem ganho nos últimos anos e sublinhou a introdução da nova tecnologia: - Há algum tempo a Taça da Liga estava em risco. Felizmente, estamos aqui hoje para a realização da final. É uma competição que já ganhou espaço no quadro competitivo, é a prova elite, com características próprias. Este ano até vamos ter pela primeira vez uma equipa das Ilhas na final. Temos a lotação quase esgotada, apesar de o jogo ser a uma sexta-feira. Isto só comprova que a competição é de referência. Penso que podemos assistir aqui a um virar de página no futebol português, com as novas tecnologias implementadas. É algo que será sempre a favor do futebol e da transparência. A tecnologia permite minimizar o erro. A Liga está, estrategicamente, a abrir-se às novas tecnologias. No entanto, o árbitro continua a ser soberano e cabe-lhe sempre a ele a última palavra. É uma novidade e é o princípio do que pretendemos introduzir, no futuro, nas nossas competições. José Eduardo Simões, presidente da Académica, destacou a importância da final ser, novamente, em Coimbra e ainda o facto de os clubes terem tido uma grande abertura face aos problemas recentes da Liga. «A Taça da Liga é extremamente interessante em termos desportivos. Este ano teve grande solidariedade dos clubes devido aos problemas da Liga nos últimos anos. Todos os clubes decidiram abdicar das suas receitas para equilibrar as receitas e custos da Liga. É um prazer, uma responsabilidade e um agradecimento: Coimbra queria que a Taça da Liga viesse para aqui. Em Coimbra sabemos dizer que sim e que quando damos as mãos conseguimos fazer coisas, às vezes muito difíceis, com qualidade. Vai ser uma grande festa, estou certo», afirmou. O Diretor Geral da TVI, Luís Cunha Velho, destaca a mobilização feita pela estação de televisão para aquilo que se pretende que seja uma grande festa do futebol. «A Taça da Liga vai ser uma festa e é isso que queremos para esta final. Esta competição é, nos últimos anos, a única que é transmitida em sinal aberto. O futebol é uma festa de família, mesmo com as rivalidades normais, e mobilizámos para esta final meios para que todos possam assistir a uma grande emissão: mais de 80 técnicos e 2 carros de exteriores. Terá uma captação do melhor que se faz em transmissões desportivas. Não iremos transmitir só o jogo em si. Também teremos outros programas, na TVI 24, antes e depois do jogo», disse. Também Carlos Cidade, Vereador do Desporto da Câmara Municipal de Coimbra, destacou a abertura da edilidade para receber eventos como este: «É uma honra para Coimbra receber, mais uma vez, a final da Taça da Liga. Desde a primeira hora que a Câmara Municipal de Coimbra demonstrou a sua disponibilidade e todo o apoio possível. Não tenho dúvidas de que com a colaboração da Liga, da Académica e da Câmara estão criadas todas as condições para que o espetáculo seja uma grande festa. A cidade de Coimbra está aberta para receber todas as pessoas, com as devidas condições de segurança e acolhimento. Todos são bem-vindos.»
Carlos Xistra vai apitar final
Taça da Liga O Conselho de Arbitragem da Federação Portuguesa de Futebol anunciou esta segunda-feira a nomeação de Carlos Xistra para a final da Taça da Liga, encontro marcado para a próxima sexta-feira (19.45 horas) que vai colocar frente a frente Benfica e Marítimo, no Estádio Cidade de Coimbra. Marcelino e Alexandre Freitas serão os assistentes do árbitro de Castelo Branco, enquanto Vasco Santos será o quarto árbitro.
Liga disponibiliza 1500 bilhetes para a final
Taça da Liga A Liga vai disponibilizar, a partir desta segunda-feira, um total de 1500 bilhetes para a final da Taça da Liga entre Benfica e Marítimo, agendada para a próxima sexta-feira (19.45 horas), no Estádio Cidade de Coimbra. Os ingressos poderão ser adquiridos a 15, 20 ou 25 euros no palco do jogo (público em geral) e nas bilheteiras oficiais dos clubes finalistas, a partir das 10 horas.
Bilhetes à venda a partir de 15 de maio
Taça da Liga De acordo com um comunicado oficial da Liga, os bilhetes para a final da Taça da Liga estarão à venda a partir do próximo dia 15 de maio. Benfica e Marítimo disputam o troféu, num encontro marcado para dia 29 (sexta-feira), às 19.45 horas, no Estádio Cidade de Coimbra. Preço dos bilhetes: Categoria 1: € 25,00 Categoria 2: € 20,00 Categoria 3: € 15,00 Locais de venda: Bilheteiras oficiais do Benfica (adeptos do Benfica) Bilheteiras oficiais do Marítimo (adeptos do Marítimo) Bilheteira do Estádio Cidade de Coimbra (público em geral) Plataforma V-Tickets (público em geral) Site da Liga Portugal: www.ligaportugal.pt
Tudo começou entre leões e elefantes, com doenças estranhas, a caçar escorpiões...
Estrela de Diamante Das doenças estranhas ao dia em que o expulsaram do Giro por o apanharem agarrado a um carro; da corrida em que a bicicleta do Quénia não lhe chegou à Austrália aos desmaios pela manhã; do destino descoberto entre órfãos pobres à equipa com um português, o Hugo Sabido; da mágoa de não ter visto a mãe a ver-lhe o sonho à polémica que a mulher abriu – este é o outro lado de Chris Froome a caminho da eternidade... Clive Froome era jogador de hóquei em campo, acabara de chegar à seleção inglesa sub-19, mas, de súbito, sentiu, aventureiro, uma tentação: organizar safaris no Quénia – e sem perder tempo emigrou para Nairobi. Num dos seus bairros mais modernos, conheceu Jane, inglesa como ele, filha de comerciantes de café. Apaixonaram-se um pelo outro, nasceram-lhes dois filhos: o Jonathan e o Jeremy – e a 20 de maio de 1985 mais um: o Christophe. Jonathan e Jeremy depressa se encantaram pelo râguebi, Chris não – e, de pernas escanzeladas, cresceu numa outra sedução: - Andar de bicicleta, horas sem fim, pelo vale do Rift, subindo e descendo montanhas, tocando os 2000 metros de altitude... SÓ NÃO PODIA VOLTAR À NOITE, ANDAVA À CAÇA DE ESCORPIÕES... A mãe impunha-lhe uma condição apenas: voltar a casa, antes de anoitecer: - E quando não andava de bicicleta pelos caminhos de terra, acima, abaixo, ou a acampar pelas savanas com Jonathan e Jeremy, perseguia escorpiões e serpentes ou andava à caça de coelhos para, assim, arranjar comida para Rocky e Shandy. Rocky e Shandy era as duas cobras pitons que tinha na fazenda dos pais, em Kinjah, aldeia à sombra de Kikuyu, a principal cidade do Monte Quénia. Também tinha, no quintal, uma chita - e com ela por vezes tentava jogar futebol. A casa onde os Froome viviam era tão modesta, tão pequena que não tinham espaço para guardar as bicicletas: - Por isso, durante a noite, ficavam suspensa no teto. Chris e os irmãos eram os únicos rapazes brancos por aquela região com campos a perder de vista – aprendeu de um instante para o outro a falar swahili, o dialeto da tribo, mas na escola as notas nunca tocaram o brilho, a mãe, achando que talvez isso fosse do tempo que perdia nas suas solitárias cavalgadas pelos trilhos das montanhas, dizia-lhe que a bicicleta não era o seu futuro, ele respondia-lhe que era. QUANDO AS VACAS LHE COMERAM A CASA E ELE NÃO QUIS ENTRAR NO CARRO DA MÃE... Vendo-o de sonho cada vez mais ardente, aos 12 anos, quando Jane voltou para Nairobi procurou David Kinjah – um antigo ciclista queniano que criara o Simbaz Safari, um projeto para dar ciclismo a rapazes de bairros pobres da cidade, a maioria órfãos: - No início, Chris mal conseguia alcançar os pedais da velha bicicleta de corrida que um dos seus professores lhe oferecera. Não posso dizer que me tivesse passado pela cabeça que estava ali comigo alguém que iria vencer a Volta à França, mas percebi logo que o rapaz era especial. Pedalávamos regularmente até à fazenda dos meus pais, a 50 quilómetros dali, acampávamos no prado, uma vez as vacas comeram metade da nossa barraca de colmo, tivemos de ficar ao relento. Devido à idade de Chris, eu nem sempre queria que ele fizesse o caminho todo, mas ele fazia... Algum tempo depois, Kinjah decidiu fazer passeio de 100 quilómetros a Kajiado. Perguntou a Jane Froome se não queria acompanhá-los de carro – que, assim, Chris faria metade do caminho e depois parava, mas... - Quando, já noite, mandei Chris para o carro da mãe, ele recusou-se. Apesar de exausto e lento, eu e Jane não conseguimos que ele parasse, a resposta dele era sempre a mesma: que se eu fizesse os 100 quilómetros, ele também fazia. Já era assim: ambicioso, ambicioso até de mais... ...
Estilos e Espantos Desde 2009 que a ESPN Magazine tira a roupa a estrelas do desporto mundial que fazem sucesso nos Estados Unidos. Objetivo? Valorizar «apenas e unicamente» o corpo dos atletas, despidos de preconceitos e foi assim que por lá já passaram Serena Williams, Ryan Lochte, Manny Pacquiao, Hope Solo, Ronda Rousey, Lolo JOnes, Candace Parker, Abby Wambach, Natalie Coughlin, Kevin Love... Mas desta vez, foi diferente: longe das silhuetas esbeltos e cinturas finas, a revista rompeu com os padrões e escolheu uma atleta de 96 quilos para posar nua e ser da capa da sua edição especial, da edição especial onde estão por exemplo nomes fulgurantes como o nadador Michael Phelps, os tenistas Tomas Berdych e Venus Williams, os basquetebolistas Serge Ibaka e Angel McCoughtry, os futebolistas (do futebol americano) Marshaw Lynch e Larry Fitzgerald e os futebolistas (do soccer) Omar Gonzalez e Megan Rapinoe... Amanda Yvette Bingson nasceu a 20 de fevereiro de 1990 em Victorville, na Califórnia. Sempre fora uma menina forte, mas confessa que nunca se apercebeu que era maior do que os outros. Na altura, diz, não havia os meios de comunicação que há agora. «Uma vez entrei na escola e perguntei a um menino se queria ir ao cinema comigo e com alguns dos meus amigos. De imediato me respondeu: Não, vocês são muito gordos». Do anonimato para a fama: como se tornou campeã em lançamento de martelo Amanda Bingson é aos 25 anos recordista americana do lançamento de martelo, com 75,73 metros, marca que obteve em 2013. Aventurou-se na especialidade apenas em 2009, quando estudava na Universidade de Nevada em Las Vegas, mas depressa lhe tomou o gosto. Disputou em Londres a última edição dos Jogos Olímpicos - e aí, na sua estreia em grandes competições internacionais de atletismo, ficou-se pelo 28º lugar, com 67,29 metros. Porém, no ano seguinte, nos Mundiais de Moscovo já chegou à final, foi 10ª com 72,50 metros - e na época passada saiu da Taça Intercontinetal de Marrakech em 2º lugar. Por isso, já não esconde o sonho, acredita que nos JO de 2016 vai estar no Rio a lutar pelas medalhas. E acha que isso é um destino incrível - que há 10 anos não lhe passava pela cabeça, isso e o reconhecimento que vai tendo cada vez mais aguçado, mês após mês, semana após semana: «As pessoas tinham medo de mim, quando jogava futebol e chutava a bola, os rapazes afastavam-se e agora posso ser uma esperança para todos os americanos. É fantástico, não é?!». «Definir o meu corpo? Diria densa... Não tenho barriga de tanque...» Ciente de que está fora dos padrões de beleza impostos pela sociedade, Amanda mostrou que não é apenas e somente um estereótipo que importa. Em entrevista à ´ESPN Body Issue´, mostrou-se feliz por ter sido escolhida para a capa da revista e explicou como define o seu corpo. «Densa seria a palavra certa para mim, para me definir. Geralmente quando se olha para os atletas, só se vê músculos e tudo mais. O meu braço é apenas o meu braço, não é esculpido. Tenho pescoço. Não tenho barriga de ´tanque´. As minhas pernas são um pouco tonificadas, mas não estão fortes. Sou apenas densa. Acho que é importante mostrar que os atletas existem em todas as formas e tamanhos». Não conseguiu emagrecer e a professora expulsou-a da equipa Os seus 96 quilos repartidos por 1,65 metros de altura, estão longe de ser um problema para Amanda, que além de não ter nenhum tipo de complexo com a sua forma física, confessou estar feliz com a sua silhueta. «Vou ser honesta, gosto de tudo no meu corpo». Amanda nunca quis ser magra, e ter mudado de Las Vegas para o Texas, permitiu-lhe libertar-se de «padrões de beleza» que ali, nunca existiram. «Em Vegas, era bombardeada com todos esses números 34 e eu nunca quis ser assim, nunca. No Texas as pessoas são muito abertas em relação aos seus corpos. Agora só penso: Vou arremessar longe porque estou confiante comigo mesma e não tenho que me preocupar mais com o que pareço». Mas nem sempre foi assim. Na escoa, Amanda foi vítima de bullying e chegou a ser expulsa da equipa de voleibol por ser «gorda de mais», apesar de ter talento para o jogo. E o preconceito, veio diretamente da treinadora, quando lhe disse que, para continuar na equipa teria que emagrecer 14 quilos. «Sempre joguei voleibol desde pequena e era boa no jogo. Cheguei a ir ao médico com a minha mãe e tentei de tudo para aprender a perder peso, mas não consegui e fui expulsa...». ...
Para lá do que se vê Já imaginou Anderson Silva, Fabrício Werdum ou até mesmo José Aldo, essas estrelas do Vale Tudo, a jogarem futebol? Ou se de repente, Neymar, Messi e Cristiano Ronaldo se mudassem para o MMA? Já pensou ainda se existisse um desporto onde os atletas tivessem que marcar golos a troco de nada? Por incrível que parece existe mesmo e não precisa ir muito longe - Calcio Storico é o nome, conhecido como o desporto mais bruto do mundo, que na sua génese mistura o melhor do futebol, do râguebi e das artes marciais. Inventado em 1573 e traduzido como uma espécie de futebol histórico, conta com homens mais velhos, normalmente tatuados e com uma força exemplar provenientes de bairros. Os uniformes são simples – na maior parte das vezes, os jogadores competem sem camisa para realçar o porte físico, conhecem-se apenas pelas bermudas que vestem. Mas o que realça este tipo de jogo são as regras, ou melhor, a falta delas, trata-se de uma disputa pela honra de ser campeão – não há recompensas financeiras, nem medalhas, nem troféus. Só mesmo o sentimento de vitória... Sabe-se que em Itália o desporto rei é o futebol, no entanto para se conhecer a história desportiva da Toscana é preciso investigar o império e os seus fundadores. Há muito tempo, durante a chefia do Império Romano o desporto que se fazia era convertido no harpastum, o jogo usado pelos legionários para manterem a forma nos acampamentos militares. Na época medieval, o harpastum tornou-se popular entre a alta aristocracia e o clero, de tal maneira que alguns papas o praticavam no Vaticano. Conhecido hoje como Calcio Storico, as regras são diferentes, mas há algo que se manteve de geração em geração – a brutalidade com que os atletas se defrontam em plena Piazza Santa Croce numa autêntica batalha campal em honra de San Giovanni, o santo padroeiro de Florença. Aqui vale tudo (ou melhor quase tudo) Tudo começou no século XVI, quando um nobre florentino chamado Giovanni de Bardi escreveu as regras em 1580 do futebol histórico, descrito por Henrique III de França como «muito pequeno para ser uma guerra, mas muito cruel para ser um jogo». Quem entra em campo no Calcio Storico pode utilizar os pés e as mãos e só existem duas agressões completamente proibidas: socos e pontapés no estômago. Não é permitida nenhuma substituição, mesmo que os jogadores saiam lesionados do jogo. E não pode haver mais do que um homem a bloquear o mesmo adversário. De resto, até artes marciais podem ser utilizadas. Apesar das poucas regras, existe um árbitro, seis oficiais de linha e um juiz de jogo. Para o torneio, cada equipa é formada por 27 elementos e representa um dos quatro distritos da cidade de Florença - os brancos de Santo Spirito, os azuis de Santa Croce, os vermelhos de Santa Maria Novella e os verdes de San Giovanni. Mas não são meras equipas desportivas, os jogadores são escolhidos a dedo – provêm de bairros e a lealdade é tanta, que quando se olha para eles, parece que a qualquer momento uma guerra pode acontecer mesmo. Há socos, pontapés, homens vão parar ao hospital e no final não ganham qualquer medalha Os jogadores passam o ano a treinar para o grande dia, pois quem ficar de fora da convocatória, só poderá jogar no ano seguinte. E engane-se quem pensa que, por causa da força, virilidade e preparo físico exigido, o Calcio Storico é um torneio predominantemente de jovens, pelo contrário. Os novos têm que suar muito para conseguir uma vaga na equipa. Dizem que só se torna um calciante após jogar oito anos seguidos. Os atletas que competem são mais experientes, são senhores de 40 e 50 anos mas com uma vitalidade de um rapaz de 20. Cobertos de tatuagens, apresentam-se em campo numa partida que dura 50 minutos, sem intervalos, sem quebras, sem substituições – aqui vale de tudo, ou melhor, quase tudo. Num campo retangular de areia, onde único item de segurança utilizado (não por todos os praticantes) é um mísero protetor bucal, os jogadores confrontam-se fisicamente sem qualquer tipo de piedade. Numa mistura ente râguebi, futebol, boxe, muay thai e luta grego-romana, cujo único objetivo é marcar golos – os caccia, o campo, transforma-se numa arena e os jogadores vestem a pele de gladiadores modernos – há voos destemidos, placagens e pontapés furiosos, equipamentos rasgadas e o primeiro sangue surge nos minutos iniciais da partida. No fim, as mazelas são curadas e a violência fica no campo. Nenhum jogador morreu durante uma partida de Calcio Storico, mas Luciano Artusi, um ex-diretor do corpo que supervisiona os jogos, reconheceu que já houve uma remoção de baço. Filippo Allegri, um dos paramédicos em campo, disse ainda que, geralmente sete ou oito jogadores de cada equipa não chega ao fim da partida e que cerca de 20% do total dos participantes, precisam de ir ao hospital. Tudo isto poderia fazer mais sentido para um forasteiro comum se milhões de dólares (ou ao menos fama duradoura) estivessem em jogo. Mas não, os jogadores não recebem nada pelo jogo e não há prémio significativo, apenas uma lembrança modesta – uma vitela da raça chianina. É da sua carne que sai o Fiorentina, um dos pratos mais desejados da Europa e que não deixa nada a desejar em comparação com um filé argentino. ...

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